terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Otília






Otília é uma das formas usadas em português do nome Otilie. Pode ter derivado do elemento germânico "odal", que quer dizer "pátria", ou ainda de "aud", que quer dizer "riqueza, fortuna". 

O nome se tornou raramente usado, mas conhecido, no mundo cristão, a partir de Santa Odila, ou Santa Otília, para nós brasileiros, uma freira do século VIII que é considerada padroeira da Alsácia. Ela era aparentemente cega de nascença, mas ganhou visão quando foi batizada. 

Outras línguas: Odelia, Odetta, Ottoline (Inglês), Odile, Odette (francês), Odilie, Ottilie (alemão), Odeta (lituano), Otylia (polonês), Odalis, Odalys (espanhol), Ottilia (sueco). Uma alteração pouco conhecida é Ottoline.

Otília é o nome de 15.428 pessoas no Brasil, segundo a ferramenta de pesquisa Nomes no Brasil do IBGE, baseada no Censo 2010. A maior frequência desse nome é em Santa Catarina, e a maioria dos registros se deu na década de 30 e 40.

Na lista da Arpen/SP de 2014, não temos nenhum registro de Otília. Na de 2015, apenas um, acentuado.

Aqui vai a história de Santa Otília, que retirei do site da Paróquia Santa Otília:


Santa Otília, padroeira de Orleans, nasceu em Alsácia, a menor região da França, separada da Alemanha pelo Rio Reno. Otília nasceu no ano de 660 e faleceu em 720. No século XI foi canonizada pelo papa Leão IX e proclamada padroeira da Alsácia pelo papa Pio XII, em 1946. Nasceu cega, foi rejeitada pelo pai o Duque Adalrico.

Sua mãe Persinda era mulher nobre piedosa e caridosa. Procurou uma ex-criada da família que pediu que criasse Otília, as escondida do marido. O casal acolheu a menina condenada a morrer pelo próprio pai. Na cidade de Scherwiller, onde Otília foi criada, existe uma capela dedicada a Sta. Otília. A menina vinha sendo criada com todo carinho e cuidados pela ama de leite, porém entre os vizinhos surgiram comentários e suspeitas sobre a origem da mesma. A mãe de Otília então providenciou sua transferência para o mosteiro de Palma na região de Borgonha não muito longe da Alsácia onde vivia uma tia.

Segundo a tradição o Bispo Erardo da Baviera, Sul da Alemanha teria recebido uma ordem divina “Vá ao mosteiro de Palma, lá vive uma menina cega. Batize-a, dando-lhe o nome de Otília, e ela recuperará a vista”. E assim, Otília adquiriu a visão quando tinha 12 anos, no dia de seu batismo, terminando assim a “aurora sem luz”. Otília tornou-se uma pessoa luminosa, na alma e no corpo e, hoje, é grande intercessora em favor das pessoas que recorrem pedindo proteção para a visão. Otília, embora princesa, não dava importância às vaidades do mundo. Seu grande ideal era servir a Cristo. Mais tarde, tornou-se religiosa da Ordem de Santo Agostinho. Mandou construir um hospital para pobres e leprosos e, diariamente, dava-lhes assistência.

Otília não era filha única. Tinha outros irmãos que ainda não conhecia: Adalberto, Haicho, Batacho, Hugo e Roswinda. Certo dia, por meio de um peregrino, fez chegar às mãos de Hugo seu irmão uma carta implorando que se lembrasse dela. Hugo mostrou a carta ao pai que enfurecido o proibiu de dizer qualquer palavra sobre o assunto. Mesmo assim, à revelia do pai, Hugo enviou uma carruagem e providenciou a volta de Otília para casa. Ao perceber a chegada da filha numa carruagem com numerosa escolta e ao descobrir que Hugo havia providenciado sua volta, o pai de Otília enfurecido e cheio de cólera, espancou o filho. Gravemente ferido, o jovem Hugo acabou falecendo. O Pai de Otília caiu em si, mordido na alma pelo remorso da tragédia arrependeu-se e começou a fazer penitência. Desde aquele dia passou a viver no mosteiro de Hohenburg, implorando o perdão de Deus por suas maldades. Enfim Adalrico, pai de Otília percebeu a situação humilhante em que a filha vivia, acolheu e confiou-a a uma monja originária da Grão-Bretanha, determinando que diariamente lhe desse a mesma porção de alimento que dava as criadas. Por muito tempo Otília viveu nessas condições no mosteiro de Hohenburg. O pai nunca a visitava, e ela, por medo também não o procurava. Um dia, Otília descia o monte escondendo no manto, um pequeno vaso com farinha, quando de repente deu de frente com seu pai. Emocionado o pai tratou-a com bondade, querendo saber de onde vinha e para onde ia. Otília disse-lhe que ia preparar um pouco de comida para os pobres.

Então, inspirado pelos céus disse-lhe: “Não fique triste por causa da pobreza em que você viveu até agora. Se Deus quiser, em breve terás uma vida melhor”. E, no mesmo dia deu de presente à filha o mosteiro de Hohenburg com toda a propriedade em seu redor, pedindo que intercedesse por ele junto a Deus para obter a remissão do mal que cometera.

Otília tornou-se religiosa e no mosteiro dirigia 130 monjas, portanto era abadessa. O monte em que foi construído o mosteiro de Hohenburg tinha mais de 700 metros de altura. Os visitantes, especialmente os pobres e doentes, penavam para subir aquelas encostas escarpadas. Em vista disso Otília propôs às demais monjas que construíssem um outro edifício para acolher os peregrinos, ao pé do monte. Construiram então uma igreja em honra a São Martinho e um abrigo para os pobres e, por fim construiram um mosteiro que ficou conhecido por Mosteiro de Niedermunster que significa Mosteiro de Baixo. O nome de Otília está ligado também ao vinho e aos vinhedos. Em Obernai existe uma vinícola cujo rótulo nas garrafas do vinho diz assim: “Os vinhos das vinícolas de Santa Otília alegra os corações”. Otília faleceu no dia 13 de dezembro de 720 com 60 anos de idade, no dia de Sta Luzia, também protetora dos olhos.
















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