domingo, 31 de dezembro de 2017

Marpessa

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Marpessa é um nome grego, ligado à Mitologia Grega, que pertenceu à esposa do herói Idas, em “Ilíada”, de Homero. Ela era uma princesa anatoliana, cortejada por Idas e pelo deus Apolo. Temendo que Apolo a abandonasse em sua velhice, ela escolheu o mortal Idas. Infelizmente, o significado desse nome é desconhecido. 

A Wikipédia inglesa diz que o significado é "roubado", porém, não tem uma citação confiável no site que comprove isso. Acredita-se que o moderno e raro nome italiano feminino Marfisa e as variantes Marfisia e Marfisio descendem de Marpessa, por conta das evoluções sofridas pelo nome próprio ao longo da história e por sua passagem por diferentes línguas. 

Marpessa então casou-se com Idas, e teve uma filha chamada Cleópatra, que casou com Meleagro, e foi avó de Polidora. As três gerações de mulheres, Marpessa, Cleópatra e Polidora se mataram depois da morte de seus maridos.

De qualquer modo, há uma outra personagem chamada Marpessa, denominada Choera, que foi uma heroína de Tégea. Durante a Guerra contra a Lacônia, as mulheres de Tégea se armaram e ficaram de tocaia em um monte chamado Phylactis. Quandos os exércitos masculinos se encontraram, as mulheres entraram na Batalha e colocaram o exército da Lacônia em fuga.

Não encontrei nenhum registro nos dados do IBGE, tampouco consta o nome Marpessa nas listas da Arpen/SP. Porém, como encontrei uma série de mulheres chamadas Marpessa com endereço no Brasil no Facebook, desconfio que elas existam, só não constam na base de dados do IBGE por terem menos de 20 registros. Encontrei também, embora mais raras, mulheres chamadas Mardessa

Uma referência real é Marpessa Dawn, uma atriz norte-americana, que ficou famosa por contracenar com Breno Mello no filme “Orfeu Negro”, de Marcel Camus, filme esse onde Marpessa fez o papel de Eurídice. Seu último filme foi Sept en attente (1995). Além dela, temos Marpessa Hennink, uma ex-modelo holandesa. 



Marpessa Hennink


Texto do Blog Mitologia grega:


No tempo em que os deuses do Olimpo ainda desciam à terra em busca do amor das belas mortais, Apolo tinha tudo para ser o mais cobiçado. Além de ser a divindade responsável pela cura das doenças e dos ferimentos, Apolo também presidia tudo o que se referia à música, ao canto e à poesia, sempre na companhia das musas.

Apolo tinha a figura serena, que era a encarnação do equilíbrio harmonioso entre o intelecto e a beleza física. Os artistas sempre o representaram como um homem jovem, de porte atlético, com feições refinadas e um semblante inteligente - um verdadeiro modelo de beleza viril. Era difícil imaginar que alguma mulher, pudesse resistir a um homem assim.

Marpessa era uma princesa de extraordinária beleza e Apolo se apaixonou tanto por ela que, numa atitude sem precedentes, pediu-a em casamento. Porém Idas, um principe que era apenas um mortal, também tinha feito o seu pedido de casamento.

Como era inevitável, os dois rivais se defrontaram. Apesar de desigual, a terrível luta chamou a atenção de Zeus que se viu obrigado a interferir na briga dos pretendentes. A princesa Marpessa foi incumbida de escolher com quem se casaria e surpreendentemente ela escolheu Idas.

Questionada porque teria rejeitado o deus Apolo, ela disse que não poderia ser feliz ao lado de um deus tão cobiçado e tão célebre em toda a Grécia, além de que temia ser abandonada pelo deus quando ficasse velha.

Apolo retornou para o Olimpo, derrotado e inseguro, inaugurando o mote que os homens despeitados repetem até hoje quando se sentem preteridos ou trocados por alguém que consideram um rematado cretino: "É a velha queda que as mulheres têm pelos tolos!"





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