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segunda-feira, 6 de março de 2017

Cael

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Cael é um nome masculino oriundo da mitologia irlandesa. Ele vem da palavra gaélica “caol”, que significa “delgado”. Na lenda irlandesa Cael era um guerreiro do Fianna e o amante de Créd.

Com o sucesso de Gael, eu acredito que Cael pode vir a ser descoberto e usado no Brasil. Por enquanto, é um nome bastante raro por aqui. Cael é um nome curtinho, moderno e fácil de pronunciar e escrever. Acredito que se trata de um nome muito bom para um menino. Também pode ser uma boa opção para ser usado em compostos.

Como terminado em –el, ele lembra bastante os nomes hebraicos classificados como “nome de anjo”. Na cabala, é supostamente o nome do anjo que rege o signo astrológico de câncer, embora eu não tenha encontrado fontes mais ou menos seguras dessa analogia.

O nome Cael foi dado a 145 meninos nascidos nos EUA em 2015, mas no ranking estadunidense, ele entrou no ano de 2002 e saiu no ano de 2012. Nos 10 anos que ficou dentro do top 1000 masculino, ele teve pouca expressão, e fechou em 953ª posição no ano de 2012.

No Brasil, Cael é um nome bastante raro. Apenas 266 pessoas se chamam Cael, sendo que 3 desses são mulheres, com destaque para o estado da Bahia, e maior número de nascimentos nos anos 2000. A variante Kael é mais apreciada, sendo o nome de 903 pessoas, com maior taxa de frequência em Tocantins, igualmente com maior número nos anos 2000. De todas as pessoas chamadas Kael, 11 são mulheres.

Além de Cael e Kael, o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), também tem nos seu banco de dados 24 pessoas chamadas Khael. Na lista da Arpen/SP de 2015, foram 7 bebês chamados Cael e 38 chamados Kael, mas nessa lista em especifico não temos como separar quantos são meninos e quantas são meninas. Hipoteticamente, imagino que sejam no total, 45 meninos.




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domingo, 5 de março de 2017

Cadfael



O nome Cadfael  é desconhecido dos brasileiros, e arriscaria dizer que é desconhecido da maioria dos falantes de língua portuguesa, uma vez que se trata de um nome galês.

Cadfael  significa “príncipe da batalha”, do galês “cad” (batalha) e “mael” (príncipe). Eu desconfio um pouco desse significado, uma vez que “fael” não é a mesma coisa que “mael”. De qualquer maneira, o sentido é muito legal.

Nos romances medievais de mistério de Ellie Petters, Cadfael  é o nome de um monge detetive, que procura solucionar enigmas de assassinato.


O nome Cadfael  não existe nos dados do IBGE (Nomes no Brasil, censo 2010), nem nas listas da Arpen/SP e não vejo qualquer notícia que tenha sido usado por aqui. Pudera, afinal, a pronúncia não é nada do que parece. 



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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nomes de Bruxas - Parte I

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Uma bruxa é relatada no imaginário popular de várias formas, mas predominantemente esse estereótipo está ligado aos contos e às predeterminações religiosas que retratam a bruxa como velha, feia, com verrugas, gargalhada terrível, roupas mórbidas e pactos terríveis com o mal. A palavra bruxa vem do verbo em latim "bruciare", ou seja, "queimar", que foi o que os cristãos fizeram com as mulheres tidas como "bruxas" na Idade Média.

Na época da Inquisição, estrangeiros fora da Itália ao ouvirem gritar “brucia” (Queima!) associaram a palavra com a ré, e assim, passaram a chamar de “bruxa”.

Porém, embora eu goste da descrição da bruxa medieval para fins fictícios, para a realidade gosto mais da conceituação que retrata a bruxa como uma mulher sábia que tem conhecimentos sobre a natureza e possivelmente magia, mas não necessariamente seja uma coisa ruim.

Por isso, nesse post "Nomes de Bruxas - Parte I", vamos elencar aqui as bruxas da mitologia em geral, seja ela grega, romana, nórdica, galesa, etc. Confira e selecione os que você mais gosta:



Mitologia

Lilith – Na mitologia Suméria, Lilith era a deusa da sexualidade, fertilidade, padroeira dos partos e das crianças. No entanto, nos escritos hebreus antigos e escrituras judaicas, ela é descrita como a primeira esposa de Adão, que recusou-se a ser submissa e foi expulsa do paraíso, sendo transformada num demônio, a mãe de todas as bruxas e criaturas noturnas. Quanto ao nome em si, Lilith deriva do acadiano Lilitu, que que dizer "noturna". No letão, a grafia translitera-se para Lilita. Pelo fato de significar "noturna", ela também é associada a animais noturnos, especialmente a coruja. 

Jezebel – Apesar de apresentar todo o arquétipo para isso, Jezebel não era uma bruxa fundamentalmente falando. Era uma personagem bíblica, cujo nome significa “onde está o príncipe”, em hebraico (pergunta feita em ritual em homenagem à Baal) ou “Baal exalta”. Nos quadrinhos de Ivan Saidenberg, Jezebel é o nome da vassoura da Bruxa Vanda.

Sibila: vem do grego Σιβυλλα (Sibylla), que significa "profetisa”. De acordo com a mitologia grega e romana, as Sibilas eram mulheres profetizas que praticavam o dom da profecia em diferentes lugares do mundo antigo.  Na Série “Harry Potter”, a professora de Arte da Adivinhação se chama Sibila. A variante Cibele é também bastante conhecida e mais agradável aos ouvidos.


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Pandora: Significa “todos os presentes”, derivado de uma combinação do elemento grego παν (pan) que quer dizer “todos” e δωρον (doron), que quer dizer “dom, presente”. Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher mortal, a qual Zeus deu uma caixa contendo todos os problemas e males que a humanidade conhece, e disse-lhe para não abri-la. Entretanto, a curiosidade de Pandora era tanta que ela a abriu, liberando todos os maus espíritos no mundo.

Cassandra:  um nome formulado a partir do grego Κασσανδρα (Kassandra), derivado possivelmente de κεκασμαι (kekasmai) "excelente, para brilhar" e ανηρ (Aner) "homem" (ανδρος genitivo). No mito grego Cassandra era uma princesa de Tróia, a filha de Príamo e Hécuba. A ela foi dado o dom da profecia por Apolo, mas quando ela rejeitou seus avanços, ele a amaldiçoou para que ninguém iria acreditar em suas profecias. O resultado foi que Cassandra previu a guerra de Tróia e a queda de sua família, mas ninguém acreditou e ela foi considerada louca, de modo que Tróia acabou sendo destruída. Por conta da sua associação com uma "profetiza", é comum sua utilização para personagens de bruxas ou outras pessoas com poderes sobrenaturais, o que ocasionou uma cultura de que "Cassandra é nome de bruxa".

Circe - é a forma latinizada de grego Κιρκη (Kirke), o que possivelmente significa "pássaro". Na mitologia grega Circe era uma feiticeira que transformou a tripulação de Odisseu em porcos, mas foi forçada por ele a transformá-los de volta. A sonoridade desse nome, em português, acaba parecendo-se muito com a palavra “circense”, relativo à circo.

Hécate: um nome feminino oriundo da Mitologia Grega, e pouquíssimo usado na vida real. Em dados do IBGE e nas listas recentes de nascimentos, não consta nenhuma Hécate. Ele origina-se no grego 'Εκατη (Hekate), possivelmente derivado de' εκας (hekas) que significa "longe". Na mitologia grega, Hecate era uma deusa associada à feitiçaria, encruzilhadas, túmulos, demônios e o submundo.

Lamia: No filme Stardust – O mistério da Estrela (Brasil) ou Stardust – O Mistério da Estrela Cadente, Lamia é o nome de uma bruxa que descobrindo uma estrela era uma mulher, Yvaine (outro belo nome) passa a caça-la atrás do coração de uma estrela que dá imortalidade a quem possuir. A bruxa foi interpretada por Michelle Pfeiffer. Lamia é o nome de um demônio da mitologia grega, segundo a lenda, era uma rainha da Líbia que se tornou um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de lâmias um tipo de monstros, bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue. O significado vem possivelmente do grego λαιμος (laimos), que significa "garganta".

Valquíria: São os espíritos femininos chamados de Valquírias, que aguardam os guerreiros em Valhala (morada de Odin); e nenhuma descrição dos Deuses da batalha estaria completa sem elas. Nas descrições dos poetas, elas aparecem como mulheres usando armadura e montadas em cavalos, passando rapidamente acima do mar e da terra. Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhala. Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transforma­riam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto. Valquíria vem do nórdico antigo “valkyrja”, literalmente "a que escolhe os mortos", derivado do nórdico antigo Valr (o morto) e Kyrka (seletor).


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Ísis– Na Mitologia Egípcia era cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Com os seus feitiços fez ressuscitar o seu marido Osíris, tornam-se imortais. É a forma grega do elemento egípcio “Ist” (reconstruído com Iset ou Ueset), o que possivelmente significava “O trono”.

Medeia – Na Mitologia Grega, é uma feiticeira de Colchis (Geórgia moderna) que ajudou Jasão a superar as suas façanhas e desafios, apaixonando-se por este e casando-se com ele também. Quando Jasão a traiu com outra mulher, Medeia vingou-se tirando a vida da amante e dos seus filhos. Seu nome Μηδεια (Medeia), possivelmente derivado de μηδομαι (medomai) "pensar, planejar".

Trívia – Deusa Romana da Magia, Feitiçaria, da Noite, dos Cemitérios e das Encruzilhadas Assombradas. Equivalente a Hécate. Reza a lenda que vagueava à noite e era notada apenas pelo latido dos cães que denunciavam sua aproximação. Seu nome ajuda a entender a etimologia da palavra "trivial", sendo formada por "tri" (três) + "via" (via), ou seja, a encruzilhada entre “três vias” que forma o local comum, ordinário, de conhecimento geral, trivial.

Nix ou Nyx: em gregoΝύξ transliterado Nýx, literalmente, “Noite", na mitologia grega, é a personificação da noite. Uma das melhores fontes de informação sobre essa deusa provém da teogonia de Hesíodo. Muitas referências são feitas a Nix naquele poema que descreve o nascimento dos deuses gregos. A Noite desempenhou um papel importante no mito como um dos primeiros e mais poderosos seres a vir à existência.

Mégara – Não é exatamente o nome de uma bruxa histórica, mitológica ou fictícia. É um nome que lembra uma pela sonoridade forte e demarcada. Mégara é, possivelmente, uma variante de Megaera, ou ainda, um nome derivado a partir da cidade grega antiga,Megara, a oeste de Atenas, ou ainda, uma antiga colônia grega na Sicília chamada Megara Hyblaea. Os topônimos derivam de "megaron", de "megas", ou seja, "grande, maravilhoso", referindo-se a algo realmente majestoso. Megaera, e portanto, Mégara, seria a forma latinizada do grego Μεγαιρα (Megaira), que foi derivado de μεγαιρω (megairo) que significa "rancor". Este era o nome de uma das fúrias (ou erínias) na mitologia grega.

Gullveig:  Na mitologia nórdica, é uma deusa vanir bruxa que era a mais vaidosa de todos os deuses nórdicos e amava o ouro acima de tudo. Gullveig era uma bruxa cruel e gananciosa, e trabalhava por ouro. Ela amava tanto o ouro que usou uma magia para brilhar como ouro. Seu nome é uma combinação de gud "deus" ou "bom" e veig "poder, força", sendo assim pode significar “boa força”, “bom poder” ou “bom deus”.

Cerridwen – trata-se da deusa feiticeira dos galeses, cujo nome se lê "kerí-duen". É muito difícil usar em portugues, mas não podemos deixar passar. Ainda, dentro dos não utilizáveis, estão Aoife e Scathach, duas feiticeiras irmãs das lendas irlandesas, cujo nomes se lê ‘ií-fa” e “skáw-hach”.



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domingo, 9 de outubro de 2016

Taliesin




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Taliesin é um nome para menino de origem galesa, raramente ouvido. Significa “rosto brilhando” ou “testa radiante”, derivado dos elementos galeses “tal” (testa) e “eosina” (brilhante). Esse era o nome de um poeta galês do século 6, posteriormente, em lendas galesas, ele é retratado como um mago e profeta, ou como um companheiro do Rei Artur.


No entanto, o nome Taliesin é mais bem conhecido nos Estados Unidos como o nome de casas do arquiteto Frank Lloyd Wright situadas no Arizona e Wisconsin.

A cereja no topo do bolo é que Taliesin era o filho da deusa Ceridwen da mitologia celta.

De acordo com o Mabinogion, Morfran (também chamado Afagddu) era horrivelmente feio, e Ceridwen, sua mãe, quis torná-lo sábio. Ela tinha um caldeirão mágico onde podia preparar uma poção que desse sabedoria. A mistura deveria ser cozinhada por um ano e um dia. Morda, um homem cego, mantinha o fogo aceso sob o caldeirão enquanto Gwion, um menino, mexia o conteúdo. As três primeiras gotas do líquido davam sabedoria; o resto, era um veneno letal. Três gotas quentes espirraram na mão de Gwion enquanto ele mexia, queimando-o. Por instinto, o garoto levou a mão à boca e instantaneamente ficou sábio.

Ceridwen perseguiu Gwion. Ele se transformou em um rato; ela virou um gato. Ele virou um peixe e se jogou no rio; ela se transformou numa lontra. Ele virou um passarinho; ela virou um falcão. Finalmente, Gwion se transformou em um simples grão de milho. Ceridwen então se transformou em uma galinha e o comeu. 

Quando ficou grávida, Ceridwen sabia que era Gwion e resolveu que iria matar a criança ao nascer. No entanto, quando o menino nasceu, era tão bonito que ela não conseguiu fazê-lo. Ao invés, ela jogou-o no mar dentro de um saco de pele de foca. A criança não morreu e foi resgatada numa praia britânica por um príncipe celta chamado Elffin. A criança renascida cresceu e se tornou o lendário bardo Taliesin.

A pronúncia para nós, no Brasil, e em todos os países de língua portuguesa, é bem diferente da galesa, obviamente, e mesmo de alguma adaptação inglesa. Então, isso torna um pouco complicado seu uso. Você pode ouvir a pronúncia certinha aqui. A publicação no Blog é muito mais em caráter informativo sobre um nome novo que desconhecemos do que por recomendação de uso: um Taliesin brasileiro teria que passar o tempo todo explicando que a grafia do seu nome é totalmente diferente da pronúncia.

Ou então, elaborar uma forma aportuguesada de “Taliessen”, o que não é nadinha recomendado.

Referências de acordo com a Wikipédia:

Taliesin (c. 534 – c. 599) é o poeta mais antigo da língua galesa cujo trabalho sobrevive. Seu nome é associado ao Livro de Taliesin, um livro de poemas escrito na Idade Média (John Gwenogvryn Evans datou o livro de 1275). A maioria dos poemas é relativamente recente (aproximadamente dos séculos X e XII), mas alguns são mais antigos. Onze deles, de acordo com Ifor Williams, são do século VI.

Acredita-se que Taliesin tenha sido um bardo que cantou nas cortes de ao menos três reis celtas britânicos. Na mitologia e na poesia galesa medieval, ele é referido como Taliesin Ben Beirdd ("Taliesin, Chefe dos Bardos").



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