quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Ilona

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Ilona é um nome feminino, usado predominantemente em húngaro, alemão, finlandês, lituano, letão, polonês e checo. A etimologia e significado é incerto, mas possivelmente seja uma forma húngara de Helena. Encontra-se ainda os diminutivos húngaros Ili, Ilike, Ilka e Ilonka.

Como uma forma de Helena, do grego 'Ελενη (Helene), o significado também não é consensual. Provavelmente significa “tocha” ou “fogo sagrado”, ou algo nesse sentido, mas também é frequentemente relacionado com Selene, a palavra grega para “lua”.

Este nome está no ranking mais recente da Finlândia, no 40º lugar e também no da França, no 190º lugar. Além disso, já esteve em rankings mais antigos dos Estados Unidos, República Checa e Holanda.

No Brasil, há 349 pessoas chamadas Ilona, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), sendo que o estado de destaque é Santa Catarina. Na verdade, desse pequeno total de registros, a esmagadora maioria está no sul. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná concentram 183 delas. A maioria dos nascimentos se deu na década de 1940.

Como referências notáveis, temos Ilona Korstin, jogadora de basquetebol russa, Ilona Elek, esgrimista e medalhista olímpica húngara, Ilona Novák, ex-nadadora russa e campeã olímpica. 





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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ivory



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Ivory é um nome unissex, que vem da palavra inglesa para a substância que vem das presas do elefante, usada anteriormente para produzir as chaves do piano. Também é usado em referência ao tom de cor amarelo claríssimo ou amarelo-creme, correspondendo ao tom do marfim.

Nos Estados Unidos, esse nome esteve no ranking masculino até 1979, quando encerrou sua participação colocado no 975º lugar. Já no ranking feminino, ele está presente na lista de 2015, classificado no 717º lugar.

Ivory é o nome de apenas 23 pessoas no Brasil segundo dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), sem gráficos de localização ou década de nascimento desses raros registros. Também não está presente nas listas recentes da Arpen/SP.

A sonoridade de Ivory, por lembrar Ivo imediatamente, para mim aponta mais para  o uso masculino, mas não podemos ignorar que se trata de um nome unissex. Para pais que procuram um nome com gênero neutro, é uma excelente opção.

Como referências masculinas, temos:

Ivory O. Hillis, Jr., , político americano;
Ivory Joe Hunter, cantor americano, compositor e pianista;
Ivory Williams, velocista americano;


Como referência feminina, encontrei apenas Deloris Ivory Davies, cantora de ópera norte-americana. 




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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Zoraida

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Zoraida é um nome feminino usado predominantemente em espanhol. Talvez signifique “encantar” ou “amanhecer” na língua árabe. Este foi o nome de uma santa espanhola menor do século XII, convertida do Islã. O nome foi usado por Cervantes para um personagem no seu romance “Dom Quixote” (1606), no qual Zoraida é uma bela mulher moura de Argel que se converte ao cristianismo.

Possivelmente, sua fama no mundo hispânico se deve ao romance de Cervantes, e Zoraida passou a ser usado também na língua portuguesa, também na forma Zoraide.

No Brasil, Zoraida é o nome de 502 pessoas apenas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), sendo que a maior frequência fica por conta do Rio Grande do Sul. A maioria das mulheres chamadas Zoraida nasceram até os 60, depois dessa década os registros ficaram muito escassos. Soraida é uma grafia que detém 75 ocorrências no site do IBGE. É claro que por aqui a grafia Zoraide é muito mais usada, sendo o nome de mais de 8 mil pessoas de acordo com a pesquisa.

O som do nome iniciado com Z sempre soa um pouco áspero aos nossos ouvidos, mas isso é uma questão de costume, afinal, não há nada que diminua essa inicial. Só acho que a letra Z confere mais força e potência ao nome, portanto, inadequado para quem gosta de nomes femininos que façam o gênero “fofinho”. Por ter ficado restrito à uma geração, Zoraida é considerado datado e muito pouco utilizado hoje em dia.

Pela sonoridade e associação automática com o clima espanhol, Zoraida é um nome que me faz pensar em ciganos, em música e dança cigana, assim como os nomes Esperanza ou Esmeralda.

Temos duas óperas que mencionam esse nome: Zoraida di Granata é uma ópera composta por Gaetano Donizetti (1822), e Ricciardo e Zoraida é uma ópera de Gioachino Rossini. A escritora norte-americana Kate Chopin escreveu um conto intitulado “La Belle Zoraïde”, no qual a personagem é uma bela escrava mestiça.

Como referências podemos citar:

Zoraida Gómez, actriz mexicana conhecida por interpretar Jósy na telenovela Rebelde.
Zoraida Salazar, cantora lírica colombiana;
Zoraida Santiago, desportista porto-riquenha;






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domingo, 10 de dezembro de 2017

Alondra

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Alondra é um nome feminino de uso mais acentuado em países de língua espanhola. É um nome literal para essa língua, sendo que a palavra “Alondra” significa “cotovia”. É utilizado no sentido simbólico de que a cotovia canta maravilhosamente, por isso associando o significado há uma bela voz.

Cotovia é um nome genérico dado a várias aves passariformes que constituem a família Alaudidae. São aves essencialmente do Velho Mundo, com exceção de uma única espécie, a Eremophila alpestris que também habita a América do Norte. São conhecidas pelo seu canto característico.

A cotovia é tida como anjo da primavera que voa alto nos céus, desperta a esperança onde quer que vá com seu canto belo e inigualável. Assim sendo, o nome Alondra se torna atraente pelo seu belo significado.

O nome Alondra encontra uma boa repercussão nos Estados Unidos, onde classificou no 346º lugar no ano de 2015, no ranking feminino. No Chile, ficou em 53º lugar no ano de 2014 e no México, estava no 23º lugar no ano de 2013, considerando os últimos rankings divulgados e expostos no Behind The Name.

Encontrei esse nome ao pesquisar nomes femininos com a letra “A”, e desde o início me pareceu bastante forte e belo, até mesmo pela associação com Alana que é um nome que gosto. Embora em português para os mais desacostumados possa parecer um pouco áspero aos ouvidos, é um nome com presença considerável.

No site Nomes no Brasil (IBGE, Censo 2010), não há dados sobre Alondra. Surpreendentemente, entretanto, temos 97 pessoas registradas com o nome Alandra. Não há noticias desse nome nas listas recentes da Arpen/SP ou do BabyCenter.

Alondra foi o nome de uma telenovela mexicana de época, uma produção estreada pela Televisa em 1995. Há duas cantoras com esse nome, Alondra, uma cantora mexicana, e Alondra Bentley, uma cantora espanhola. Deve ser uma coincidência e tanto se chamar Alondra e ser exatamente uma cantora (exceto se foi um nome artístico posteriormente adotado, é claro). Além dessas, temos Alondra Santos, uma cantora, atriz e modelo norte-americana, que participou do America’s Got Talent de 2015. 





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sábado, 9 de dezembro de 2017

Durdona

From her bold eyes to her statement necklace, this look is gorgeous for any night out.
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Durdona é um nome feminino completamente desconhecido da maioria de nós, falantes da língua portuguesa. Ele significa “pérola” em Usbeque, portanto, sendo um nome literal no Usbequistão.

Na maioria dos sites sobre nomes próprios não há informações sobre o nome Durdona, até por que o Usbequistão não é um país com uma cultura muito disseminada. Por isso, não foi possível encontrar referências sobre o nome. Além disso, não há nem a menor sombra de registros de Durdona no Brasil.

Ficamos então, presos à sonoridade do nome, e ao significado.

Quando ao significado, a pérola tem uma simbologia muito forte. É uma joia produzida organicamente, dentro de uma ostra, composta gradualmente num processo que pode levar até vinte anos. Nenhuma pérola é igual à outra.

Quanto à sonoridade, ele tem uma finalização familiar, afinal, o nome Donna é bastante conhecido, embora pouco utilizado no Brasil. O que o torna exótico é as primeiras letras, “Dur”, que coincidem com “Durga”, o nome da deusa indiana, que também não é usado por aqui.

Enfim, para quem gosta de nomes absolutamente diferentes, Durdona é uma opção. 



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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Inandê & Iandê


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Inandê é um nome masculino indígena, possivelmente originado na língua tupi-guarani, e segundo o Dicionário de Nomes Próprios, define o cocar, ou adorno de cabeça usado pelos indígenas. Entretanto algumas grafias nos colocam que a palavra correta é Iandê.

Entretanto, todas as informações são confusas, uma vez que num blog de artesanato indígena encontrei a informação de que Iandê significa “nosso” em tupi-guarani.

Na lista da Arpen/SP não há nenhum registro de Inandê, mas há registro de dois nomes parecidos possivelmente inventados: Yejidê e Kayodê. No site Nomes no Brasil, do IBGE, não encontrei registros do nome Inandê, mas temos 30 pessoas chamadas Iandê, sendo que metade dos registros é de homens e metade de mulheres. Poderia ser considerado portanto, um nome unissex.

O significado de Iandê, ou seja, “nosso”, é muito bonito. Perfeito para um filho desejado e amado. Já Inandê, cujo significado alegadamente é “cocar”, também é muito bonito. Um cocar é o adorno usado por muitas tribos indígenas americanas na região da cabeça. 

Sua função variava de tribo pra tribo, podendo servir de adorno a símbolo de status ou classe na tribo. Geralmente, é confeccionado de penas presas a uma tira de couro ou de outro material. Apalavra “cocar” não é indígena, origina-se do francês cocarde, "distintivo que se usa na cabeça".

Sua beleza era considerada de importância secundária: o valor real do cocar estava em seu suposto poder para proteger o usuário. O cocar é de uso apenas para ocasiões especiais e é altamente simbólico. É conquistado por meio de atos de coragem na batalha: as penas significavam os próprios atos. Alguns guerreiros poderiam ter obtido apenas duas ou três penas de honra em toda a sua vida, pelo fato da alta dificuldade para conquistá-los. O cocar também foi uma marca maior de respeito, porque nunca poderia ser usado sem o consentimento dos líderes da tribo.

Uma grande honra, por exemplo, era conferida ao guerreiro que houvesse sido o primeiro a abater um inimigo no campo de batalha, pois isso significava que o guerreiro estava na dianteira da frente de combate. Penas foram entalhadas e decoradas para designar um evento e contar histórias individuais, como matar, capturar arma e escudo de um inimigo, e se o ato tivesse sido feito a cavalo ou a pé.

Em algumas tribos, cocares foram desenvolvidos para determinados indivíduos com permissão especial para caçar aves de rapina, como a águia. Algumas tribos permitiam que somente o guerreiro caçasse suas próprias águias. Esta era uma missão perigosa e demorada e significava que ele deveria deixar a tribo e viajar para o local onde o pássaro poderia ser encontrado, podendo ser em outro país. Quando o objetivo era alcançado, cerimônias eram realizadas para atrair os espíritos dos pássaros que seriam mortos.

O cocar do chefe é feito de penas recebidas por boas ações para a sua comunidade e é usado em grande honra. Cada pena representaria uma boa ação. O cocar de guerra do guerreiro, assim como o capacete romano, era usado pelos guerreiros para proteção durante a batalha (Wikipédia).



Uma referência do nome Iandê é o escritor e blogueiro Iandê Albuquerque, autor do livro ''Amores Cruzados'' lançado em 2014 pela Editora Penalux, também colunista no Superela e Obvious.





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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Javier

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Javier é a forma espanhola do nome Xavier. Xavier, ou Javier em espanhol, é um nome derivado da cidade basca Etxaberri, que significa “casa nova”. Este era o sobrenome do padre jesuíta São Francisco Xavier (1506-1552). Ele era um missionário na Índia, Japão e China, por isso é considerado o santo padroeiro do Oriente e missionários. Seu sobrenome desde então tem sido adotado como um nome dado em sua honra, principalmente entre os católicos.

É um nome obviamente originado a partir de raízes cristãs, nascidos em círculos católicos graças à devoção à São Francisco Xavier, co-fundador da ordem jesuítica e missionário na Ásia Oriental. Seu nome completo era Francisco de Jasso y Azpilcueta Atondo Aznares de Javier, onde Javier, é o predicado nobre que indica o lugar onde nasceu, ou seja, Javier, em Navarra. Etimologicamente, esse nome é uma adaptação da palavra basca Etxaberri, composto pelos elementos etxe (casa) e berri (nova), significando assim “casa nova”.

A forma feminina de Javier é Javiera, e em outras linguagens temos Xabier, Xabi (basco), Xavier, Xavi (catalão), Saveriu (corso), Xavier, Xavior, Xzavier, Zavier (inglês), Xavier (francês), Xabier (galício), Xaver (alemão), Saverio (Italiano), Ksawery (Polonês), Xavier (Português).

Javier encontra popularidade em vários países do mundo. Está, por exemplo, no 226º lugar no ranking masculino dos Estados Unidos do ano de 2015. Está nos rankgins mais recentes da Catalunha (no 95º lugar), no Chile (no 28º lugar), na Galícia (no 33º lugar), no México (52º lugar) e na Espanha (15º lugar). Não temos os rankings dos países de língua espanhola da América Latina, mas por experiência, podemos dizer que Javier é bem popular entre adultos e crianças.

No Brasil, Javier é o nome de 855 pessoas, e a maioria deles nasceu nos anos 70. É claro que sempre tem quem escreve o nome conforme a pronúncia, então são 295 pessoas chamadas “Ravier”. De qualquer modo, não é um nome prestigiado aqui, mesmo na grafia portuguesa: Xavier só tem 1800 representantes (IBGE, Censo 2010, Nomes no Brasil).

Na lista da Arpen/SP do ano de 2015 temos constando 8 registros de Javier, o que prova que ainda é um nome usado raramente, enquanto Xavier tem 4 registros apenas.

Referência:

Javier Aguirresarobe, diretor de fotografia espanhol;
Javier Bardem, ator espanhol;
Javier Clemente, jogador de futebol e treinador espanhol;
Javier Echevarría Rodríguez, bispo católico espanhol;
Javier Hernández, jogador de futebol mexicano;
Javier Irureta, jogador de futebol espanhol;
Javier Lozano Barragán, cardeal e arcebispo católico mexicano;
Javier Marías, escritor espanhol;
Javier Pastore, jogador de futebol argentino;
Javier Solís, cantante e ator mexicano;
Javier Zanetti, jogador de futebol argentino;





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