domingo, 28 de julho de 2019

Hécate

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Hécate é um nome feminino oriundo da Mitologia Grega, e pouquíssimo usado na vida real. Em dados do IBGE e nas listas recentes de nascimentos, não consta nenhuma Hécate. Ele origina-se no grego 'Εκατη (Hekate), possivelmente derivado de' εκας (hekas) que significa "longe". Na mitologia grega, Hecate era uma deusa associada à feitiçaria, encruzilhadas, túmulos, demônios e o submundo.

Isso explica em grande parte, por que Hécate não é um nome usado em pessoas, afinal, as pessoas morrem de medo de tudo que tenha a ver com submundo, demônios, encruzilhadas, etc. mesmo dizendo que a mitologia grega era uma lenda.

O culto à deusa possivelmente se deu na Grécia micênica ou na Trácia, uma deusa das terras selvagens e dos partos, era geralmente representada segurando duas tochas ou uma chave, e mais tarde, na sua forma tripla.

Estava associada a encruzilhadas, entradas, fogo, luz, a lua, magia, bruxaria, o conhecimento de ervas e plantas venenosas, fantasmas, necromancia e feitiçaria. Na Anatólia, variações do nome Hécate são usadas para dar nome às crianças, e como as crianças não recebem nomes de espectros, é possível que o povo cariano da Anatólia referem-se à ela como uma deidade principal e não associada à submundo e bruxaria, como Hécate acabou associada em Atenas. Ela também aparece associada à deusa romana Trivia, com a qual foi identificada em Roma.

Há quem diga que o nome Hécate tem relação com a deusa egípcia do nascimento, Heket. Para os egípcios, o sapo era um símbolo de vida e fertilidade, já que milhões deles nasciam após a inundação anual do Nilo, que trazia fertilidade para as terras que de outra forma seriam áridas. Consequentemente, na mitologia egípcia, começou a haver uma deusa-rã, que representava a fertilidade, referida pelos egiptólogos como Heqet (também Heqat, Hekit, Heket etc., e mais raramente Hegit, Heget etc.), escrito com o determinante sapo.

As representações mais antigas mostram a deusa com apenas uma face, e não com a forma tripla, que obviamente se refere a encruzilhada.

Mais informações sobre Hécate, do Blog Mitologia Grega:

Hécate, também chamada de Perséia, era filha dos titãs Astéria - a noite estrelada e Perses - o deus da luxúria e da destruição, mas foi criada por Perséfone - a rainha dos infernos, onde ela vivia. Antes Hécate morava no Olimpo, mas despertou a ira de sua mãe quando roubou-lhe um pote de carmim. Ela fugiu para a terra e tornando-se impura foi levada às trevas para ser purificada. Vivendo no Hades, ela passou a presidir as cerimônias e rituais de purificação e expiação. Hécate em grego significa "a distante". 

Tinha características diferentes dos outros deuses mas Zeus atribuiu-lhe prestígio. Após a vitória dos deuses olímpicos contra os titãs, a titânomaquia, Zeus, Poseidon e Hades partilharam entre sí o universo. A Zeus coube o céu e a terra, a Poseidon coube os oceanos e Hades recebeu o mundo das trevas e dos mortos. Hécate manteve os seus domínios sobre a terra, os céus, os mares e sobre o submundo, continuando a ser honrada pelos deuses que a respeitavam e mantiveram seu poder sobre o mundo e o submundo.

Ela é representada ora com três corpos ora com um corpo e três cabeças, levando sobre a testa uma tiara com a crescente lunar, uma ou duas tochas nas mãos e serpentes enroladas em seu pescoço. Suas três faces simbolizam a virgem, a mãe e a velha senhora. Tendo o poder de olhar para três direções ao mesmo tempo, ela podia ver o destino, o passado que interferia no presente e que poderia prejudicar o futuro. As três faces passaram a simbolizar seu poder sobre o mundo subterrâneo, ajudando à deusa Perséfone a julgar os mortos.

Para os romanos era considerada Trívia - a deusa das encruzilhadas. Associada ao cipreste, Hécate se fazia acompanhar de seus cães, lobos e ovelhas negras. Por sua relação com os encantamentos, feitiços e a obscuridade, os magos e bruxas da antiga Grécia lhe faziam oferendas com cães e cordeiros negros no final de cada lua nova. Também combateu Hércules quando ele tentou enfrentar Cérbero, o cão guardião do inferno com três cabeças que sempre lhe acompanhava.

O tríplice poder de Hécate se estendia do inferno, à terra e ao mar. Ela rondava a terra nas noites da lua nova e no mar tinha seus casos de amor. Considerada uma divindade tripla: lunar, infernal e marinha, os marinheiros consideravam-na sua deusa titular e pediam-lhe que lhes assegurasse boas travessias. O próprio Zeus lhe deu o poder de conceder ou negar qualquer desejo aos mortais e aos imortais. Foi Hécate quem ajudou Deméter quando ela peregrinou pelo mundo em busca de sua filha Perséfone.

Quando Perséfone, a amada filha de Deméter foi raptada por Hades - o senhor do submundo - quando colhia flores, sua mãe perambulou em desespero por toda a Terra. Senhora dos cereais e alimento, a grande mãe Deméter mortificada pela tristeza, privou todos os seres de alimento. Nada nascia na terra e Hécate, sendo sábia e observando o que acontecia, contou a Deméter o que havia sucedido a Perséfone.

Zeus decidiu interferir e ordenou que Perséfone regressasse para junto de sua mãe, desde que não tivesse ingerido nenhum alimento nos infernos. Porém, antes de retornar, Perséfone comeu algumas sementes de romã, o fruto associado às travessias do espírito. Assim ele podia passar duas partes do ano na superficie junto da Mãe, era quando a terra florescia. Mas Perséfone devia retornar para junto de Hades uma parte, era quando a terra cessava de florescer.

Hécate espalhava sua benevolência para os homens, concedendo graças a quem as pedia. Dava prosperidade material, o dom da eloquência na política, a vitória nas batalhas e nos jogos. Proporcionava peixe abundante aos pescadores e fazia prosperar ou definhar o gado. Seus privilégios se estendiam a todos os campos e era invocada como a deusa que nutria a juventude, protetora das crianças, enfermeira e curandeira de jovens e mulheres.

Acreditava-se que ela aparecia nas noites de Lua Nova com sua horrível matilha diante dos viajantes que cruzavam as estradas. Ela era considerada a deusa da magia e da noite em suas vertentes mais terríveis e obscuras. Com seu poder de encantamento, também enviava os terrores noturnos e espectros para atormentar os mortais. Frequentava as encruzilhadas, os cemitérios e locais de crimes e orgias, tornando-se assim a senhora dos ritos e da magia negra. Senhora dos portões entre o mundo dos vivos e o mundo subterrâneo das sombras, Hécate é a condutora de almas e as Lâmpades, ninfas do Subterrâneo, são suas companheiras. 

Com Eetes, Hécate gerou a feiticeira Circe - a deusa da noite que se tornou uma famosa feiticeira com imenso poder da alquimía. Segundo a lenda, a filha de Hécate elaborava venenos, poções mágicas e podia transformar os homens em animais. Vivendo em um palácio cheio de artifícios na Ilha Ea ou Eana, no litoral da Italia, Circe se tornou a deusa da Lua Nova ou Lua Negra, sendo relacionada à morte horrenda, à feitiçaria, maldições, vinganças, sonhos precognitivos, magia negra e aos encantamentos que ela preparava em seus grandes caldeirões.

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Descendente dos Titãs, Hécate não tem um mito próprio e foi uma das divindades mais ignoradas da mitologia grega, mencionada apenas em outros mitos, tal como o mito de Perséfone e Deméter. Hécate é deusa dos caminhos e seu poder de olhar para três direções ao mesmo tempo sugere que algo no passado pode interferir no presente e prejudicar planos futuros.

A deusa grega nos lembra da importância da mudança, ajudando-nos a libertar do passado, especialmente do que atrapalha nosso crescimento e evolução, para aceitar as mudanças e transições. Às vezes ela nos pede para deixar o que é familiar e seguro para viajarmos para os lugares assustadores da alma. Novos começos, seja espiritual ou mundano, nem sempre são fáceis mas Hécate está lá para apoiar e mostrar o caminho.

Ela empresta sua clarividência para vermos o que está profundamente esquecido ou até mesmo escondido de nós mesmos, ajudando a encontrarmos e escolhermos um caminho na vida. Com suas tochas, ela nos guia e pode nos levar a ver as coisas de forma diferente, inclusive vermos a nós mesmos, ajudando-nos a encontrar uma maior compreensão de nós mesmos e dos outros.
Hécate nos ensina a sermos justos e tolerantes com aqueles que são diferentes e com aqueles que tem menos sorte, mas ela não é demasiadamente vulnerável, pois Hecate dispensa justiça cega e de forma igual. Apesar de seu nome significar "a distante", Hécate está presente nos momentos de necessidade. Quando liberamos o passado e o que nos é familiar, Hécate nos ajuda a encontrar um novo caminho através de novos começos, apesar da confusão das ideias, da flutuação dos nossos humores e às incertezas quando enfrentamos as inevitáveis mudanças de vida. 

A poderosa deusa possuia todos aspectos e qualidades femininos, tendo sob seu controle as forças secretas da natureza. Considerada a patrona das sacerdotisas, deusa das feiticeiras e senhora das encruzilhadas, Hécate transita pelos três reinos, a todos conhece mas nenhum domina. Os três reinos são posses de figuras masculinas, mas ela está além da posse ou do ego, ela é a sábia, a anciã. A senhora do visível e do invisível, aguarda na encruzilhada e observa: o passado, o presente e o futuro. Ela não se precipita, aguarda o tempo que for preciso até uma direção ser tomada. Ela não escolhe a direção, nós escolhemos. Ela oferece apenas a sua sabedoria e profunda visão, acima das ilusões.

Os gregos sempre viam Hécate como uma jovem donzela. Acompanhada frequentemente em suas viagens por uma coruja, símbolo da sabedoria, a ela se atribuia a invenção da magia e da feitiçaria, tendo sido incorporada à família das deusas feiticeiras. Dizia-se que Medéia seria a sacerdotisa de Hécate. Ela praticava a bruxaria para manipular comdestreza ervas mágicas, venenos e ainda para poder deter o curso dos rios e comprovar as trajetórias da lua e das estrelas. 

Como deusa dos encantamentos, acreditava-se que Hécate vagava à noite pela Terra, sempre acompanhada por seu espíritos e fantasmas. Suas lendas contam que ela passava pela Terra ao pôr do Sol, para recolher os mortos daquele dia. Como feiticeira, não podia ser vista e sua presença era anunciada apenas pelos latidos dos cães. Na verdade, as imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes da deusa, protetora da independência feminina, defensora contra a violência e opressão das mulheres, regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.

Em função dessas memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a deusa escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens distorcidas não são reais nem verdadeiras. Elas foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.

Para receber seus dons visionários, criativos ou proféticos, precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da deusa escura dentro de nós, honrando seu poder e lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos sua presença em nós, ela irá nos guiar. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações. Somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo. 

A conexão com Hécate representa um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique. Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.

As Moiras teciam, mediam e cortavam o fio da vida dos mortais, mas Hécate podia intervir nos fios do destino. Muitas vezes foi representada com uma foice ou punhal para cortar as ligações com o mundo dos vivos. O cipreste está associado à imortalidade, intemporalidade e eterna juventude. Sendo a morte encarada como passagem transformadora e não o fim assustador e definitivo, essa significação tem origem na própria terra que dá vida, dá a morte e transforma os frutos em novas sementes que irão renascer. 






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Heliodoro

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Sim, a foto antiga é de propósito. Por mente fechada ou preconceito eu só consigo imaginar uma criança chamada Heliodoro se esta tiver nascido por volta de 1920. Claro que as modas sobre nomes sofrem de efeito sanfona, vão e voltam ao longo do tempo, e nada impede de Heliodoro voltar a ser um nome utilizado com frequência em alguns anos. No entanto, essa possibilidade no momento me parece sensivelmente remota.

Porém, achávamos isso de Theodoro, que é um nome também usado antigamente e que retornou com bastante força, e tem inclusive a mesma terminação que Heliodoro, e compartilha também parte do significado. Logo, nada é impossível no mundo fantástico dos nomes.

Heliodoro é um nome masculino usado principalmente em espanhol e português. Ele vem do nome grego 'Ηλιοδωρος (Heliodoros), derivado dos elementos' ηλιος (helios) "sol" e δωρον (doron) "presente", sendo assim, significando “dom de Hélio”, “presente de Hélio” ou simplificando, “presente do sol”. É um significado e tanto. Santo Heliodoro foi um bispo de Altino do século IV.

Quanto ao primeiro elemento do nome, Heliodoro é semelhante ao nome Hélio, que significa “sol”, e o segundo elemento do nome está presente em vários nomes como Theodoro, Isidoro, Apolodoro, etc.

As variantes em italiano são Eliodoro e Eleodoro (masculino) e Eliodora (feminino). Temos outras variantes em albanês (Eliodor), grego antigo (Heliodoros), polonês (Heliodor), siciliano (Liodru, Liotru, Diodru), alemão (Heliodorus), Basco (Eludor), francês (Héliodore), russo (Geliodor).

Apenas 217 pessoas se chamam Heliodoro no Brasil, nos dias de hoje, segundo a pesquisa do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). É possível supor que muitos outros existiram, porém, até a data do Censo 2010, já constavam nos registros de óbitos e não no recenseamento. De fato, todos esses 217 Heliodoro’s nasceram entre 1930 a 1960, com destaque para a década de 40. A maioria deles se encontra na Bahia.

A versão italiana Eliodoro tem 374 pessoas, Eleodoro são 279 pessoas, Leodoro são 541 pessoas e Liodoro, uma possível variante do nome, tem 78 representantes em todo o Brasil, de acordo com o IBGE. Pessoalmente, por algum motivo não identificado a priori, acho a variação Liodoro muito simpática, senhorial, nobre e bem usável nos dias de hoje. Claro que nem todo mundo precisa concordar comigo a esse respeito.

Embora eu ache que Liodoro e Leodoro podem ter outras interpretações sobre o significado, e não simplesmente uma variação de “Heliodoro”, como quer nos fazer acreditar a Wikipédia italiana. Uma vez que “Doron” significa “presente, dom”, em grego, e λεων (leon) significa “leão”, indo na linha da junção dos elementos, Leodoro e Liodoro, poderia muito bem significar “presente de leão”, ou “dom de leão”. Claro que não há registros do uso desse nome em grego, de modo que teríamos que pensar como uma elaboração meio “shakespeariana”, como Pâmela, por exemplo.

Referências:

Eliodoro de Altino, bispo e santo italiano;
Heliodoro de Emesa, escritor grego antigo;
Eliodoro de Catania, lendário necromante italiano;
Heliodoro de Larissa, matemático grego antigo;
Eliodoro Coccoli, pintor e decorador italiano;
Eliodoro Farronato, sacerdote e missionário italiano;
Eliodoro Lombardi, poeta e escritor italiano;
Eliodoro Sollima, pianista, compositor e professor italiano;
Eliodoro Specchi, tenor e patriota italiano naturalizado estadunidense;
Heliodor Píka, antifascista e general checoslovaco;
Heliodoro de Paiva, foi um compositor, filósofo e teólogo português do período Renascentista.




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Gregory

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Gregory é a forma inglesa do nome latino Gregorius, que origina-se do grego Γρηγοριος (Gregorios), derivado de γρηγορος (gregoros) que significa "vigilante, alerta".

Além da forma espanhola Gregory (sem acento), encontramos variantes em outros idiomas: Grigor, Krikor (Armenian), Grigor (búlgaro), Grgur, Grga (croata), Řehoř (Checo), gregers (dinamarquês), Greg, Gregg (Inglês), Reijo, Reko (finlandês), Grégoire ( francês), Grigol (Geórgia), Gregor (alemão), Gregorios (grego), Gergely, Gergő (húngaro), Gréagóir (irlandês), Gregorios, Gregorius (Final grego), Grigorijs (letão), Grigor, Gligor (macedônio), Gregers (norueguês), Grzegorz (polonês), Grigore (romeno), Grigori, Grigoriy, Grigory, Grisha (russo), Gregor, Griogair, Greig (escocês), Gregor (eslovaco), Grega, Gregor (esloveno), Gregório (português), Greger (sueco ), Hryhoriy (ucraniano), Grigor (Galês).

Este nome foi muito popular entre os primeiros cristãos, de modo que foi suportado por vários santos importantes, incluindo São Gregório Taumaturgo (século III), São Gregório de Nissa (Século IV), São Gregório de Nazianzo (século IV) e São Gregório de Tours (Século VI). 

O nome Gregory é bastante conhecido em todo o mundo de fala inglesa, estando no 346º lugar no ranking norte-americano de nomes de meninos do ano de 2015, e no 280º no último ranking francês divulgado, além de já ter constado nos rankings mais antigos de Inglaterra e Canadá.

No Brasil, segundo o IBGE, há 3.222 pessoas chamadas Gregory, com destaque para o estado do Rio Grande do Sul, e a maioria dos nascimentos nos anos 90. Embora seja a versão inglesa, Gregory é um nome perfeitamente adaptável à língua portuguesa, desde que usado na grafia correta.

Já na lista da Arpen/SP do ano de 2015, constam apenas 42 registros de Gregory. Ou seja, embora seja um nome moderninho, não é muito usado no Brasil para bebês no momento.

Referências:

Gregory Bateson, antropólogo, sociólogo e psicólogo britânico;
Gregory Benford, escritor e físico norte-americano;
Gregory Chamitoff, engenheiro e astronauta norte-americano;
Gregory Corso, poeta norte-americano;
Gregory Isaacs, cantor jamaicano;
Gregory Kunde, tenor norte-americano;
Gregory La Cava, regista, produtor cinematográfico e cenógrafo norte-americano;
Gregory Peck, ator norte-americano;
Gregory Goodwin Pincus, fisiólogo norte-americano;

Gregory van der Wiel, jogador de futebol holandês.




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Hector

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Hector é a forma inglesa, espanhola e grega do nome Heitor. Em si é a forma latinizada do 'Εκτωρ (Hektor), que derivou de' εκτωρ (hektor), que significa “segurando”, então, por interpretação, significa “segurar, possuir”

Na mitologia grega, esse foi o nome do personagem que foi um dos campeões de Tróia, que lutou contra os gregos. Depois de matar Pátroclo, amigo de Aquiles, Hector foi assassinado na batalha por Aquiles, de modo brutal, que amarrou seu corpo morto à uma carruagem e arrastou-o. Esse nome também aparece em lendas arturianas pertencente ao pai adotivo do Rei Arthur.

Hector tem sido usado como um nome próprio desde a Idade Média, provavelmente por causa do caráter nobre do herói clássico. Era historicamente comum na Escócia, onde foi usado como uma forma anglicizada de Eachann.

Outras variantes são Hektor (mitologia grega), Héctor (catalão), Ettore (italiano), Heck, Heckie (escocês).

Hector leva vantagem sobre a variante Heitor justamente por sua internacionalidade. Apesar de ser a grafia estrangeira, se adapta perfeitamente à língua portuguesa. Nos Estados Unidos, o nome Hector esteve classificado no 303º lugar no ranking masculino de 2015. Também está presente nos rankings mais recentes da Inglaterra (299º lugar), Catalunha (50º lugar), França (298º), Chile (81º) e Espanha (36º), além de já ter constado no Canadá e na Galícia.

No IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), constam 4.670 pessoas chamadas Hector. A maior taxa de frequência é no Rio Grande do Sul, e Hector parece ser um nome de uso moderno no Brasil, tendo ficado expressivo seu uso somente por volta dos anos 2000.

Em termos de listas recentes, temos 88 registros de Hector na lista da Arpen/SP de 2015. Nem perto da versão Heitor, que é popularíssima e tem 4329 registros.

Referências:

Hector Berlioz, compositor francês.
Hector Guimard, arquiteto francês.
Hector Saki Munro, escritor de contos, novelista e dramaturgo britânico.
Heitor Villa-Lobos, compositor brasileiro.
Héctor Germán Oesterheld, escritor argentino.
Héctor Alterio, ator argentino.
Héctor Olivera, cineasta argentino.
Héctor Elizondo, ator estadunidense.
Héctor Quintanar, diretor de orquestra e compositor mexicano;
Héctor Espino, Jogador de basquete mexicano.
Héctor Noguera, ator chileno.
Héctor Babenco, cineasta brasileiro de origem argentina.
Héctor Lavoe, cantor porto-riquenho.
Héctor Bambino Veira, ex-jogador de futebol argentino.
Héctor Cúper, ex-jogador e treinador de futebol argentino.
Héctor Astudillo, político mexicano.
Héctor Infanzón, pianista, compositor e produtor mexicano.
Héctor Baldassi, árbitro de futebol argentino.
Héctor Moreno, jogador de futebol mexicano.






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Juacira & Joacira

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Segundo a maioria das fontes consultadas – sites brasileiros sobre significados de nomes que não são 100% confiáveis, Juacira ou Joacira seria uma elaboração feminina a partir do nome Juacir.

Este teria derivado de Joaci ou Juaci, que em alguma língua indígena não especificada, significaria “pessoa com sede”. Não é um significado muito empolgante, ainda assim, pode ser simbólico, como em uma pessoa com sede de conhecimento, sede de luta, enfim.

Apesar de Juacira soar familiar aos ouvidos de qualquer brasileiro, provavelmente por causa do nome Jacira, apenas 33 pessoas tem esse nome no Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). O nome Joacira é um pouco mais proeminente, mas ainda assim, raro: é o nome de 119 pessoas no Brasil. Destas, a maioria nasceu nos anos 60.

Dado o baixo número de pessoas com esse nome no país, não há muitas referências as quais encontrar. Uma pesquisa rápida pelo Google resgatou algumas brasileiras com o nome Juacira, porém, nenhuma notável o suficiente para ser citada. Da mesma forma com Joacira, mas em se tratando desse, os resultados são mais abundantes. 






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domingo, 24 de março de 2019

Naindí




Naindí é um nome indígena tupi-guarani, que o Dicionário de Nomes Próprios afirma ser masculino, mas que se encaixa muito melhor como nome feminino, que constitui-se em um assessório feito de conchas.

Não há registros desse nome no IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), o que pode signfiicar a inexistência de pessoas chamadas Naindí ou que, então, há menos de 20 registros. Na lista da Arpen/SP também não consta nenhum registro de Naindí, porém, há apenas 1 registro de Naindhy.

Não encontrei pessoas reais, assim chamadas, mas achei Naíndi, uma marca de objetos artesanais da dupla Raquel Lacerda e Michelle D’Angelo, uma bailarina e uma arquiteta.


Asessório chamado "Naindí"




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Saul



Saul é um nome masculino bíblico, que vem do nome hebraico שָׁאוּל (Sha'ul) que significava "pedido, oração". Este foi o nome do primeiro rei de Israel, como dito no Velho Testamento. Antes do fim do seu reinado perdeu o favor de Deus, e obteve uma derrota pelos filisteus, quando foi sucedido por Davi. No Novo Testamento, Saul era o nome hebraico original do apostolo Paulo.

Assim, é um nome bastante apropriado para círculos religiosos cristãos como sendo nome de um patriarca bíblico e também de um apostolo. Em outras versões temos Sauli (finlandês) Saulius (lituano), Saoul (grego bíblico), Saulo (português).

Em termos de significado, o nome Saul é semelhante ao nome espanhol Rogelio. Quanto à sua popularidade, Saul classificou-se em 493º lugar nos Estados Unidos em 2015, e está também constando nos rankings mais recentes do México (84º lugar) e Espanha (81º lugar).

No Brasil, embora existe uma corrida evangélica atrás de nomes bíblicos, ressuscitando nomes hebraicos mais malucos e com sonoridades terríveis, Saul que é um bom nome não tem a mesma repercussão – será que o personagem Saul cometeu uma mancada tão grande assim, feito Caim e Judas? – tendo apenas 7 registros (somando Saul e Saúl) na lista da Arpen/SP de 2016.

A pouca repercussão do nome bíblico, talvez se deva ao fato de que Saul cometeu suicídio se jogando sobre a própria espada ao ver seus filhos Jônatas (a quem ele havia escolhido como seu sucessor no trono de Israel), Abinadabe e Malquisua sendo mortos pelos filisteus durante a Trágedia do Monte Gilboa.

Na Bíblia, Saul também foi um rei de Edom, e outro personagem é um filho de Simeão, (Gênesis 46:10, Êxodo 6:15, Números 26:13), foi um dos 70 hebreus a migrarem para o Egito com o patriarca Jacó e seus filhos. Saul também foi um general bárbaro do século IV.

Mesmo em outras épocas, Saul não foi muito apreciado no Brasil. Apenas 5.528 pessoas se chamam assim, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), até o data do mencionado Censo. Com esse número, ele nem chegou a entrar nos 1000 nomes mais usados nesse período para homens. A maior taxa está no Rio Grande do Sul e a maioria nasceu nos anos 80. Aliás, cabe dizer, 1.173 dos homens chamados Saul que constam no IBGE são gaúchos.


Referências:


Saul Oliveira - Ex-jogador de futebol que atuou no Avaí Futebol Clube de 1939 a 1953.
Saul Ricardo - Cantor Popular, citado nas capas dos álbuns apenas como "Saul", vulgarmente conhecido como "o pequeno Saul".
Saul Bass, designer americano;
Saul Bellow, escritor norte-americano;
Saul Tchernichowski, poeta israelense;
Saul Chaplin, compositor americano;
Saul Friedlander, escritor israelense e historiador;
Saul Hudson, nome verdadeiro Saul Hudson, guitarrista americano de origem britânica;
Saul Kripke, filósofo e lógico americano;
Saul Malatrasi, jogador de futebol italiano e treinador de futebol;
Saul Mariaschin, jogador de basquete americano;
Saul Perlmutter, físico americano;
Saul Rubinek, ator canadense;
Saul Santarelli, jogador de futebol italiano;
Saul Steinberg, cartunista americano;
Saul Villalobos, jogador de futebol mexicano;
Saul Williams, poeta, pregador, ator, rapper, cantor e músico;
Saúl Blanco, jogador de basquete espanhol;
Saúl Craviotto, canoísta espanhol;
Saúl Laverni, árbitro do futebol argentino;

Saúl Martínez, jogador de futebol de Honduras;
Saul Zaentz, produtor de cinema americano.




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