domingo, 27 de novembro de 2016

Anneliese

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Aprendi a gostar desse nome através da história da Segunda Guerra Mundial, história triste, sombria, época de treva da humanidade, mas que fez com que personalidades heroicas surgissem e fossem admiradas até hoje, como Anne Frank. Pouca gente sabe, mas Anne se chamava na verdade, Anneliese.

Quando li “O Diário de Anne Frank” e me debulhei em lágrimas, para depois chorar mais ainda com o filme, passei a gostar do nome por causa dela. Antes era um nome trivial e normal para mim, mas não um nome que me chamasse atenção. Anneliese é uma combinação de Anna e Liese, sendo que Anna é uma das formas do hebraico Channah, que significa “cheia de graça”, e Liese é um diminutivo alemão de Elisabeth (Meu Deus é um juramento).

Ou seja, Anneliese é uma contração de Anne Elisabeth. Tem como variantes Anelie e Annelie, (germânico), que por sinal, era o nome da melhor amiga de Anne Frank, que sobreviveu à guerra.

Nos Estados Unidos, Anneliese só aparece no ranking de 2005, pela última vez, na 913ª posição. Enquanto isso, na Suíça, a última vez que esteve dentro do top 100, foi em 1937, na 92ª posição. No Brasil, temos 3 registros na lista da Arpen/SP, que abrange o estado de São Paulo no ano de 2015. Entretanto, temos 29 registros de uma grafia aportuguesada, Anelise.

Anneliese parece ao mesmo tempo maduro e aceitável no mundo dos adultos, mas surpreendentemente, nunca perde a leveza e a natureza infantil. É ao mesmo tempo, muito fofinho e muito adulto. Em suma, envelhece muito bem, mas não com aquela sonoridade áspera ou pesada.

Contrabalançando com Anne Frank temos a famosa Anneliese Michels, menina católica alemã, supostamente perturbada por vários demônios, que foi submetida a exorcismos. Para quem acredita nisso ou se sente incomodado com os filmes e documentários feitos a partir dessa história, é altamente desaconselhável.


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