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domingo, 13 de janeiro de 2019

Meribelle

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Meribelle é um nome feminino que encontrei especificamente no Think Baby Names, como sendo uma variação de Maribel ou de Mirabel / Mirabelle. 

Como variação de Maribel, este é um nome que se trata de uma contração entre Maria e Isabel, usado especialmente em espanhol.

Já como uma versão de Mirabel ou Mirabelle, este nome vem do latim “mirabilis”, que significa “maravilhoso”. Meribelle, entretanto, escrito dessa forma, é muito mais raro, afinal, Mirabelle chegou a ter 99 registros na lista dos Estados Unidos (Social Security) de 2015, mas Meribelle não tem nenhum.

Assim como no Brasil, que Meribelle não consta nos dados do IBGE ou em listas recentes, como a da Arpen/SP, embora sejam vários os nomes começados com “Meri” que são do agrado dos brasileiros. Na lista Arpen/SP 2016, foram registrados com esse início “Meri” os nomes Merie, Merielle, Merilin e outras variações.

O Think Baby Names relaciona Meribelle com outros nomes como Maribel, Mirabel, Maribella, Meribella, Mirabella, Maribell, Maribelle, Marybelle, Meribel, Mirabell e Mirabelle.


Não encontrei nenhuma referência real de Meribelle, mas podemos dizer que Méribel é o nome de uma estância de esqui situada no comuna francesa Les Allues na Saboia. 




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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Nadiara

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Possivelmente, Nadiara seja um nome inventado. Existe uma grande facilidade de se inventar nomes terminados com sufixos comuns, como –ara, -ela, -ana, etc. Então, é muito mais provável que simplesmente tenha sido formado da junção do nome Nádia com o sufixo –ara.

Porém, isso não diminui o nome, uma vez que vários nomes legítimos começaram a ser usados assim, como Rosemary, Maristela, etc.

Então, deixamos aqui três possibilidades: 1) pode ser uma variante de Nadira, que significa “rara” em árabe; 2) pode ser uma variante de Nadia/ Nadya, que significa “esperança” em eslavo; 3) pode ser uma variante de Nadiyya, que significa “delicado” em árabe.

No Brasil, Nadiara é o nome de apenas 74 pessoas segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). A maior frequência é no Rio Grande do Sul, e a década da maioria de nascimentos é 1990.

Uma referência que encontrei é a meteorologista Nadiara Pereira, que trabalha na Somar Meteorologia.




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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Heliandra, Eliandra & Aliandra

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Eliandra é uma junção ou uma invenção moderna, que abre espaço para uma infinidade de interpretações. Pode ser simplesmente, uma variação de Leandra com um “E” na frente. Ou uma junção de Elena (ou outro nome que comece com –El, como Eloísa, Eleonora, etc) e Leandra/ Liandra. Portanto, é bem mais correto dizer que não há um significado.

Mas se nos tele transportarmos no tempo em que o grego antigo era falado, é bem possível que a palavra “Eliandra” tenha sido falada muitas vezes, embora não tenhamos como afirmar isso de jeito nenhum. Por exemplo, poderia vir da combinação dos termos gregos “helios” (sol) e aner (homem) através do genitivo “andros”. Assim, significaria “homem sol”. Nesse caso, uma grafia mais convincente teria que ser Heliandra.

Aliandra já muda um pouco as coisas. Considerando que Leandra significa “homem leão”, o sufixo –a em grego significa “não”, uma negativa, uma não existência, significaria negar o homem leão, dizer que o homem leão não existe. Uma condição estranha para um significado. Ou seja, melhor nem tentar formular uma hipótese.

Portanto, desses nomes e grafias, se você gosta e faz muita questão, é melhor adotar Heliandra, que em si é semelhante com Heliodora (presente de Hélio ou presente do Sol).

No IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), Aliandra consta como sendo o nome de 705 pessoas, com destaque para o Espírito Santo. Já Eliandra é o nome de 4.641 pessoas, com destaque para o Amazonas. Heliandra, que na minha opinião, é a grafia que melhor engana no significado, tem 59 pessoas apenas. A esmagadora maioria das Aliandra’s, Eliandra’s e Heliandra’s nasceram nos anos 80.


 Não é difícil encontrar Heliandra, Aliandra ou Eliandra no facebook ou no Google, mas nenhuma notável o suficiente para que possamos considerar uma referência. 





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domingo, 28 de janeiro de 2018

Antoniel

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Antoniel é uma adaptação do nome Antônio acrescido do sufixo –el. Antônio é a forma portuguesa-brasileira de Antonius (a forma portuguesa de Portugal é António). O nome de família romana Antonius é de origem etrusca desconhecida, como a maioria dos nomes etruscos. 

O mais notável membro da família romana em questão era o general Marcus Antonius (Marco Antônio), que por um período do século I a.C governou o Império Romano em conjunto com Augusto. Quando a relação entre eles azedou, ele e sua amada Cleópatra foram atacados e forçados a cometer suicídio, como conta a tragédia de Shakespeare "Antonius e Cleópatra".

Aparentemente, o nome se tornou popular em todo o mundo cristão devido à fama de Santo Antônio, um eremita egípcio que viveu no século III e fundou o monasticismo cristão. Sua popularidade foi reforçada por Santo Antônio de Pádua (século XIII), padroeiro de Portugal. Em Inglês tem sido comumente (mas incorretamente) associado com o grego ανθος (anthos), ou seja, "flor", que resultou na adição do h no século XVII.

Algumas fontes dão Antoniel como uma variante de Otoniel. Otniel (ou Otoniel nas línguas latinas, nascido em cerca de 1438 a.C., segundo o Chronicon (Jerônimo)) significa "Leão de Deus" ou “Força de Deus”, em hebraico. No Antigo Testamento, ele é sobrinho de Caleb, que se torna o primeiro dos juízes dominantes dos israelitas, nomeado após a morte de Josué.

Assim como existe uma infindável quantidade de variáveis de Antônio, embora pareça inventado, Antoniel tem sua validade como variante deste. Na lista da Arpen/SP de 2015, há 2 meninos chamados Antoniel.

No Brasil, há 10.621 pessoas chamadas Antoniel, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). O estado de destaque é o Maranhão, e as décadas da maioria dos nascimentos é 1980 e 1990. Além dos mais de 10 mil homens chamados Antoniel, também temos registradas nos dados 52 mulheres com esse nome.


Não encontrei nenhuma referência famosa de alguém chamado Antoniel. Encontrei um jogador de futebol jamaicano chamado Antoniel Mullings, e alguns outros homens chamados assim no Google e no Facebook. 





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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Cristóvam & Cristóvan

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Essa grafia, originalmente, não existe. Mas isso não impede que haja muitas pessoas no Brasil assim chamadas, incluindo seu portador mais famoso, o Senador Cristovam Buarque, que já concorreu à Presidência da República pelo PDT.

Na verdade, a variante espanhola é Cristóbal e a portuguesa é Cristóvão, e Cristovan/m surgiu de um meio termo entre as duas versões, provavelmente influenciado por Esteban ou Sebastian e outros nomes com essa terminação com ares espanhóis.

Deste modo, há 1.070 pessoas chamadas Cristóvan no Brasil, segundo dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), e mais 1.315 pessoas chamadas Cristóvam. No primeiro caso, o destaque é o Mato Grosso do Sul, e no segundo caso, é Distrito Federal. Em ambos, a maioria dos nascimentos se deu nos anos 60.

Apesar de ser um nome adaptado com uma grafia que literalmente não existe em nenhum outro lugar do mundo, ainda assim, Cristóvan/m não é dos piores nomes. Ele é bem apresentável, para quem não gosta do –bal na terminação espanhola e do –ão na terminação portuguesa.

Cristóvão é a forma portuguesa do nome Christopher, originado a partir do nome grego Χριστοφορος (Christophoros), que significa "aquele que leva Cristo/ aquele que carrega Cristo", derivado de Χριστος (Christos), combinada com φερω (phero) "a suportar, para realizar". Os primeiros cristãos usaram o nome em sentido metafórico, querendo dizer que levavam Cristo nos seus corações.

Na Idade Média, as interpretações literais da etimologia do nome acabaram levando a lendas sobre um São Cristóvão, que carregou o jovem Jesus através de um rio. Ele chegou a ser considerado como o santo padroeiro dos viajantes.

Outros idiomas: Hristofor, Hristo (búlgaro), Kristofor, Krsto (croata), Krystof (Checo), Kristoffer, Christoffer, Kris (dinamarquês), Christoffel (holandês), Christopher, Chip, Chris, Kit, Kris, Kristopher, Topher ( Inglês), Kristoffer, Risto (finlandês), Christophe (francês), Christoph (alemão), Christoforos (grego), Kristóf (húngaro), Christie, Christy (irlandês), Cristoforo (italiano), Cristóvão (Final grego), Christophorus ( Late Roman), Kristaps (letão), Kristupas (lituano), Hristofor, Hristo, Risto (macedônio), Kristoffer, Christoffer (norueguês), Krzysztof, Krzys, Krzysiek (polonês), Christie, Christy, Kester (escocês), Krištof ( Eslovaca), Krištof (esloveno), Cristóbal (espanhol), Kristoffer, Christoffer (sueco), Christos (Teologia).

Além do Senador da República Cristovam Buarque (cujo avô se chamava Cristóvão, segundo consta), existiu ainda Cristovam Pavia, ou Cristóvam Pavia, pseudónimo de Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho, um poeta português, filho do também poeta Francisco Bugalho. Além do pseudônimo Cristovam Pavia, ele assinou composições com outros pseudônimos.




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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Miqueline

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Miqueline é uma forma de escrever o nome Micheline, uma variante do nome Michael combinado com o popular sufixo feminino –ine. Em português, a escrita de Micheline gera uma pronúncia com “x”, e quando se quer o som de “q”, é preciso mudar a grafia. Assim, Miqueline surge.

Sendo todos derivados de um modo ou de outro do nome Miguel, é preciso dizer que se trata de uma fonte hebraica e significa “quem é como Deus?”.

Na mesma linha estão Micheline, Miguelina, etc., sendo esse último uma versão portuguesa usada em tempos passados e praticamente desaparecida hoje em dia.

No Brasil, há 386 pessoas chamadas Miqueline, sendo que a maioria nasceu nos anos 90 (IBGE, Nomes no Brasil, Censo 2010), com destaque para o estado de Alagoas. 




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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Um post em referência às (outras) Xuxa's do Brasil

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"Sim, mas é apelido", todos dirão. E eu concordo. Xuxa foi o apelido dado à apresentadora quando ela era ainda um bebê, pelo seu irmão Bladimir (isso mesmo, não é Vladimir não, é Bladimir). No caso, como todos sabem, o nome da Xuxa é Maria da Graça, devido à uma promessa religiosa de sua mãe. Porém, foi o apelido que pegou.

Em 1988, após sentença judicial, a apresentadora incorporou seu apelido ao nome completo, ficando Maria da Graça Xuxa Meneghel. Bem, Xuxa não chega nem perto de ser o seu nome, sendo um apelido carinhoso de infância que acabou sendo adotado como nome artístico. 

Porém, o que chamou atenção numa das minhas pesquisas mais recentes, foi que no IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010, para quem quiser conferir no próprio site), tem 57 pessoas chamadas Xuxa, das quais 48 são mulheres e 9 são homens. Aí podemos supor que as 48 mulheres receberam o nome Xuxa em homenagem à apresentadora, e os homens ao nadador Xuxa, que na verdade se chama Fernando Scherer. 

Ou então, uma tremenda sacanagem dos pais com os filhos (as). Como o número de pessoas é pequeno, o IBGE não disponibilizou gráficos sobre o estado onde essas pessoas nasceram e nem a década de maior número de nascimentos. 

Importa dizer que existem 57 pessoas chamadas Xuxa, no Brasil! E não é apelido, é o nome, lá na certidão de nascimento, no CPF, na Identidade, no Título de Eleitor, não é realmente incrível?

Acredita-se também que pode haver a possibilidade de o entrevistado ter respondido o apelido ao recenseador e este, com a cabeça no mundo da lua, ter registrado o apelido ao invés do nome próprio. Porém, que ser humano responde à pergunta "Qual seu nome?", com o apelido? 

Há quem relate que Xuxa também é um nome bastante usado nos países africanos de língua portuguesa, por conta da influência da televisão. Não tenho dados sobre isso, portanto, não posso confirmar a informação. 

Com essa constatação, cabe a pergunta: mas afinal, o que é uma Xuxa?

Para minha consternação, sou de uma cidade que fica do ladinho de Santa Rosa, a cidade natal da Xuxa. Aqui, chamamos de "Xuxa" ou "Xuxinha" os rabicós ou elásticos para cabelo, ou então o penteado conhecido em outros lugares do Brasil como "maria-chiquinha". Suponho então que era a isso que o irmãozinho se referia quando pôs o apelido. Esse significado, porém, pode variar muito conforme a região do Brasil. 

O Dicionário de Nomes Próprios inovou bastante na sua interpretação: segundo esse site, Xuxa é um apelido eslavo para o nome Susana - que significa "lírio", assim, Xuxa significaria "pequeno lírio". Sobre isso, Shamaim esclarece:


Quando você joga Xuxa no Behind the Name, ele entende Zsusza, esse sim um apelido húngaro (não eslavo - o húngaro não é uma língua eslava) de Susana. Ou Xosé, forma galega de José... O menos seletivo Thinkbabynames registra o seguinte absurdo: "Nickname for Susana used by the hostess of a very popular children's TV show in Brazil."... Como se a Xuxa se chamasse Susana!

Claro que essa postagem está sendo feita a título de informação, não de aconselhamento, portanto, não queremos que você coloque o nome Xuxa no seu filho(a)! Ok? 


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domingo, 24 de setembro de 2017

Talíria

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Se você consultar a ferramenta Nomes no Brasil, do IBGE, perceberá que só há, em todo o Brasil, desde por volta de 1920, apenas 34 pessoas chamadas Taliria. Aí você pode se perguntar: como é que você catou esse nome para escrever? Ocorre que eu conheci uma dessas 34 pessoas. 

Pelo baixo número, não há gráficos de onde nasceram ou em que década. O certo é que nas listas atuais do BabyCenter ou da Arpen/SP não temos nada sobre Taliria em nenhuma grafia alternativa.

Pesquisando no Google, achei uma simpática candidata à vereadora da eleição de 2016 pelo PSOL em Niterói – RJ, chamada Taliria Petrone. E ela foi a candidata mais votada no que alguns sites andam chamando de “primavera feminista”.

Ninguém pode negar que é um nome absolutamente exclusivo. Eu mesma só conheci uma Taliria e é bem provável que a grande maioria dos brasileiros nunca tenham conhecido nenhuma. Mas então, de onde vem esse nome? Qual é sua origem? Qual é seu significado? Essa é uma missão para o Por Trás do Nome.  

Nem por isso uma missão fácil. Taliria não consta no Behind The Name e nem na maioria dos sites sobre nomes confiáveis em que pesquisamos antes de fazer os nossos posts. Aí dificulta, e podemos formular uma série de hipóteses, sendo a mais provável que tenham colocado a silaba “TA” antes do nome Líria, que refere-se à flor de lírio.



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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Kéfera



Bem, com certeza, nessa altura do campeonato, você já deve ter ouvido falar da youtuber Kéfera Buchmann, que provavelmente, é uma das únicas representantes do seu próprio nome. Eu devo confessar que nunca assisti um vídeo dessa criatura até o final, não li o livro que ela publicou e pouco sei da vida dela, mas como convivo o tempo todo com adolescentes e pré-adolescentes – especialmente crianças mesmo – não tem como desconhecer esse fenômeno do YouTube. Kéfera virou uma webcelebridade.

Kéfera começou a fazer sucesso em 2010, quando lançou o primeiro vídeo em seu canal do YouTube, o 5incominutos, e hoje conta com 9.168.634 de inscritos {na data em que escrevi essa postagem, ou seja, 14 de agosto de 2016, sendo que atualmente, deve ter bem mais^^}, e fora a quantidade de seguidores em outras redes sociais (Facebook, Instagram, etc.). Para ter noção da influência da Kéfera, milhares de jovens lotaram a Bienal do Livro do Rio de Janeiro para ver a paranaense, de apenas 22 anos, que autografou seu livro “Muito mais que 5inco minutos”, maior best-seller da 17ª edição da feira. Ela também vai estrelar o filme “É Fada”, baseado no Livro infantil “Uma fada veio me visitar”.

O que nos interessa, aqui no Blog Por Trás do Nome, é o nome da dita cuja: Kéfera.

Bem, o nome Kéfera me soa completamente inventado por pessoas que queriam ser originais e criaram um nome do zero. A ausência completa de pessoas chamadas Kéfera no mundo inteiro dão uma boa pista disso. Mas não é isso que pensa o site brasileiro Dicionário de Nomes Próprios: lá consta que Kéfera tem origem egípcia e significa “primeiro raio de sol da manhã”.

Nas palavras dos próprios autores do Dicionário de Nomes Próprios:

Esse é o nome de uma divindade de bastante relevo na mitologia egípcia, que é considerada a encarnação do Sol. Trata-se do Deus Kepri, o Deus do Sol (também conhecido como Kheper, Khepera, Khepra, Khepre ou Khepere). Ele simboliza a ressurreição e é representado pela imagem de um escaravelho em virtude do comportamento desse inseto que é usado como um talismã no Egito. (...) Estamos, sem dúvida, diante de um bonito nome predominantemente feminino no Brasil que reflete a simbologia do sol que se refere, especialmente, à força, à juventude e à perfeição. (...) No nosso país, tem como variantes gráficas Khéfera ou Képhera.

Como sempre, o Dicionário de Nomes Próprios está impossibilitado de comprovar as suas informações. Nos sites ingleses e franceses sobre nomes mais confiáveis que encontramos, não há nenhum indicio de que Kéfera seja um nome de origem egípcia muito menos que signifique “primeiro raio de sol da manhã”. Um significado poético, sem dúvida, mas posteriormente atribuído e fictício.

Quanto à isso, embora eu não entenda nada de mitologia egípcia, parece que existiu um deus egípcio chamado Khepri. Segundo o site “Egito Antigo”:

Khepri (também chamado Kheper, Khepera, Khepra, Khepre, Khepere) é o nome de uma divindade principal da mitologia egípcia. Khepri é associado com a imagem do escaravelho, cujo comportamento de ficar carregando bolas de estrume é comparado as forças que fazem mover o Sol.

Khepri veio a ser considerado gradualmente como uma encarnação do próprio Sol, e por isso tornou-se um deus do Sol. Para explicar para onde o Sol vai ao anoitecer, os egípcios antigos diziam que ele foi para o submundo (ou Mundo dos Mortos) e o Deus Khepri tinha que manter-se incessantemente empurrando o Sol para que ele nascesse novamente.

O deus Khepera criou-se a partir da matéria primordial ao dizer seu próprio nome, em seguida ele procriou os deuses Shu e Tefnut, formando a primeira trindade egípcia. De  Shu e Tefnut nasceram  Geb e Nut. Nut, esposa de Geb, foi a mãe de  Osíris,  Hórus,  Seth, Ísis e  Néftis, em um único parto.

Como o escaravelho deixa os ovos nos corpos mortos de vários animais, incluindo outros escaravelhos, e no esterco, daí emergindo para o nascimento, os antigos egípcios acreditavam que os escaravelhos estavam carregados da substância da morte. Por isso, associavam ainda Khepri ao renascimento, renovação e ressurreição. De fato, o símbolo do escaravelho Khepri em egípcio antigo significa tornar-se. Como resultado disso, quando o culto do deus-Sol rival Rá aumentou, Khepri foi identificado como uma variante de Rá (o aspecto do Sol na manhã ou madrugada).

Consequentemente, quando Rá e  Amon se tornou a identidade de um mesmo deus (Amon-Rá), determinou-se que Khepri era a forma de Rá quando jovem, em conflito com Nefertum, que era o Atum jovem. Isto tudo gerou uma cosmogonia onde Rá, como Khepri, foi resultado da atividade da Ogdóade e emergiu de uma flor de lótus azul apenas para ser imediatamente transformado em Nefertum que, depois de crescer, gerou a Enéade.

Khepri foi principalmente esculpido e pintado como um escaravelho, embora em alguns papiros funerários tenha sido representado como um homem com a cabeça de escaravelho. Ele também foi representado como um escaravelho numa barca solar segura por Num. Quando representado como um escaravelho, ele era normalmente posto a empurrar o sol através do céu durante o dia, bem como a empurrá-lo em segurança durante a noite, na passagem do Sol pelo submundo.

Como o aspecto de Rá, é particularmente prevalecente na literatura funerária do período do Império Novo, quando muitos túmulos do Vale dos Reis foram decorados com Rá como o disco solar, Khepri como o Sol na manhã ou madrugada e Atum como o Sol poente.

Em Trono de Fogo, o segundo livro da série As Crônicas dos Kane, de Rick Riordan, Khepri, na forma de um escaravelho, é uma das três formas em que Rá se dividiu, quando se retirou para dormir.

Sendo assim, Khepri gradualmente veio a ser considerado como uma encarnação do próprio Sol, e por isso tornou-se uma das formas do Deus do Sol. Segundo a Religião Egípcia, ele era responsável por "rolar" o sol para fora do Duat no final da sua jornada, também representava o renascimento diário de Rá. Assim, o significado atribuído de Kéfera de “primeiro raio de sol” poderia ser interpretativo, já que o dito deus rolaria o sol e seria responsável pelo seu surgimento todas as manhãs.

O site InfoEscola informa que:

Khepri era um dos vários deuses egípcios associados a animais. Seu nome significa escaravelho, e seu culto é citado nos textos encontrados nas pirâmides. O escaravelho tem por hábito botar seus ovos em esterco animal, assim como em corpos de outros escaravelhos mortos. Essa prática foi observada pelos egípcios e, daí, surgiu a noção de ressurreição e renascimento, associadas ao escaravelho.

Outra prática comum dos escaravelhos e que também foi observada pelos egípcios, é a de rolar bolas de esterco pela terra. Isso fez com que fosse associado ao deus Rá, que rola o Sol através do céu. Essa crença fazia com que os egípcios acreditassem que Khepri renovava o sol todas as noites para, no dia seguinte, apresentá-lo ao mundo, renovado.

Essa idéia de renovação associado ao escaravelho, foi levada tão a sério pelos egípcios que, aquele que trouxesse consigo uma imagem de um escaravelho, tinha garantido a persistência no ser e, se levasse essa imagem para a sepultura, teria certificado o direito ao renascimento para a vida.

Tido como amuleto preferido, os escaravelhos destinados aos mortos eram confeccionados com muito realismo, em pedra dura e colocados no lugar do coração, no peito das múmias, às vezes, incrustados numa moldura retangular. Estes amuletos já foram encontrados até no peito de certos animais tidos como sagrados pelo povo egípcio.


De qualquer maneira, ainda que se possa dizer que Kéfera seja uma forma feminina do nome desse deus egípcio, o significado seria "escaravelho", um besouro que fica rolando estrume, e não acho que isso é algo interessante para adotar como significado. 

E também não pode comprovar sobre a questão do uso do nome no Brasil: não encontramos nenhuma Kéfera nos dados do IBGE (Nomes no Brasil) que levou em conta pessoas vivas nascidas desde antes de 1930 até 2010, durante a pesquisa do Censo. Claro que o IBGE não levou em conta nomes com menos de 20 registros, já que a tal Kéfera famosa existe e não é nome artístico. Mas então, possivelmente, se ela não é a única, há menos de 20 pessoas até o ano de 2010.

Depois que ela ficou famosa, aí é outra história. Kéfera é o nome bem típico que uma fã adolescente que engravida e dá a luz à uma menina usaria para homenagear a “ídolo”, e que vai se arrepender quando for adulta. É possível comprovar isso, afinal, na lista da Arpen/SP de 2015 apareceram duas bebês meninas registradas como Kéfera. Isso só abrange o estado de São Paulo, então podemos imaginar que algumas a mais nasceram no Brasil, e principalmente no Paraná onde é o estado de origem da vlogger.

Quando Kéfera e sua mãe foram ao programa do Jô, elas falaram sobre o significado egípcio, mas admitiram que não acreditam que seja o significado real, praticamente admitindo que é inventado. De qualquer forma, Kéfera é um nome que realmente combinou com sua portadora, não dá para imagina-la com outro nome. O nome até intriga, pela sonoridade, contudo, só o fato de ser inventado já serve para eu o desclassificar.


Uma hipótese que podemos levantar é que seja uma alteração/elaboração do nome hebraico masculino Kfir ou Kefir, que significa “filhote de leão” em hebraico, sendo que o feminino deste seria Kefira, segundo o Think Baby Names.

 Pode ter acontecido da família ter apenas ouvido o nome, e não visualizado ele escrito, e interpretado a escrita como Kéfera.  Uma submissão no Behind The Name, diz que o nome coincide com uma palavra hebraica que significa "heresia, negação de Deus" (você pode confirmar essa informação digitando כפירה – Kefira – no Google Tradutor). Kefira é também a tradução literal para a palavra “iogurte” em russo. 




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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Elisana

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Evidentemente, uma junção bem sucedida entre Elisa e Ana, Elisana é um nome pouco comum no Brasil e usado raramente para mulheres.

Quando conheci a primeira Elisana fiz a suposição que as duas avós deveriam se chamar Elisa e Ana, e ao invés de criar um composto – Ana Elisa – para homenageá-las, os pais resolveram criar um nome só – Elisana. Que acabou se alastrando por aí, como nome legitimo.

Sendo uma junção, Elisa já foi trabalhado aqui no blog nesse post. Elisa é uma forma abreviada de Elisabeth. Este por sua vez deriva de Ελισαβετ (Elisabet), a forma grega do significado אֱלִישֶׁבַע ('Divina') do nome hebraico "Meu Deus é um juramento" ou talvez "meu Deus é abundância". A forma hebraica aparece no Antigo Testamento onde Elisheba é a esposa de Arão, enquanto a forma grega aparece no Novo Testamento onde Elizabeth é a mãe de João Batista.

Ana, um nome bem popular em praticamente todos os lugares do mundo, pelo menos no que tange o Ocidente, é bíblico, vem do hebraico Hannah (channah) e significa “graça, favor, cheia de graça”. Foi amplamente difundido pela tradição cristã como sendo o nome da mãe da Virgem Maria, embora não haja relatos bíblicos ou históricos que corroborem isso. 

Como qualquer um pode perceber, juntar “cheia de graça” com “meu Deus é um juramento” resulta numa frase meio sem pé nem cabeça. Quanto à significado, Elisana está bem prejudicado. Mas não podemos negar que a terminação em –ana, a familiaridade com Elisa, torna Elisana um nome muito simpático, daqueles com pouca chance de estranhamentos. Um nome que “já é de casa”.

Segundo os dados do IBGE, na ferramenta Nomes no Brasil, são 2.013 pessoas chamadas Elisana no território brasileiro no período da pesquisa (Censo 2010), a maioria nascidas nos anos 80, sendo que boa parte delas são do Amapá. A grafia Elizana tem 1.944 pessoas, e a maior taxa de frequência permanece no Norte do Brasil, desta vez em Roraima.

Não encontrei referências notáveis do nome, e nas listas recentes da Arpen/SP também não constam registros desse nome, seja em nomes simples ou compostos. Logo, um nome raro e bastante exclusivo para o momento.



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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Chalissa

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É curioso pensar que eu conheço duas pessoas chamadas Chalissa, ambas nascidas na mesma cidade que eu – um município pequenino no interior do Rio Grande do Sul – mas quando consulto os dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), não encontro nenhum registro desse nome.

Obviamente, o IBGE deixou claro que nomes com menos de 20 registros não constam no banco de dados, o que significa que essas duas moças chamadas Chalissa que eu conheço, fazem parte de uma seleta parcela da população que se chama assim, e cuja contagem não chega a dar conta dos dedos das mãos e dos pés juntos.

Inclusive, se colocar o nome “Chalissa” no Google vai resgatar exatamente essas duas pessoas que eu conheço, em termos de páginas em língua portuguesa, e alguns resultados em língua inglesa. Nem mesmo na lista da Social Security dos Estados Unidos de 2015, consta registros de Chalissa, e os americanos conseguem ser mais criativos que os brasileiros na criação e elaboração de nomes próprios.

No Behind The Name, Chalissa consta como uma elaboração a partir de Kalissa (este sim, tem 65 pessoas nos dados do IBGE). Porém, não consta o significado de Kalissa. Então, lamentamos muito, mas Chalissa possivelmente é um nome criativamente inventado e que não possui significado algum, mas aceitamos outras informações com fontes nos comentários, se quem estiver lendo por acaso as possuir.

Como conheço duas pessoas com esse nome, sempre achei fofo, delicado e charmoso. Chalissa me parece um nome bonito, comparando com vários outros femininos terminados em –issa como Clarissa, Larissa, etc. 




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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Janessa

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Janessa é um nome feminino usado em inglês, mas seu uso é moderno, sendo uma elaboração de Jane influenciado pela grafia de Vanessa. Jane é uma das várias formas femininas de João, que origina-se no hebraico e significa "Deus é Gracioso". Vanessa por si, já é um nome inventado. 

Nos Estados Unidos, Janessa está presente no top 100 feminino desde 1984, e em 2015, sua participação no ranking foi no 721º lugar, o que significou 390 registros. A grafia Janesa também existe nos EUA, mas com apenas 6 registros (Social Security). Já no Brasil, temos segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), 374 pessoas chamadas Janessa, com destaque para o estado de Alagoas. A maioria dos registros se deu nos anos 1990.

Na lista da Arpen/SP de 2015, não existe nenhum registro de Janessa como primeiro nome, mas há uma Mayara Janessa na lista de compostos, segundo elemento.

No filme Barbie e as 12 princesas bailarinas, Janessa é uma das princesas, e foi lá que ouvi o nome pela primeira vez. Há também uma personagem com o mesmo nome em Barbie e a Polegarzinha (Barbie Thumbelina, em inglês). Embora em geral, não seja uma grande entusiasta de nomes terminados em –essa, achei Janessa bem sonoro.

É interessante para quem gosta de Vanessa ou de Brunessa, mas não quer o primeiro por ser muito popular e o segundo por ser muito ousado. Janessa pode ser então, uma boa alternativa.


Janessa Dai é uma ginasta artística feminina de Singapura, que representa sua nação em competições internacionais. 



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domingo, 7 de maio de 2017

Manaísa


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É difícil formular uma possibilidade para origem e significado de Manaísa, a não ser a hipótese muito provável que tenha sido inventado a partir da junção de dois nomes. Manaí é uma palavra indígena, possivelmente originada do tupi-guarani ou de alguma ramificação deste tronco linguístico, que significa peixe-boi (uma variação de manati), mas não podemos dizer que Manaísa venha a ser uma variação.

No IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), não há dados sobre Manaísa, nessa ou na grafia Manaysa, o que significa que o nome tem menos de 20 registros em todo o Brasil desde 1930 até 2000. No facebook, encontrei algumas mulheres chamadas Manaísa, e assim perguntei por mensagem se elas sabiam a origem e significado do nome. Apenas uma delas me respondeu, dizendo que é uma junção do nome dos pais: Manassés e Isaura.

Por incrível que pareça, Mana é o nome de 175 pessoas no Brasil (IBGE), e mais surpreendente ainda: 25 dessas são homens. Além disso, 12.448 pessoas se chamam apenas “Isa”. O que corrobora bastante com a possibilidade de simplesmente terem juntado “Mana” e “Isa” para formar Manaísa. Pode ser também uma variante do (também inventado) nome Maraísa ou do indígena “Maraíra”.

Apesar de ser um nome provavelmente inventado, Manaísa não tem uma sonoridade pesada ou ruim, e sim, é bem tolerável. Infelizmente fica devendo, como todos os nomes adaptados ou junções, o seu significado ou origem. 



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sábado, 6 de maio de 2017

Jenessa

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Jenessa é uma nome do sexo feminino usado raramente em inglês. É uma combinação de Jen, adicionado o sufixo –essa, popular em nomes como Vanessa, por exemplo. Também pode ser uma combinação entre Jennifer e Vanessa, ou também provavelmente uma elaboração a partir de Janice.

Esse nome nunca entrou no ranking feminino dos Estados Unidos, mas no ano de 2015, segundo a Social Security, Jenessa teve 59 registros. Na lista da Arpen/SP temos registros de Vanessa e Brunessa, mas nenhum de Jenessa.

As pessoas que gostam de Vanessa e Brunessa podem se sentir atraídas pelo nome Jenessa, que pode ser uma alternativa diferenciada e exclusiva para nomear uma menina brasileira. Janessa também é uma opção, e nesse caso, este nome tem 374 representantes em todo o Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). 

Jenessa Grant é uma atriz canadense, nascida em 1988, que interpretou Lady Aylee em “Reign”.

Fonte:







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quinta-feira, 23 de março de 2017

Josiane

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Josiane é um nome feminino francês, originalmente um diminutivo de Josephine. Josephine é a forma inglesa, alemã e holandesa de Josefina, a forma feminina de José. O significado é "ele/ela irá adicionar", do hebraico יוֹסֵף (Yosef), que em grego ficou Ιωσηφ (Ioseph), e que aos poucos foi dando origem a diversas formas em muitos idiomas.

Outras linguagens: Josipa, Jozefina, Finka, Ina (Croata), Josefa (Checo), Josefine (Dinamarquês), Josephine, Jozefien (Holandês), Josephine, Jo, Joetta, Joey, Jojo, Joleen, Jolene, Josepha, Josephina, Josie, Posie, Posy (Inglês), Josefiina, Iina (Finlandês), Josefine, Josepha, Josephine (Alemão), Jozefa (Húngaro), Giuseppa, Giosetta (Italiano), Josefine (Noruega), Józefa, Józefina (Polonês), Josefa, Josefina (Português), Jozefína (eslovaco), Jožefa (esloveno), Josefa, Josefina (espanhol), Josefina, Josefine (Sueco).

Em termos de popularidade no mundo afora, Josiane não consta atualmente em nenhum ranking feminino, mas já constou na Suíça, do ano de 1937 (88º lugar) até o ano de 1956 (99º lugar), sendo que o ano em que Josiane teve a melhor posição por lá foi em 1945, no 47º lugar. Ou seja, enquanto aqui no Brasil Josiane parece ser um nome associado aos anos 80 e facilmente encontrado em mulheres de 20 a 30 anos, na Suíça é um nome muito comum entre as vovós.

No Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil), haviam 136.215 pessoas chamadas Josiane até a data do Censo de 2010. Esse total faz de Josiane o 121º nome feminino mais usado no país no período da pesquisa. O estado de maior frequência é o Paraná, onde estão 16.713 delas. Outras grafias estão constando no IBGE, como por exemplo, Josianne (254 pessoas), Josyane (378 pessoas), Josyanne (84 pessoas), Joziane (1937 pessoas), Josiani (3.124 pessoas), Josianny (58 pessoas), Josiany (382 pessoas), Joziani (102 pessoas).

A variação Josiana também consta com 6.657 pessoas, ao lado de Joziana (175 pessoas). Portanto, apesar de ser um nome singelo, Josiane abre espaço para a utilização de uma série de grafias diferentes.

Isso sem mencionar a grafia Joseane, que segundo o IBGE consta com 65.464 pessoas, sendo o 239º nome feminino mais usado até a data da pesquisa do Censo 2010. Além disso, no Brasil – eu desconheço a realidade em outros países – o nome Josiane acabou parindo outras variações com outros sufixos como Josiele, Josieli, Josielly ou Josiara.
Importa dizer que mais de 63 mil das Josiane’s existentes no Brasil nasceram nos anos 80, como referendado no início da postagem.

Quanto às listas recentes, Josiane desapareceu significativamente: no ano de 2014, na lista da Arpen/SP teve 19 registros, mas caiu para 9 em 2015 e voltou a cair para 8 em 2016. Portanto, um nome bem raro em bebês.

Josiane é um nome feminino, delicado e simples, que pode muito bem ser reaproveitado, embora tenha ficado muito associado à pessoas adultas por ter sido popular nos anos 80. 


Referências:

Josiane Balaskovic, atriz francesa;
Josiane Pouy, modelo francesa;
Josiane Vanhuysse, ciclista belga;
Josiane Kartheiser, jornalista, romancista e escritora de livros infantis;
Josiane Bost , ex-ciclista francesa;
Josiane Soares, atleta brasileira especializada no lançamento de martelo;
Josiane da Silva Tito, é uma corredora de meias distâncias brasileira;
Josiane Falco, uma judoca brasileira;
Josiane Castiau, ex-nadadora francesa;
Josiane Chen é ex-apresentadora de televisão luxemburguesa.
Josiane Patricia Soloniaina é uma lutadora de Madagascar;
Josiane Mathon-Poinat, senadora francesa;
Josiane Oderdengen Kruliskoski, Miss Brasil no ano de 2000;
Josiane Grunewald Marangon é uma ex-voleibolista indoor e de praia brasileira;
Josiane Belizário de Oliveira, participante do 9º Big Brother Brasil em 2009.






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quarta-feira, 22 de março de 2017

Kauane

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O pedido era sobre o nome Kauanny. Porém, essa grafia está bastante equivocada - como já foi explicado várias vezes nesse Blog que letras dobradas em lugares inexistentes e adição indiscriminada de "y", deixam qualquer nome muito menos elegante. 

Então vamos considerar Kauane. 

Bem, é bastante óbvio que essa é uma forma feminina de Kauã, sendo Kauã um nome indígena tupi-guarani que significa "gavião", popularizado imensamente pela fama do ator Cauã Reymond. Cauã era, na verdade, usado pelos indígenas para nominar todas as aves de rapina da família do gavião. 

Então temos Kauã que é um nome legítimo, existente, com origem e significado verificáveis. Então, nessa brincadeira, alguém resolveu "criar" um feminino: Kauane.

Alguns estudiosos também associam a origem do nome Kauane com a raiz finlandesa kauan, que quer dizer em português “longo” ou “comprido”. Eu conferi essa informação no Google Tradutor e realmente “kauan” em finlandês traduz como “longo”.

Além disso, colocando "kauane" no Google Tradutor descobrimos que essa palavra significa "duradouro" em estoniano. Que surpresa! 

No entanto, nomes finlandeses não são muito comuns no Brasil. Apesar da correspondência perfeita com o vocábulo “longo”, o mais provável é que os pais escolham esse nome pela sua sonoridade, tendo em mente a origem Tupi, apesar da grafia com “k”.


Ainda existe uma terceira hipótese sobre a origem do nome Kauane. De acordo com alguns pesquisadores, o nome teria surgido a partir do havaiano Kauana, que significa “guardiã dos segredos”. A hipótese desse último ter sido inventado para satisfazer o ego de pais que querem teimar que o nome não é inventado, é muito grande. Ainda mais que essa afirmativa está no Dicionário de Nomes Próprios. 

Até por que, a tradução no Google Tradutor para “Guardiã dos segredos” é kahu o na mea. Disso aí para Kauana é uma longa estrada, então, desconsiderem.  

Nem preciso dizer por que é um nome inventado: por que na lingua tupi-guarani e entre indígenas a fêmea do gavião não é "kauane", e o sufixo -ane é advindo da cultura europeia ocidental e jamais da cultura indígena. "Ane" não é um sufixo feminino indígena. Portanto, simplesmente fizeram uma salada de frutas, misturando um nome indígena masculino com um sufixo feminino comum de outra língua.

Porém, ainda que inexistente como nome tupi-guarani, Kauane (nessa grafia, né, colegas) significa "longo" em finlandês, do termo "kauan", e "duradouro" em estoniano, com essa grafia mesmo, "kauane". Podemos assumir esses significados sem maiores problemas, mas é bom lembrar que o nome aqui no Brasil surgiu como feminino de Kauã. 

Esse nome começou a ser registrado nos anos 80, mas em toda a década, não chegou a atingir 100 registros em todo o Brasil, segundo dados do Censo 2010 (IBGE, disponível na ferramenta Nomes no Brasil). Já na década de 90, esse nome pulou para 2.380 registros, e obteve um "boom" nos anos 2000, como já era de se esperar, passando de 22 mil registros. No total, são 24.144 mulheres chamadas Kauane, até a data do Censo. Isso faz dele o 510 nome mais registrado no Brasil no período da pesquisa. 

Porém, aí entra as grafias "alternativas". Posso dizer que Kauane é um dos nomes que mais tem possibilidade de estropiação, dado o número de grafias diferentes que os pais registram. Entre elas estão: Cauane (15.936 pessoas), Cauanne (155 pessoas), Kauanne (751 pessoas), Khauanne (32 pessoas), Kauanny (1.472 pessoas), Cauani (4.386 pessoas), Cauanni (21 pessoas), Cauanny (160 pessoas), Cauany (979 pessoas), Kauani (5.978 pessoas), Kauanni (104 pessoas), Kauany (6.443 pessoas), Kauhany (21 pessoas), Khauanny (22 pessoas), Khauany (44 pessoas).

Isso deu um trabalhão! 

- E eu nem mencionei as grafias com "w" (Kawane e afins). 

E você pensa que acabou? Só de curiosa digitei Kaoany, e achei 49 pessoas. Troquei as letras e digitei Kaoani e achei mais 61 pessoas. Ainda tem Kauana, e todas as variações possíveis com o sufixo -ana, como Kauanna, Kaoanna, etc. 

Se fôssemos somar todas essas grafias, com certeza Kauane pularia para o 330o lugar entre os nomes femininos mais usados. 

Como se trata de um nome "recente" no Brasil, ainda não temos referências importantes para citar aqui.