sábado, 10 de dezembro de 2016

Anúbis





O nome do deus egípcio era escrito assim: Jnpw. Por conta da dificuldade de traduzir isso para uma linguagem que pudesse ser entendida hoje, leria-se Inpu ou Anepu, em outras fontes, Anapa, mas usamos, para fins de entendimento, a forma greco-latina, Anúbis. O nome possivelmente significa “criança real”.


Representação
de Anúbis
Anúbis foi a forma, então, como ficou conhecido o deus egípcio antigo dos mortos e dos moribundos. Ele guiava e conduzia às almas para o submundo, sempre representado com uma cabeça de cachorro, ou então, dependendo da fonte, de um coiote e/ou chacal. Egiptólogos dizem que não há como ter certeza qual era o animal que representa Anúbis, mas provavelmente se referia à animais que perambulavam por cemitérios.


Anúbis é sempre associado com a mumificação e com a vida após a morte: as cidades dedicadas à Anúbis eram conhecidas pelo grande número de múmias e até mesmo por cemitérios inteiros de cães.


Por mais incrível que pareça, há 29 pessoas chamadas Anúbis no Brasil, todos do sexo masculino. Nas listas disponíveis, não há nenhum exemplar. A mitologia egípcia não é das mais conhecidas no Brasil, então provavelmente, não seria a mesma coisa que se chamar Hades (deus dos mortos na Mitologia Grega) ou Plutão (na mitologia romana), mas de qualquer modo, há uma aura que nem todos podem gostar.


Ocorre que na cultura e religião egípcia, a vida após a morte era dada como certa, e havia toda uma preparação para isso. A morte não necessariamente era um momento mórbido, triste, horrível, do qual todos tentam escapar até onde podem, mas uma passagem para um mundo melhor. Assim, a simbologia de Anúbis não me parece sombria, e sim, majestosa.



Como nome próprio, é um pouquinho complicado, mas num grupo que participo uma pessoa falou que conhece uma criança chamada Anúbis, e eu achei bem original. Acredito que ele só terá problemas quando chegar no ensino médio e estudar a História do Egito. 



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