quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Nomes inspirados em sereias

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Sereia ou Sirena é um figura da mitologia universal, presente em lendas que serviram para personificar aspectos do mar ou os perigos que ele representa. Quase todos os povos que dependiam do mar para se alimentar ou sobreviver, tinham alguma representação feminina que enfeitiça os homens até se afogarem.

A palavra da língua portuguesa "Sereia" (do português arcaico serẽa) e suas equivalentes em outras línguas latinas derivam do grego antigo Σειρῆν no singular (Σειρῆνες no plural), Seirến, enquanto a palavra "Sirena" deriva de Σειρήνα, Seirína, nomes de um ser mitológico. No português, os equivalentes masculinos das sereias são chamados de tritões, nomes de seres da mitologia grega que não estavam relacionados às antigas sirenas da mitologia.

Segundo a lenda, o único jeito de derrotar uma sereia ao cantar seria cantar melhor do que ela. Em 1917, Franz Kafka escreveu o seguinte no conto O silêncio das sereias: “As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio”.


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Mitologia Grega

Algumas das sereias citadas na literatura clássica são:

Pisinoe (Controladora de Mentes): Na mitologia grega, Pisinoe (do grego  Πεισινόη : "que controla as mentes" ou "que insiste ou teima com as mentes") era uma das sirenas, seres que eram metade ave e metade mulher, filhas do deus-rio Aqueloo e da musa Terpsícore;

Thelxiepia (Cantora que Enfeitiça): Na mitologia grega Telxiepia ou Telxiope (do grego Θελξιέπεια, transl., Telxiepeia: "que encanta pelas palavras ou pelo canto", e Θελξιόπη: "de aparência encantadora" ), era uma das três sereias, que viviam na ilha Anthemoessa;

Ligeia (Doce Sonoridade): Na mitologia grega Ligeia (do grego Λιγεία ou Λιγεια, transl. Ligeía ou Ligeia: 'da voz clara') era uma das sereias - seres metade peixe e metade mulher, filhas do deus-rio Aqueloo e da musa Terpsícore. Ligeia é mencionada pelo poeta helenístico Licofrão, em seu poema “Alexandra”, e por Higino, como uma das nereidas, filhas de Nereu e Dóris. É também o nome de um conto de Edgar Allan Poe, publicado pela primeira vez em 1838. A variante do nome usada em português é Lígia.

Lígia:  variante portuguesa de Ligeia, um nome feminino grego derivado de λιγυς (Ligys), que significa “de voz clara”, “estridente”, “melodioso”, “quase um assovio”, como era descrita a voz das sereiasEste era o nome de uma das sirenes na mitologia grega, e também tem conexões literárias, uma vez que foi usado por Edgar Allan Poe em sua história Ligeia (1838).

Aglaope: Na mitologia grega, Aglaope (do grego Αγλαόπη ou Αγλαόφωνος: “voz esplêndida”) era uma das sirenas, seres que eram em parte aves e, em parte, mulheres, filhas do deus-rio Aqueloo e da musa Terpsícore;


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Leucosia: Na mitologia grega Leucósia (do grego Λευκωσία: "a branca” ou “a pálida”, de λευκός: “branco"), era uma das sirenes, seres metade ave e metade mulher, filhas do deus-rio Aqueloo e da musa Terpsícore; Leucósia é mencionada pelo poeta helenístico Licofrão em seu poema “Alexandra”, e por Estrabão, que menciona uma ilha chamada Leucósia, hoje chamada de Licosa.

Partenope: Em grego antigo: Παρθενόπη, transl. Partenópe: 'que tem o rosto de uma menina', de παρθένος , 'menina', 'virgem', na mitologia grega, era uma das sirenas ou sereias. Segundo o mito, ela teria fundado a cidade de Partenope, que mais tarde seria refundada com o nome de Neápolis ('cidade nova'), que é a atual cidade de Nápoles.

Ninfas: O nome Ninfa deriva do grego Nynphê, que significa “noiva”, “velado”, “botão de rosa”, dentre muitos outros significados. As ninfas são espíritos ligados à água, habitantes de lagos e riachos. Uma das classes mais antigas de Ninfas descritas por Homero eram as Melíades, de modo que deixamos Melíade também como opção. Embora haja uma enorme quantidade de classificações de ninfas, aquelas associadas à água doce ou salgada é chamada de Halíades ou Halias, que se dividem entre Oceânides (ninfas de água salgada) e Nereides (associadas ao Mar Mediterrâneo, mares calmos e águas litorâneas) e as Hidríades (grupo de ninfas da água doce). Dentro desse grupo ainda temos as Náiades (ninfas de água doce), Crineias (associadas a fontes), Pegeias (associadas a nascentes), Potâmides (associadas à rios), Limenides (associadas à lagos) e Heleiades (associadas à pântanos).


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Tessalônica: O nome significa “vitória na Tessália” e nada tem a ver com sereias em sua origem, mas há uma lenda grega que fala de uma sereia que viveu no Mar Egeu durante centenas de anos, que todos acreditavam ser a Princesa Tessalônica, irmã de Alexandre, o Grande. A lenda conta que, Alexandre, na sua busca pela fonte da Imortalidade, conseguiu com imenso esforço um frasco de água da imortalidade, com a qual lavou os cabelos de sua irmã. Quando ele morreu, ela teria tentado se matar pulando no mar. Ao invés de se afogar, porém, ela se tornou uma sereia, julgando os marinheiros através dos séculos e dos sete mares. Aos marinheiros que encontrava, sempre fazia a mesma pergunta: “O Rei Alexandre está vivo?” A resposta correta era: “Ele vive e ainda reina”. Se a resposta fosse correta, ela permitia que o barco e sua tripulação navegassem serenamente no mar tranquilo. Qualquer outra resposta a transformava numa górgona furiosa que levava o barco e seus tripulantes para o fundo do mar.

 
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Oriente médio


Atargatis em aramaico 'Atar'atah é uma deusa síria, a "grande deusa do norte da Siria", a deusa síria do céu, do mar, da chuva e da vegetação, também cultuada pelos romanos como Dea Syria. Deusa poderosa com atributos muito complexos, Atargatis podia ter várias representações. Como deusa celeste, ela surgia cercada de águias, viajando sobre as nuvens. Como regente do mar, poderia ser uma deusa serpente ou peixe. Podia ainda ser a essência fertilizadora da chuva, com a água vindo das nuvens e das estrelas. Ainda podia aparecer como a própria deusa da terra e da vegetação, cuidando da sobrevivência de todas as espécies. Um mito antigo descreve a descida de Atargatis do céu como um ovo, do qual surgiu uma linda deusa sereia.


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Mitologia francesa


Melusina ou Melusine: é uma personagem da lenda e folclore europeus, um espírito feminino das águas doces em rios e fontes sagradas. Ela é geralmente representada como uma mulher que é uma serpente ou peixe (ao estilo das sereias), da cintura para baixo. Algumas vezes, é também representada com asas, duas caudas ou ambos, e, por vezes, mencionada como sendo uma nixie. "Melusina" não parece ter sido um nome feminino muito popular na Europa, mas Ehrengard Melusine von der Schulenburg, Duquesa de Kendal e Munster, amante de Jorge I da Grã-Bretanha, foi batizada como Melusine em 1667.


Mitologia japonesa



As sereias são chamadas no Japão de “ningyo”, e as duas histórias mais conhecidas de ningyo são a de Amabie e a de Yao Bikuni. A palavra ningyo, formado pelos kanji “nin”, pessoa, e “gyo”, peixe, traduzida como sereia, é utilizada para designar as criaturas ocidentais metade peixe-metade ser humano e também as criaturas orientais que possuem características aquáticas e humanas. Ao contrário das sereias das lendas do Atlântico e do Mediterrâneo, uma Ningyo do Pacífico e do Mar do Japão são criaturas horríveis, sendo consideradas como um pesadelo surreal ao invés de uma mulher sedutora. Porém, acredita-se que a carne de uma Ningyo pode conceder a imortalidade e, suas lágrimas transformam-se em pérolas e, quando consumidas, trazem a juventude eterna sendo, portanto, assunto de muitos contos populares, alguns assustadores.


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Mitologia Nórdica


Lorelei, na mitologia nórdica, é uma entidade dos rios que atraia os navegantes com seu canto. O nome que tem origem a partir de um nome germânico que significa "atraindo para as rochas". Este é o nome de um promontório rochoso sobre o Rio Reno. Lendas dizem que uma donzela chamada Lorelei vive na rocha e atrai pescadores para a morte com sua canção. É algum tipo de metáfora para sereias de água doce.


Mitologia galesa


Mari-Morgan (Morgens ou Morgans), literalmente significa “maria do mar”, e são divindades da água entre galeses e na Bretanha, responsáveis pelo afogamento de homens. Elas atraiam marinheiros desavisados para edifícios ou jardins de ouro e cristais subaquáticos. Eram responsabilizadas ainda por inundações que destruíam lavouras e aldeias.


Lendas arturianas


Nimue: Nas lendas arturianas, Nimue é a senhora do lago, embora cada obra traga uma versão diferente. Conhecida também como Niniane, Vivian (em várias grafias), Evienne ou Nivien.

Vivian: Dependendo da versão da lenda arturiana, Nimue se chama Vivian ou Viviane, embora geralmente o nome venha associado aolatim romano Vivianus que foi derivado do latim vivus "viva".

Morgana: Etimologicamente, algumas fontes atentam, ainda, para o gaélico Muirgen e seu significado "mulher que veio do mar", ou mesmo para "mar belo". Tal origem aquática denota seu vínculo com as águas sagradas, de natureza espiritual, da Ilha Encantada, chamada Avalon – aquelas onde a vida se inicia e dão acesso ao "outro mundo". No folclore bretão, ela é uma ninfa; nas lendas e tradições galesas, que correspondem às primeiras narrativas, é a divindade aquática Modron, filha de Avallach, rei da mencionada Ilha. 



Mitologia brasileira


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Iara, Yara ou Uiara (do tupi y-îara, "senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo a mitologia brasileira, é uma linda sereia que vive no rio Amazonas, sua pele é parda, possui cabelos longos e verdes, e olhos castanhos. Pescadores de toda parte do Brasil, de água doce ou salgada, contam histórias de moços que cederam aos encantos da bela Iara e terminaram afogados de paixão. Ela deixa sua casa no leito das águas no fim da tarde. Surge sedutora à flor das águas: metade mulher, metade peixe, cabelos longos enfeitados de flores vermelhas. Por vezes, ela assume a forma humana e sai em busca de vítimas.

Yaritza também é um diminutivo de Yara latino-americano, muito associado aos países americanos de língua espanhola. Iara ou Yara é o nome de uma figura da mitologia brasileira.

Iemanjá ou Yemanjá: Vem da expressão yoruba Yèyé omo ejá (mãe cujos filhos são peixes). É um orixá africano do povo Egba, divindade associada às águas doces e salgadas, no Brasil conhecida por epítetos como Iyá Ori, Mãe d’água, Rainha do Mar, Sereia, Inaê, Aiucá, pois é associada à figura mitológica indígena Iara ou Uiara, como também a entidade sereia africana Mami Wata.

Janaína: é a forma como é conhecida popularmente a figura de Yemanjá no Brasil.  Esse epíteto tem origens mais complicadas, diversas fontes associam a uma origem indígena, mas não a identificam. O Dicionário Houaiss registra a explicação de Olga Cacciatore, como de origem yoruba no termo “Iya naa iyin”, ou seja, “mãe que honra”. Já outros autores, como M.C. Costa, localiza sua origem no diminutivo de Jana, expressão portuguesa para Anjana, ser mitológico ligada às Xanas, uma espécie de fada ou ninfa da mitologia asturiana dotada de uma beleza extraordinária que vive nos rios, fontes, cascatas e bosques que tem curso de água cristalina.

Tágide: As tágides são as ninfas do rio Tejo (em latim, Tagus) a quem Camões pede inspiração para compor a sua obra Os Lusíadas. São uma adaptação das nereidas da mitologia greco-romana, as ninfas que vivem nos mares e nos rios. Estas habitam no rio Tejo que desagua em Lisboa, Portugal. A palavra foi criada por André de Resende, numa anotação ao seu poema Vicentius (1545).

Sirenia: latim científico para indicar espécies marinhas que pelo tamanho e características físicas receberam esse nome, e podem ter confundido marinheiros ao longo dos séculos, que pensavam ter visto sereias.


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Filmes

Barbie em Vida de Sereia 1 (2010) e 2 (2012)


Os filmes de animação da Barbie, intitulados Vida de Sereia 1 e 2, são baseados na temática das sereias e portanto, temos vários nomes para inspiração.

Primeiramente, temos o nome do reino submarino, chamado de OceanaOceana é um nome próprio feminino que já foi trabalhado no Blog nessa postagem aqui. Obviamente, tem significado literal. É muito raro mas bastante poético. E ideal para uma pequena sereiazinha. Oceana é daquele tipo de nome com significado óbvio: é uma elaboração da palavra oceano, dando-lhe uma terminação feminina em “Ana”. A variante Océane é usada na França.

Os nome da protagonista do filme é Merliah, provavelmente inventado pelos produtores para se parecer com o nome que uma princesa sereia teria. Seu nome originalmente era Marisa, que foi trocado com o tempo. 

Calissa é a mãe de Merliah, a Rainha de Oceana: Calissa ou Kalissa também parece ter sido inventado para a personagem, não tendo significado submetido em sites de confiança.

Outra personagem é a tia de Merliah, a rainha usurpadora do trono e também sua tia, chamada Eris, que é a deusa grega da discórdia. Um nome muito adequado para a vilã.

No segundo filme, acrescenta-se as embaixadoras Mirabella, Renata, Selena e Kattrin.


 
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Barbie Fairytopia: Mermaidia

Este também é um filme de animação da franquia da Barbie que trabalha a temática das sereias misturada com a temática das fadas, lançado em 2006. Nele também encontramos uma série de nomes interessantes que se relacionam com sereias:

Nalu: ele é o príncipe de Mermaidia, o mundo submerso, sequestrado pela vilã.

Nori: É uma sereia apaixonada pelo príncipe Nalu.

Delfine: é uma espécie de oraculo, a única que pode dizer onde encontrar o príncipe. Convenientemente, Delfín é a palavra espanhola para golfinho, assim como “Delfino” é a palavra em italiano. Delphine é portanto, a forma feminina francesa do nome Delphinus, que significa "de Delphi", sendo que esta era uma cidade na Grécia antiga, nome que possivelmente é relacionado ao grego δελφυς (Delphys), ou seja, "útero". 

Anemone e Coral são duas sereias que aparecem no filme, com significado obviamente literal.

Anemone: É a palavra inglesa para anêmona, ou seja, as anêmonas-do-mar, um grupo de animais sésseis, que foram nomeadas assim por causa da anêmona, uma flor terrestre, do Grego anemone, “flor do vento”, mais exatamente “filha do vento”, de anemos, “vento”, mais -one, terminação de nomes femininos.


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Coral: Coral, enquanto palavra, é um nome literal. Em última análise, vem do grego κοραλλιον (Korallion), via latim e francês antigo. Os corais podem constituir colônias coloridas e podem formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma grande biodiversidade e produtividade. O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa de Queensland, Austrália, que é considerado o maior indivíduo vivo da Terra. Variantes são Corália e Coralie. Apesar de origens diferentes, podemos citar também Coraline e Coralina.

Esse filme acabou lançando uma série de bonecas no mercado de brinquedos, mas muitas delas sequer aparecem no filme, como por exemplo, Shella e Marissa.


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Barbie A Sereia das Pérolas


Este é o vigésimo sétimo filme da Barbie, lançado em 2014. Neste filme, temos personagens na temática sereia novamente, em abundância.

Lumina - Ela é uma sereia de 17 anos de idade e a herdeiro do reino de Seagundia. Nascida com o dom real de magia das pérolas, Lumina é capaz de comandar pérolas. Depois de ser sequestrada quando criança por Scylla, Lumina cresceu acreditando que Scylla era sua tia. Ela foi criada fora da Seagundia, e desejava viajar e explorar.

Delphin – Este é um príncipe na trama do filme, novamente, temos um nome relacionado com o golfinho.

Nereus – Ele é o rei legítimo de Seagundia e pai de Lumina.

Lorelei – Ela é a rainha e mãe de Lumina.

Caligo, queria que seu filho Fergis herdasse o trono para que ele pudesse governar Seagundia.


Piratas do Caribe – Navegando em águas misteriosas (2011)

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Syrena, é uma sereia interpretada pela atriz Àstrid Bergès-Frisbey. No filme, os piratas precisam de uma lágrima de sereia, e por isso sequestram uma delas, que acaba se apaixonando por um missionário religioso, Phillip Swift, interpretado por Sam Claflin.



Aquamarine
(Filme – 2006).

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Aquamarine é um filme estadunidense de comédia dramática estrelado por Sara Paxton, Emma Roberts e JoJo. Foi baseado numa história do livro infantil homónimo da escritora Alice Hoffman. Nele, Aquamarine é uma sereia que foge do pai e de um casamento arranjado, para descobrir o amor entre os humanos. O nome significa literalmente “água marinha”.


A Pequena Sereia
(I e II)


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Ariel: Este na verdade é um nome masculino hebraico que significa “leão de Deus’. Entretanto, depois de seu uso no filme da Disney tem sido associado à tematica das sereias e usado para meninas. Nasce a sereia mais famosa do mundo e heroína dessa história. Baseada na sereiazinha do conto de H. C. Andersen, Ariel ganhou esse nome por causa de sua personalidade pois “Ariel” é nome do espírito da peça "A Tempestade" de William Shakeapeare. Sonhadora, intuitiva, curiosa, bela, sutil, ousada, intrigada, intrigante e desobediente, essa sereia se tornou a protagonista da historia

Rainha Athena: esse era o nome da mãe de Ariel, só que ela já é falecida e não aparece no filme.

Aquata, Andrina, Arista, Attina, Adella e Alana. São as seis irmãs mais velhas de Ariel. Apesar de não terem um papel muito ativo no filme, suas personalidades são exploradas na série. No conto original de H. C. Andersen, são as irmãs que ajudam a sereiazinha a se tornar humana. Seus nomes não foram escolhidos por acaso, veja o que cada um significa:

Aquata: Uma das irmãs de Ariel. Relacionado à água através da palavra latina aqua.

Andrina: outra irmã de Ariel; Relacionado com a palavra "espada" através do grego andros. Também relacionada com o nome do mar Adriático.

Atina: mais uma irmã de Ariel; Emprestado da ópera rock de Alan Menken "Atina, a Rainha Má da Galaxia".

Adella: outra irmã de Ariel. Relacionado às raízes da palavra "nobre" através do elemento germânico "adal", que está presente em Adelaide e Adele por exemplo.

Alana: mais uma irmã de Ariel. Alana é a forma feminina de Alan. O significado deste nome pode ser tanto “bonita” (Alannah) em irlandês ou “pedrinha”, em bretão. É o feminino de Alan (Menken), o compositor da trilha sonora.

Arista: uma personagem secundária em “A pequena sereia”, sendo uma das irmãs de Ariel, tem uma cauda vermelha, olhos da cor azul-gelo e cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo. Relacionado às raízes latinas da palavra "família", tais como aristocracia, aristocrata, etc. Também nome que cabe àquele de nascimento nobre.

Melody: Foi o nome dado a filha da Pequena Sereia, no segundo filme. Melody origina-se a partir da melodia palavra em Inglês, que é derivado (via francês antigo e latim tardio) do grego μελος (melos) "música" combinado com αειδω (aeido) "para cantar". E usado também nas grafias Melodee e Melodie. Como uma das características mitológicas da sereia é a maravilhosa voz, Melody é uma excelente alternativa.



Em relação ao significado

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A mitologia, histórias, filmes e lendas são interessantíssimos e nos dão belas opções. Mas podemos também pensar os nomes de nossas próprias sereias, com relação ao significado deles. Preparamos uma lista para você:

Moana: Ele tem origem nas línguas polinésias (sendo o maori, na Nova Zelândia, e o havaiano, algumas das mais conhecidas), proveniente de povos indígenas que habitavam esses locais. Moana significa “oceano” ou “mar profundo”.

Muriel:  um nome feminino, usado em várias línguas, que se trata de uma forma inglesa medieval de um nome celta, muito provavelmente relacionado ao nome irlandês Muirgel.  O significado é muito bonito: se relacionado com Muirgel, significa "mar brilhante", derivado do elemento gaélico muir "mar" e geal "brilhante".

Meriel, Merle, Meryl, Merla (inglês), Murielle (francês), Muirgel, Muirgheal (irlandês), Muireall (escocês), Myrgjöl (escandinavo), são variantes do nome com o mesmo significado.

Concha: em questão, é a conchinha do mar, é para ser um nome literal, com associações com o mar, com a natureza, com as conchinhas muito fofas que encontramos na praia. Seria um perfeito nome de sereia.

Azinza: é um nome africano feminino que significa “sereia” em togo.


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Marina: é um nome que efetivamente deriva do nome romano Marius. Porém, está ligado aos conceitos de “marinho, do mar”. Uma “Marina”, no dicionário, é um local, dentro de um porto, dotado de vários cais e de instalações de apoio, destinado ao estacionamento e abrigo de pequenas e médias embarcações, geralmente barcos de recreio.

Darya – significa “mar, oceano”, em persa, e sua variante turca Derya.

Kai – nome unissex havaiano que significa “mar” na língua havaiana.

Kaimana – nome havaiano que significa “poder do mar”, com os elementos Kai (mar) e mana (poder). Essa também é a palavra havaiana para diamantes.

Maris – Significa “do mar”, vindo do título em latim da Virgem Maria, Stella Maris (estrela do mar).

Stella Maris – significa “estrela do mar” em latim.

Mira – significa “mar, oceano”, em sânscrito.

Naia – significa “onda, espuma do mar” em basco.

Nereida – significa “espírito do mar”, em grego, supostamente ligado ao nome do deus Nereu.

Nerissa – Este nome foi criado por Shakespeare, para sua personagem em “O mercador de Veneza”, possivelmente elaborado a partir do grego Νηρεις (Nereis), que significa "ninfa, espírito do mar", em última análise, derivado do nome do deus do mar grego NEREUS, que supostamente o gerou.

Kailani – em havaiano significa “mar e céu”.

Alda – significa “onda” em islandês;

Laine – significa “onda” em estoniano;

Ona  - embora seja a forma curta de Mariona, coincide com a palavra catalã para “onda”.

Arethusa – significa “água rápida” em grego, o nome de uma ninfa da mitologia grega que se transformou em uma fonte.

Acqua ou Aqua – significa literalmente “água” em latim, sendo que Acqua é a palavra italiana para água.

Mina – significa “peixe” em sânscrito. Este é o nome da filha da deusa hindu Ushas, bem como a filha do deus Kubera.

Minali – Nome feminino indiano que significa “pescador” em sânscrito.

Pérola – dispensa a explicação de significado, uma vez que e literal em português. Uma pérola é produzida dentro de uma ostra, um ser marinho. As perolas tem tudo a ver com sereias.

Marjani – significa “coral” em suaíli, originalmente um empréstimo do árabe.


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Onda - Onda é um nome literal em português, e portanto, uma escolha bastante ousada. A etimologia da palavra refere que ela veio do latim "unda", com o mesmo significado. A associação com as ondas do mar é linda. 

Larimar – uma pedra que segundo a crença, seria capaz de melhorar a comunicação de um ser humano com seres em geral, como golfinhos por exemplo. O dominicano que descobriu a pedra, por volta de 1916, nomeou-a a partir da mistura do nome da sua filha, Larissa, e da palavra “mar”, pela similaridade da cor da pedra com a cor das águas do mar.

Bisera – significa “pérola” em línguas eslavas, da palavra “biser”.

Durdona – significa “pérola” em usbeque.

Jumana – significa “pérola” em árabe.

Ondina: Ondina ou ondim é um espírito da natureza que vive em rios, lagos e mares. Ondina deriva da palavra em latim "unda", que quer dizer "onda". É um nome usado para referir-se a espíritos d'água.  São elementais da água. É uma espécie de sereia ou tágide, um génio do amor, uma figura da imaginação poética. As ondinas aparecem em obras como "A Ondina do Lago", de Teófilo Braga ou nas poesias de Luis de Camões. As Ondinas também representam no ocultismo o elemento água, um dos cinco elementos do pentagrama.

Ondine e Undine: variações de Ondina. A palavra Undine foi criada pelo autor medieval Paracelso, que o usou para espíritos da água do sexo feminino, o equivalente a uma sereia, se visto de forma reducionista.



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Siren: uma palavra ligada à sereia por semelhança fonética, e por ser o nome de um gênero de salamandras aquáticas da família Sirenidae.

Leimomi – significa “pérola criança” em havaiano.

Margalit – significa “pérola” em hebraico, emprestado do grego “margarites”. Assim como todas as versões do nome Margarit, Margaret, Margarita, Margarida, Marjorie, etc.

Momi – significa “pérola em havaiano”

Morvarid – significa “pérola” em persa.





Espero que tenham gostado do post sobre nomes de sereias, e qualquer sugestão de "nome de sereia" que você tiver, deixe nos comentários! 

Até a próxima!




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