quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nomes de Bruxas - Parte I

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Uma bruxa é relatada no imaginário popular de várias formas, mas predominantemente esse estereótipo está ligado aos contos e às predeterminações religiosas que retratam a bruxa como velha, feia, com verrugas, gargalhada terrível, roupas mórbidas e pactos terríveis com o mal. A palavra bruxa vem do verbo em latim "bruciare", ou seja, "queimar", que foi o que os cristãos fizeram com as mulheres tidas como "bruxas" na Idade Média.

Na época da Inquisição, estrangeiros fora da Itália ao ouvirem gritar “brucia” (Queima!) associaram a palavra com a ré, e assim, passaram a chamar de “bruxa”.

Porém, embora eu goste da descrição da bruxa medieval para fins fictícios, para a realidade gosto mais da conceituação que retrata a bruxa como uma mulher sábia que tem conhecimentos sobre a natureza e possivelmente magia, mas não necessariamente seja uma coisa ruim.

Por isso, nesse post "Nomes de Bruxas - Parte I", vamos elencar aqui as bruxas da mitologia em geral, seja ela grega, romana, nórdica, galesa, etc. Confira e selecione os que você mais gosta:



Mitologia

LilithNa mitologia Suméria, Lilith era a deusa da sexualidade, fertilidade, padroeira dos partos e das crianças. No entanto, nos escritos hebreus antigos e escrituras judaicas, ela é descrita como a primeira esposa de Adão, que recusou-se a ser submissa e foi expulsa do paraíso, sendo transformada num demônio, a mãe de todas as bruxas e criaturas noturnas. Quanto ao nome em si, Lilith deriva do acadiano Lilitu, que que dizer "noturna". No letão, a grafia translitera-se para Lilita. Pelo fato de significar "noturna", ela também é associada a animais noturnos, especialmente a coruja. 

Jezebel – Apesar de apresentar todo o arquétipo para isso, Jezebel não era uma bruxa fundamentalmente falando. Era uma personagem bíblica, cujo nome significa “onde está o príncipe”, em hebraico (pergunta feita em ritual em homenagem à Baal) ou “Baal exalta”. Nos quadrinhos de Ivan Saidenberg, Jezebel é o nome da vassoura da Bruxa Vanda.

Sibila: vem do grego Σιβυλλα (Sibylla), que significa "profetisa”. De acordo com a mitologia grega e romana, as Sibilas eram mulheres profetizas que praticavam o dom da profecia em diferentes lugares do mundo antigoNa Série “Harry Potter”, a professora de Arte da Adivinhação se chama Sibila. A variante Cibele é também bastante conhecida e mais agradável aos ouvidos.


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Pandora: Significa “todos os presentes”, derivado de uma combinação do elemento grego παν (pan) que quer dizer “todos” e δωρον (doron), que quer dizer “dom, presente”. Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher mortal, a qual Zeus deu uma caixa contendo todos os problemas e males que a humanidade conhece, e disse-lhe para não abri-la. Entretanto, a curiosidade de Pandora era tanta que ela a abriu, liberando todos os maus espíritos no mundo.

Cassandraum nome formulado a partir do grego Κασσανδρα (Kassandra), derivado possivelmente de κεκασμαι (kekasmai) "excelente, para brilhar" e ανηρ (Aner) "homem" (ανδρος genitivo). No mito grego Cassandra era uma princesa de Tróia, a filha de Príamo e Hécuba. A ela foi dado o dom da profecia por Apolo, mas quando ela rejeitou seus avanços, ele a amaldiçoou para que ninguém iria acreditar em suas profecias. O resultado foi que Cassandra previu a guerra de Tróia e a queda de sua família, mas ninguém acreditou e ela foi considerada louca, de modo que Tróia acabou sendo destruída. Por conta da sua associação com uma "profetiza", é comum sua utilização para personagens de bruxas ou outras pessoas com poderes sobrenaturais, o que ocasionou uma cultura de que "Cassandra é nome de bruxa".

Circe - é a forma latinizada de grego Κιρκη (Kirke), o que possivelmente significa "pássaro". Na mitologia grega Circe era uma feiticeira que transformou a tripulação de Odisseu em porcos, mas foi forçada por ele a transformá-los de volta. A sonoridade desse nome, em português, acaba parecendo-se muito com a palavra “circense”, relativo à circo.

Hécate: um nome feminino oriundo da Mitologia Grega, e pouquíssimo usado na vida real. Em dados do IBGE e nas listas recentes de nascimentos, não consta nenhuma Hécate. Ele origina-se no grego 'Εκατη (Hekate), possivelmente derivado de' εκας (hekas) que significa "longe". Na mitologia grega, Hecate era uma deusa associada à feitiçaria, encruzilhadas, túmulos, demônios e o submundo.

Lamia: No filme Stardust – O mistério da Estrela (Brasil) ou Stardust – O Mistério da Estrela Cadente, Lamia é o nome de uma bruxa que descobrindo uma estrela era uma mulher, Yvaine (outro belo nome) passa a caça-la atrás do coração de uma estrela que dá imortalidade a quem possuir. A bruxa foi interpretada por Michelle Pfeiffer. Lamia é o nome de um demônio da mitologia grega, segundo a lenda, era uma rainha da Líbia que se tornou um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue. O significado vem possivelmente do grego λαιμος (laimos), que significa "garganta".

Valquíria: São os espíritos femininos chamados de Valquírias, que aguardam os guerreiros em Valhala (morada de Odin); e nenhuma descrição dos Deuses da batalha estaria completa sem elas. Nas descrições dos poetas, elas aparecem como mulheres usando armadura e montadas em cavalos, passando rapidamente acima do mar e da terra. Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhala. Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transforma­riam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto. Valquíria vem do nórdico antigo “valkyrja”, literalmente "a que escolhe os mortos", derivado do nórdico antigo Valr (o morto) e Kyrka (seletor).


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Ísis– Na Mitologia Egípcia era cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Com os seus feitiços fez ressuscitar o seu marido Osíris, tornam-se imortais. É a forma grega do elemento egípcio “Ist” (reconstruído com Iset ou Ueset), o que possivelmente significava O trono.

Medeia – Na Mitologia Grega, é uma feiticeira de Colchis (Geórgia moderna) que ajudou Jasão a superar as suas façanhas e desafios, apaixonando-se por este e casando-se com ele também. Quando Jasão a traiu com outra mulher, Medeia vingou-se tirando a vida da amante e dos seus filhos. Seu nome Μηδεια (Medeia), possivelmente derivado de μηδομαι (medomai) "pensar, planejar".

Trívia – Deusa Romana da Magia, Feitiçaria, da Noite, dos Cemitérios e das Encruzilhadas Assombradas. Equivalente a Hécate. Reza a lenda que vagueava à noite e era notada apenas pelo latido dos cães que denunciavam sua aproximação. Seu nome ajuda a entender a etimologia da palavra "trivial", sendo formada por "tri" (três) + "via" (via), ou seja, a encruzilhada entre “três vias” que forma o local comum, ordinário, de conhecimento geral, trivial.

Nix ou Nyx: em gregoΝύξ transliterado Nýx, literalmente, “Noite", na mitologia grega, é a personificação da noite. Uma das melhores fontes de informação sobre essa deusa provém da teogonia de Hesíodo. Muitas referências são feitas a Nix naquele poema que descreve o nascimento dos deuses gregos. A Noite desempenhou um papel importante no mito como um dos primeiros e mais poderosos seres a vir à existência.

MégaraNão é exatamente o nome de uma bruxa histórica, mitológica ou fictícia. É um nome que lembra uma pela sonoridade forte e demarcada. Mégara é, possivelmente, uma variante de Megaera, ou ainda, um nome derivado a partir da cidade grega antiga,Megara, a oeste de Atenas, ou ainda, uma antiga colônia grega na Sicília chamada Megara Hyblaea. Os topônimos derivam de "megaron", de "megas", ou seja, "grande, maravilhoso", referindo-se a algo realmente majestoso. Megaera, e portanto, Mégara, seria a forma latinizada do grego Μεγαιρα (Megaira), que foi derivado de μεγαιρω (megairo) que significa "rancor". Este era o nome de uma das fúrias (ou erínias) na mitologia grega.

Gullveig:  Na mitologia nórdica, é uma deusa vanir bruxa que era a mais vaidosa de todos os deuses nórdicos e amava o ouro acima de tudo. Gullveig era uma bruxa cruel e gananciosa, e trabalhava por ouro. Ela amava tanto o ouro que usou uma magia para brilhar como ouro. Seu nome é uma combinação de gud "deus" ou "bom" e veig "poder, força", sendo assim pode significar “boa força”, “bom poder” ou “bom deus”.

Cerridwen – trata-se da deusa feiticeira dos galeses, cujo nome se lê "kerí-duen". É muito difícil usar em portugues, mas não podemos deixar passar. Ainda, dentro dos não utilizáveis, estão Aoife e Scathach, duas feiticeiras irmãs das lendas irlandesas, cujo nomes se lê ‘ií-fa” e “skáw-hach”.



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