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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Nomes na Mitologia Egípcia

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A mitologia egípcia é a coleção dos mitos do antigo Egito, que descreve as ações dos deuses egípcios como uma forma de compreender o cosmos. As principais fontes de estudo são o Livro das Pirâmides, o Livro dos Sarcófagos e o Livro dos Mortos.
As principais divindades são:



Amon: Esse nome tem muitas versões como Amun, Amen, Ammon, Αμμων (Ammon), a forma grega de Ymn egípcio (reconstruída como Yamanu) que significou "oculto"; No início da mitologia egípcia, ele era um deus do ar, criatividade e fertilidade, que era particularmente reverenciado em Tebas. Mais tarde, durante o Reino Médio, seus atributos foram combinados com os do deus Ra e ele foi adorado como a suprema divindade solar Amon-Ra.

Amon-Rá – combinação entre os deuses Amon e Rá. Durante o Império Médio, os atributos das duas divindades foram fundidos.

Amon-Rá


Anúbis – é a forma portuguesa da forma reconstruída do nome Inpw, em egípcio, reconstruído como Anapa, helenizado como Anoubis. Esse nome possivelmente significava “criança real”. Anúbis era o deus egípcio que conduzia os mortos ao submundo. Ele era muitas vezes retratado como um homem com a cabeça de um chacal.

Osiris – é a forma reconstruída de Asar, que é de significado desconhecido. Na mitologia egípcia, Osíris era o deus dos mortos e o juiz do submundo. Ele foi morto por seu irmão Seth, mas revivido por sua esposa Isis.

Aton – também escrito Atem, significa “disco solar” em egípcio. Aton era um deus egípcio do sol, representado como um disco solar com raios longos que se estendem para baixo. A adoração de Aton foi especialmente extensa durante o reinado do faraó Akhenaton, que proclamou que Aton era o único deus, iniciando um mal sucedido regime monoteísta.

Atum – Significa “conclusão” em egípcio. Esse era o nome de um deus criador egípcio, ele foi o primeiro a ser proeminentemente adorado em Heliópolis durante o Reino Antigo.

Bast ou Bastet – possivelmente significa “fogo, calor”, ou “frasco de pomada”, em egípcio. Na mitologia egípcia Bast era uma deusa dos gatos, da fertilidade e do sol, considerada protetora do Baixo Egito. A forma diminutiva Bastet passou a ser usada quando uma deusa semelhante, Sekhmet, protetora do Alto Egito, se tornou mais importante. Ela era muitas vezes retratada com a cabeça de uma leoa ou um gato doméstico.

Hathor – é a forma grega do termo egípcio Het-Heru, que significa “a casa de Horus”, derivada de hwt (casa) combinada com o Hr, que representa o deus Hórus. Na mitologia egípcia, era uma deusa do amor, muitas vezes retratada com a cabeça de uma vaca.

Horus ou Horos – Forma latinizada de 'Ωρος (Horos), a forma grega do egípcio Hrw (reconstruída como Heru) possivelmente significando "falcão" ou "alto". Na mitologia egípcia, Horus era o deus da luz, muitas vezes retratado como um homem com a cabeça de um falcão. Seu filho Osíris e sua esposa Isis, vingaram seu assassinato ao matar Seth.

Iah – significa “lua” em egípcio. Na mitologia egípcia, esse era o nome de um deus da lua, mais tarde identificado como Thoth.

Ísis


Ísis – Forma grega do egípcio Ist, reconstruído como Iset ou Ueset, que possivelmente significava “o trono”. Na mitologia egípcia Isis era a deusa do céu e da natureza, esposa de Osiris e mãe de Horus. Essa foi a deusa egípcia que mais se espalhou para fora dos domínios do Egito, sendo adorada por muitos outros povos como gregos e romanos.

Neith – Forma grega do egípcio Nit, possivelmente significando “água”. Este era o nome de uma antiga deusa egípcia da tecelagem, caça e guerra. Seu cárater pode ter alguma correspondência com as deusas Tanith, Anat ou Athena.

Nephthys – forma grega de Nebt-Het, que significa “senhora da casa”, derivada dos elementos egípcios ntb (senhora) e hwt (casa). Este era o nome de uma deusa egípcia associada ao ar, à morte e ao luto. Ela era esposa do deus do deserto Seth.

Ptah - Possivelmente significa "abridor" em egípcio. Ptah era um deus egípcio associado com a criação e as artes.

Rá – possivelmente significa “sol” em egípcio. Rá era um deus egípcio do sol muito importante, adorado no baixo Egito. Era geralmente retratado como um homem com a cabeça de um falcão coroado com um disco solar; Em épocas mais recentes seus atributos foram fundidos frequentemente com aqueles de outras deidades, tais como Amon, Atom e Horus.

Seth


Seth – Derivado de Σεθ (Seth), a forma grega do egípcio Swtkh (reconstruída como Sutekh), que possivelmente significa "pilar" ou "deslumbrar". Seth era o deus egípcio do caos e do deserto, o assassino de Osíris. O filho de Orisis, Horus, eventualmente derrota Seth e o tem banido para o deserto.

Thoth - Forma grega do egípcio Djhwty (reconstruída como Djehuti), que é de significado incerto. Na mitologia egípcia Thoth era o deus da lua, ciência, magia, fala e escrita. Ele era muitas vezes retratado como um homem com a cabeça de um ibis.






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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Hórus

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Hórus é um nome masculino, usado raramente, derivado da mitologia egípcia. É a forma latinizada de Ωρος  (Horos), a forma grega da palavra egípcia HRW (reconstituído como Heru), que possivelmente significa “falcão” ou “o elevado”. Na mitologia egípcia, Hórus era o deus da luz, muitas vezes descrito como um homem com a cabeça de um falcão. Filho de Osíris e Ísis, ele vingou o assassinato do seu pai matando Seth. Heru e Horos são duas variantes escritas possíveis.

De acordo com uma lenda difundida no Antigo Egito, Hórus foi concebido por Isis, quando Osíris, que era seu pai, já estava morto. A lenda sugere que a fecundação ocorreu quando Isis, na forma de um pássaro, pousou sobre a múmia do esposo, que estava deitado em um sofá. Uma estela datada de 1400 a.C. (hoje guardada no Museu do Louvre), contem este hino sobre o tema:

Oh benevolente Ísis
que protegeu o seu irmão Osíris,
que procurou por ele incansavelmente,
que atravessou o país enlutada,
e nunca descansou antes de tê-lo encontrado.
Ela, que lhe proporcionou sombra com suas calças
e lhe deu ar com suas penas,
que se alegrou e levou o seu irmão para casa.
Ela, que reviveu o que, para o desesperançado, estava morto,
que recebeu a sua semente e concebeu um herdeiro,
e que o alimentou na solidão,
enquanto ninguém sabia quem era...

De acordo com dados do IBGE, Hórus é um nome muito raro no Brasil (Nomes no Brasil, Censo 2010), sendo que há apenas 45 pessoas com esse nome, em todo o período da pesquisa (1930-2015). Na lista da Arpen/SP de 2015 consta 1 registro de Hórus.

Como referência real do nome Hórus, não encontramos muita coisa, exceto Hórus Aha (ou Aha), o segundo faraó da I dinastia do Antigo Egito. Ele viveu em torno do século XXXI a.C. e reinou por volta de 3080 a.C. sucedendo a Narmer. Como nome próprio, Hórus é bem interessante, cheio de simbologia, e pode agradar muito as pessoas que gostam da mitologia egípcia ou que, por algum motivo, tem ligação com o Egito.

Um texto sobre Hórus, retirado do site “Planeta Esotérico”:


Representação de Hórus
Hórus é um deus muito antigo, já conhecido na época predinástica. Hórus era um deus solar, filho de Osíris e Ísis, considerado como a manifestação do poder do Sol. Era considerado o “deus dos Céus” e ficou conhecido desde a primeira dinastia como HORAKHTI, que significa “Hórus do Horizonte” ou da "Terra do nascimento do Sol". "Senhor das duas Terras, sob cujas asas está o circuito do céu, o falcão que irradia luz dos seus olhos". Era exatamente com essas palavras que, no tempo dos Ptolomeus, descrevia-se Hórus, o Deus dos espaços aéreos.



Hórus, para os antigos egípcios, é considerado a encarnação de Rá na Terra, a manifestação solar no plano material, o princípio do fogo. Hórus era a “encarnação do dia” , aquele que venceu o deus Seth (representação do mal) heroicamente, na luta entre o bem e o mal, fazendo vencer a luz. Por isso seu nome está associado ao heroísmo.



Também era conhecido como deus do Sol nascente. Todos os dias lutava contra o exército das trevas para assegurar o nascimento do novo dia. Era tido também como protetor dos homens jovens, ensinando-os a serem filhos obedientes, para mais tarde tornarem-se homens justos e de bem, pois de acordo com a lenda, ele arriscou sua vida para vingar a morte de seu pai Osíris. Hórus tornou-se um dos deuses de maior importância da vasta cosmologia egípcia. Passou a ser representado por um falcão, após matar o assassino de seu pai. Com sua vitória sobre Seth, obteve o direito de governar o Egito.



O animal que representava Hórus era o falcão, pois sua vista é tão poderosa que ele é o único animal que pode fixar o Sol. Dizia-se  que “Hórus era um falcão cujos olhos eram o Sol e a Lua, e cujo hálito era  o refrescante vento norte”. Esta era a maneira com que descreviam  esse grande deus. Desde os tempos primitivos, o deus-falcão Hórus era considerado um  grande deus-celeste, como a próprio falcão que era seu emblema. Às vezes ele  era o deus do Céu; outras, ele se tornava o Sol sob o nome de “Ra-harakhty”.



O falcão foi possivelmente o primeiro ser vivo a ser adorado pelos egípcios. Seu vôo altivo pelo céu inspirou a imaginação desse povo, que começou a crêr que o Sol seria como um falcão que voava diariamente de um extremo a outro do céu. O falcão, quando voava, parecia ser companheiro do Sol. O falcão era considerado como sendo a própria encarnação de Hórus no Egito e é um símbolo masculino/ solar que sobrepujou o feminino/ lunar na passagem do matriarcado para o patriarcado.



Por isso Hórus é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o Sol e a Lua.



Hórus era originalmente o deus do céu, voando sobre o Egito como um falcão para proteger seu pai, o rei Osíris. Quando Hórus derrotou o assassino de seu pai, Seth, ele se transformou no rei de todo o Egito, unindo assim, o Alto Egito e o Baixo Egito. Por isso ele é descrito usando uma coroa com uma parte superior branca, representando o Alto Egito e uma parte inferior vermelha, representando o Baixo Egito. Por esta razão, os governantes do Egito sempre se identificaram com Hórus em vida, se transformando na personificação de Osíris quando morriam.



Desde o Antigo Império, o faraó era a manifestação de Hórus na Terra. Hórus era um símbolo da realeza divina e o protetor do faraó reinante. No decorrer da história do Egito, Hórus foi pessoalmente identificado com o faraó, talvez porque o falcão podia voar através dos céus a grandes alturas e vigiar o império.



O Faraó era a encarnação de Hórus. O Faraó atuava na esfera da harmonia entre o Céu e a Terra. Era ele quem zelava pela prosperidade e bem estar do pais. O Faraó era representante de Hórus na Terra, sua imagem , reflexo e encarnação.



Hórus foi reconhecido como deus supremo e tornou-se o deus nacional do Egito. Passou a ser o deus real; tornou-se o falcão divino, protetor do faraó e, até certo ponto, o próprio faraó. O falcão Hórus tornou-se o símbolo da realeza e sua figura aparece nos sinetes e nos documentos reais.



O faráo tinha 5 nomes, ou seja, 5 títulos reais que simbolizam sua origem Divina. O título favorito do faraó era Hórus, pelo qual ele se identificava como o sucessor do grande deus que outrora governara a Terra. Todo faraó, ao reinar, usava o nome de “Hórus” como o primeiro dos seus títulos e seu trono era “o trono de Hórus”. Para os egípcios o faraó era Hórus, o falcão celeste, cujos olhos representavam o Sol e a Lua. Nos relevos há várias cenas nas quais o deus Hórus aparece ao lado do faraó como criaturas iguais, da mesma estirpe.



Ao longo da história do Egito, a figura de Hórus muito evoluiu: deus celeste, divindade faraônica, soberano que luta pelo império do mundo. Mas sempre combatendo, para assegurar o equilíbrio entre forças adversas e para fazer vitoriosas as forças da luz, pois era um deus guerreiro por excelência. A vitória do deus-Sol era proclamada todas as manhãs e isto era um lembrete diário do triunfo do bem sobe o mal através de Hórus.



Como deus solar, Hórus defende a barca de Rá, com a ajuda de Seth, contra a grande serpente Apep. Hórus era o intermediário entre os seres humanos e os poderes divinos, mantendo assim, a ordem cósmica. Hórus velava pela estrita execução dos rituais e das leis. Mas suas funções não se limitavam ao mundo dos vivos. Por ser o filho e herdeiro de Osíris na Terra, ele também assegurava a manutenção do túmulo, assim como as oferendas funerárias. Hórus efetuava invocações, realizava rituais e depositava oferendas no túmulo. Frequentemente Hórus conduzia o morto à presença de Osíris. Segundo o “Livro dos Mortos”, ele era o mediador entre o morto e Osíris durante o “julgamento de Osíris”.



O símbolo de Hórus era o “olho de Hórus”, que representa o olho que Seth destruiu durante a luta entre ambos. Segundo a crença, esse olho possuía poderes mágicos e transformou-se num poderoso e famoso amuleto, capaz de espantar qualquer mal que atacasse alguém, trazendo saúde, proteção, prosperidade e sorte, entre outras coisas, a quem o usasse. Hórus foi adorado em várias cidades do Egito. Originalmente era um deus do sul do Egito, no entanto, ele foi particularmente venerado em Edfu, onde no periodo ptolomaico foi construído um grande templo em sua honra. Conhecido desde a época predinástica, é provável que seu culto tivesse origem no delta do Nilo ainda que foi venerado em todo o Egito com importantes templos em Hieracómpolis, Edfu e Letópolis.



Hórus teve vários títulos (epítetos), de acordo com a época e com a cidade onde era cultuado. Seus principais títulos foram:

"O Único nas alturas" 
"O elevado" 
"O distante" 
"Senhor do Céu" 
"Senhor das estrelas circumpolares" 



Também aparece como “Hórus, senhor de Mesen” e “Hórus de Behdet”, ou “o behdetita”, em referência a duas localidades do Baixo Egito.





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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nomes de Bruxas - Parte I

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Uma bruxa é relatada no imaginário popular de várias formas, mas predominantemente esse estereótipo está ligado aos contos e às predeterminações religiosas que retratam a bruxa como velha, feia, com verrugas, gargalhada terrível, roupas mórbidas e pactos terríveis com o mal. A palavra bruxa vem do verbo em latim "bruciare", ou seja, "queimar", que foi o que os cristãos fizeram com as mulheres tidas como "bruxas" na Idade Média.

Na época da Inquisição, estrangeiros fora da Itália ao ouvirem gritar “brucia” (Queima!) associaram a palavra com a ré, e assim, passaram a chamar de “bruxa”.

Porém, embora eu goste da descrição da bruxa medieval para fins fictícios, para a realidade gosto mais da conceituação que retrata a bruxa como uma mulher sábia que tem conhecimentos sobre a natureza e possivelmente magia, mas não necessariamente seja uma coisa ruim.

Por isso, nesse post "Nomes de Bruxas - Parte I", vamos elencar aqui as bruxas da mitologia em geral, seja ela grega, romana, nórdica, galesa, etc. Confira e selecione os que você mais gosta:



Mitologia

Lilith – Na mitologia Suméria, Lilith era a deusa da sexualidade, fertilidade, padroeira dos partos e das crianças. No entanto, nos escritos hebreus antigos e escrituras judaicas, ela é descrita como a primeira esposa de Adão, que recusou-se a ser submissa e foi expulsa do paraíso, sendo transformada num demônio, a mãe de todas as bruxas e criaturas noturnas. Quanto ao nome em si, Lilith deriva do acadiano Lilitu, que que dizer "noturna". No letão, a grafia translitera-se para Lilita. Pelo fato de significar "noturna", ela também é associada a animais noturnos, especialmente a coruja. 

Jezebel – Apesar de apresentar todo o arquétipo para isso, Jezebel não era uma bruxa fundamentalmente falando. Era uma personagem bíblica, cujo nome significa “onde está o príncipe”, em hebraico (pergunta feita em ritual em homenagem à Baal) ou “Baal exalta”. Nos quadrinhos de Ivan Saidenberg, Jezebel é o nome da vassoura da Bruxa Vanda.

Sibila: vem do grego Σιβυλλα (Sibylla), que significa "profetisa”. De acordo com a mitologia grega e romana, as Sibilas eram mulheres profetizas que praticavam o dom da profecia em diferentes lugares do mundo antigo.  Na Série “Harry Potter”, a professora de Arte da Adivinhação se chama Sibila. A variante Cibele é também bastante conhecida e mais agradável aos ouvidos.


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Pandora: Significa “todos os presentes”, derivado de uma combinação do elemento grego παν (pan) que quer dizer “todos” e δωρον (doron), que quer dizer “dom, presente”. Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher mortal, a qual Zeus deu uma caixa contendo todos os problemas e males que a humanidade conhece, e disse-lhe para não abri-la. Entretanto, a curiosidade de Pandora era tanta que ela a abriu, liberando todos os maus espíritos no mundo.

Cassandra:  um nome formulado a partir do grego Κασσανδρα (Kassandra), derivado possivelmente de κεκασμαι (kekasmai) "excelente, para brilhar" e ανηρ (Aner) "homem" (ανδρος genitivo). No mito grego Cassandra era uma princesa de Tróia, a filha de Príamo e Hécuba. A ela foi dado o dom da profecia por Apolo, mas quando ela rejeitou seus avanços, ele a amaldiçoou para que ninguém iria acreditar em suas profecias. O resultado foi que Cassandra previu a guerra de Tróia e a queda de sua família, mas ninguém acreditou e ela foi considerada louca, de modo que Tróia acabou sendo destruída. Por conta da sua associação com uma "profetiza", é comum sua utilização para personagens de bruxas ou outras pessoas com poderes sobrenaturais, o que ocasionou uma cultura de que "Cassandra é nome de bruxa".

Circe - é a forma latinizada de grego Κιρκη (Kirke), o que possivelmente significa "pássaro". Na mitologia grega Circe era uma feiticeira que transformou a tripulação de Odisseu em porcos, mas foi forçada por ele a transformá-los de volta. A sonoridade desse nome, em português, acaba parecendo-se muito com a palavra “circense”, relativo à circo.

Hécate: um nome feminino oriundo da Mitologia Grega, e pouquíssimo usado na vida real. Em dados do IBGE e nas listas recentes de nascimentos, não consta nenhuma Hécate. Ele origina-se no grego 'Εκατη (Hekate), possivelmente derivado de' εκας (hekas) que significa "longe". Na mitologia grega, Hecate era uma deusa associada à feitiçaria, encruzilhadas, túmulos, demônios e o submundo.

Lamia: No filme Stardust – O mistério da Estrela (Brasil) ou Stardust – O Mistério da Estrela Cadente, Lamia é o nome de uma bruxa que descobrindo uma estrela era uma mulher, Yvaine (outro belo nome) passa a caça-la atrás do coração de uma estrela que dá imortalidade a quem possuir. A bruxa foi interpretada por Michelle Pfeiffer. Lamia é o nome de um demônio da mitologia grega, segundo a lenda, era uma rainha da Líbia que se tornou um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue. O significado vem possivelmente do grego λαιμος (laimos), que significa "garganta".

Valquíria: São os espíritos femininos chamados de Valquírias, que aguardam os guerreiros em Valhala (morada de Odin); e nenhuma descrição dos Deuses da batalha estaria completa sem elas. Nas descrições dos poetas, elas aparecem como mulheres usando armadura e montadas em cavalos, passando rapidamente acima do mar e da terra. Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhala. Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transforma­riam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto. Valquíria vem do nórdico antigo “valkyrja”, literalmente "a que escolhe os mortos", derivado do nórdico antigo Valr (o morto) e Kyrka (seletor).


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Ísis– Na Mitologia Egípcia era cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Com os seus feitiços fez ressuscitar o seu marido Osíris, tornam-se imortais. É a forma grega do elemento egípcio “Ist” (reconstruído com Iset ou Ueset), o que possivelmente significava “O trono”.

Medeia – Na Mitologia Grega, é uma feiticeira de Colchis (Geórgia moderna) que ajudou Jasão a superar as suas façanhas e desafios, apaixonando-se por este e casando-se com ele também. Quando Jasão a traiu com outra mulher, Medeia vingou-se tirando a vida da amante e dos seus filhos. Seu nome Μηδεια (Medeia), possivelmente derivado de μηδομαι (medomai) "pensar, planejar".

Trívia – Deusa Romana da Magia, Feitiçaria, da Noite, dos Cemitérios e das Encruzilhadas Assombradas. Equivalente a Hécate. Reza a lenda que vagueava à noite e era notada apenas pelo latido dos cães que denunciavam sua aproximação. Seu nome ajuda a entender a etimologia da palavra "trivial", sendo formada por "tri" (três) + "via" (via), ou seja, a encruzilhada entre “três vias” que forma o local comum, ordinário, de conhecimento geral, trivial.

Nix ou Nyx: em gregoΝύξ transliterado Nýx, literalmente, “Noite", na mitologia grega, é a personificação da noite. Uma das melhores fontes de informação sobre essa deusa provém da teogonia de Hesíodo. Muitas referências são feitas a Nix naquele poema que descreve o nascimento dos deuses gregos. A Noite desempenhou um papel importante no mito como um dos primeiros e mais poderosos seres a vir à existência.

Mégara – Não é exatamente o nome de uma bruxa histórica, mitológica ou fictícia. É um nome que lembra uma pela sonoridade forte e demarcada. Mégara é, possivelmente, uma variante de Megaera, ou ainda, um nome derivado a partir da cidade grega antiga,Megara, a oeste de Atenas, ou ainda, uma antiga colônia grega na Sicília chamada Megara Hyblaea. Os topônimos derivam de "megaron", de "megas", ou seja, "grande, maravilhoso", referindo-se a algo realmente majestoso. Megaera, e portanto, Mégara, seria a forma latinizada do grego Μεγαιρα (Megaira), que foi derivado de μεγαιρω (megairo) que significa "rancor". Este era o nome de uma das fúrias (ou erínias) na mitologia grega.

Gullveig:  Na mitologia nórdica, é uma deusa vanir bruxa que era a mais vaidosa de todos os deuses nórdicos e amava o ouro acima de tudo. Gullveig era uma bruxa cruel e gananciosa, e trabalhava por ouro. Ela amava tanto o ouro que usou uma magia para brilhar como ouro. Seu nome é uma combinação de gud "deus" ou "bom" e veig "poder, força", sendo assim pode significar “boa força”, “bom poder” ou “bom deus”.

Cerridwen – trata-se da deusa feiticeira dos galeses, cujo nome se lê "kerí-duen". É muito difícil usar em portugues, mas não podemos deixar passar. Ainda, dentro dos não utilizáveis, estão Aoife e Scathach, duas feiticeiras irmãs das lendas irlandesas, cujo nomes se lê ‘ií-fa” e “skáw-hach”.



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