Depois de escrever sobre
uma penca de nomes indígenas cujo significado é duvidoso e sem nenhum registro
em nenhuma lista disponível dos últimos anos, vou finalmente poder quebrar esse
padrão.
Inaiê,
um nome feminino de origem indígena, provavelmente tupi-guarani, obteve
gloriosos 4 registros na lista da Arpen/SP de 2015. Além disso, contamos com
uma mocinha nascida Inayê e outra Ynaiê. Desconsiderando, portanto, a
grafia, e prestando atenção unicamente na fonética, temos seis famílias que
receberam pequenas Inaiês em suas
casas ao longo do ano passado.
Em tempos de Maitê e outros nomes mais inventadinhos
como Mariê e Juliê, acredito que Inaiê pode agradar muitos ouvidos. O
significado desse nome é um bônus inigualável: “águia solitária”.
Inaiê
também é um epíteto – ou um outro nome dado – à Iemanjá, originado no tupi ina’ye
(transliterado pra Inajé), termo regional usado na amazônia para designar o
gavião-carijó (Rupornis Magnirostris),
cujo nome significaria, originalmente, “solitário”.
Os epítetos – ou qualidades – geralmente tem a ver com a vida do orixá, a
profundeza das águas onde Iemanjá mora, uma característica de sua
personalidade.
Outra interpretação
para Inaiê ser um epíteto de Iemanjá (Deusa da
nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil,
rainha das águas e mares), é que uma “águia solitária” é aquela que “reina
única”. A título de curiosidade, outras “qualidades” de Iemanjás seriam: Iemowo, Iamassê, Iewa, Olossa, Ogunté
assabá, Assessu, Sobá, Tuman, Ataramogba, Masemale, Awoió, Kayala, Marabô,
Aynu, Susure, Iyaku, Acurá, Maialeuó, Conlá.
Segundo a ferramenta Nomes no Brasil do IBGE, baseada no Censo 2010, Inaiê é o nome de 305 pessoas em todo o Brasil - ou seja, é raro - e todos foram registrados entre os anos 80 e 2000, com destaque maior para os anos 90. O estado onde Inaiê é mais frequente é Santa Catarina. Já Ynaiê tem menos representantes, apenas 46, todas registradas nos anos 2000.
Segundo a ferramenta Nomes no Brasil do IBGE, baseada no Censo 2010, Inaiê é o nome de 305 pessoas em todo o Brasil - ou seja, é raro - e todos foram registrados entre os anos 80 e 2000, com destaque maior para os anos 90. O estado onde Inaiê é mais frequente é Santa Catarina. Já Ynaiê tem menos representantes, apenas 46, todas registradas nos anos 2000.
Uma referência
encontrada é a jornalista Ynaiê Botelho,
que trabalha no G1, o Portal de Notícias da Rede Globo, e ainda, a fotógrafa Ynaiê Dawson, que é formada em
fotografia pela Unesa-RJ e atualmente reside e trabalha em Lisboa, Portugal.
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