segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Armida



Arminda? Não, Armida. Eu mesma pensei que fosse um erro de digitação, mas não é. É a grafia do nome.

Armida é um nome classificado na categoria dos nomes literários, provavelmente criado por Torquato Tasso no século 16 para seu poema épico “Jerusalém libertada” (1580). No poema, Armida é uma bela feiticeira que havia enfeitiçado muitos dos cruzados.

Armida foi uma das mais belas e sedutoras heroínas de Jerusalém libertada por Torquato Tasso, a qual, com seus encantos e magias, retinha longe a hoste dos cruzados, o belo Reinaldo se afasta da peleja para viver os amores com Armida em seus jardins enquanto Solimão tiraniza os cristãos (criando-se assim uma espécie de Aquiles cristão). Alude-se muitas vezes aos jardins e aos palácios de Armida e invoca-se este nome para designar uma mulher que fascina pelas graças e encantos.

Foi tema de diversas óperas compostas por Lully, Handel, Gluck, Salieri, Jommelli, Haydn, Rossini, e Dvorak. A peça de Dvorak foi a última opera, lindamente orquestrada e lembra a Rusalka, embora, neste caso dedicada ao sentimento ocidental. Provavelmente o autor retirou inspiração de outro nome árabe, Amina ou Amira. Ou talvez tenha sido em Arminda mesmo.

Nos Estados Unidos, Armida apareceu pela última vez dentro do top 1000 no ano de 1941, na tímida 962ª posição. Antes disso, ele apareceu todos anos de 1930 a 1938. Eu me deparei com o nome na lista com A do Behind The Name, mas olhando-o de perto parece mesmo que está faltando uma letrinha.

No Brasil, há 275 pessoas chamadas Armida, a maioria delas em Santa Catarina, com maior taxa de registros na década de 30. 


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