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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Irena

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Irena é um nome feminino, usado principalmente em países de línguas eslavas. É uma das variações do nome Irene, que origina-se no grego e significa “paz”. Uma das principais representantes do nome é a polonesa Irena Sendler, que foi ativista de direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, salvando milhares de pessoas dos nazistas.

Vem da palavra grega εἰρήνη (eirene), que significa "paz", "tempo de paz"; compartilha a etimologia com o nome masculino Irineu e é significativamente semelhante a muitos outros nomes, como Pace, Concordia, Mira, Frida, Shanti e Salomé.

Deve-se notar que na mitologia grega, Eirene é o nome da deusa da paz, uma das Horas, juntamente com Dike e Eunomia. O nome foi adotado pelos primeiros cristãos em referência à “paz dos irmãos em Cristo” e “paz celestial”, também sendo trazido por numerosos santos, ao que se deve a sua boa difusão, em várias línguas e em vários países distintos.

O nome foi comum no Império Bizantino, e em geral, sempre popular no Oriente Cristão. Em inglês, o nome não se tornou comum até o século XIX.

Diminutivos: Irenka (Polonês), Irenka (Checo), Ena (Croata)

Outras linguagens: Eirene, Irene (grego antigo), Irina (Bulgária), Irene (Dinamarquês), Irene (Inglês), Irene, Irina, Arja, Erja, Irja (Finlandês), Irène (Francês), Iria (Galícia), Irina, Irine (Geórgia), Irene (Alemão), Eirene, Irene (Mitologia Grega), Irén (Hungria), Eireen (Irlanda), Irene (Italiano), Irina (Macedônia), Irene (Noruega), Irene, Iria (Português), Irina (Romênia), Irina, Arina, Arisha, Ira, Irinushka (Rússia), Irene (Espanhol), Irene (Sueco), Iryna (Ucrânia);

No que diz respeito ao Brasil, há 2.834 pessoas chamadas Irena, com destaque para o Rio Grande do Sul, possivelmente onde a imigração polonesa foi mais forte, pois do total delas, 1.469 são gaúchas, além de 286 em Santa Catarina e 289 no Paraná. Ou seja, praticamente todas no Sul. A esmagadora maioria delas nasceu nos anos 40, ou seja, estão na casa dos 70 aos 80 anos.

Não temos dados de Irena em nenhuma lista recente do Brasil, ou seja, é um nome bonito, melodioso, com significado legal e tem o benefício de ser absurdamente original.

Nos Estados Unidos, Irena só entrou no top 1000 até 1893, ou seja, no século passado. Na República Checa, Irena esteve no ranking feminino até 2002 na 98ª posição. Supõe-se que ainda seja popular já que a República Checa só divulga a lista até o 100º nome mais usado.


Referências:

Irena Conti Di Mauro, jornalista, poetisa e escritora polonesa;
Irena Iłłakowicz, patriota e militar polonesa;
Irena Sedlecká, escultora checa;
Irena Szewińska, ex-velocista polonesa;
Irena Więckowska, nadadora polonesa;
Irena Dubrovna - a personagem protagonista do filme "Sangue de Pantera";
Irena era o nome da mulher gato no filme de 1942, interpretada por Simone Simon. 




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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Richenza





O Behind The Name dá Richenza como uma forma polonesa e inglesa medieval de Rikissa, que era um diminutivo comum sueco para nomes que começavam com rik-. O termo germânico rich/rik/Rick significa “poder, riqueza, leis”.


Quando encontrei esse nome no Blog Once Upon a Time Baby Names fiquei surpresa por que nunca tinha ouvido antes. O nome é tradicionalmente considerado como polonês, embora tenha vindo do norueguês antigo (Rikissa), enquanto outras fontes sugerem que ele poderia ter vindo de Ricarda.


O nome possui outras grafias, como Ryksa, Rixa, Richenza e Richenza. O nome Richenda evoluiu de Richenza, mas eu também não o conhecia. Há nomes relacionados, em parte, na cultura norte-americana: Richmay, Richemaya, Richma e Richilda.


Começando com a pessoa mais antiga que foi portadora desse nome, Richenza de Lotaríngia, descobriu-se que esse nome não é tão obscuro como pensávamos. Essa mulher nasceu por volta do ano 995, dentro da nobreza alemã e casou-se com o rei da Polônia da época. Embora seu marido não tenha conseguido um reinado muito longo, Richenza tornou-se freira e agora é conhecida como Santíssima Richenza de Lotaríngia.


Ela teve três filhos: Casimir I, o Restaurador; Ryksa, rainha da Hungria; e Gertruda, princesa de Kiev. Seus nomes descendentes passaram a governar poderosas dinastias, e quatro de seus descendentes tornaram-se santos: Irene da Hungria; princesa Margaret da Hungria; Kinga, a duquesa de Cracóvia e Elisabeth, princesa da Turíngia.


Passando para a próxima portadora, Richenza de Northeim, que era duquesa da Saxônia, a rainha da Alemanha e santa imperatriz romana, dando a esse nome um considerável peso histórico. Essa nobre nasceu por volta de 1087 e provou ser uma grande governante, lutando pelos direitos de sua filha e netos.


Outra portadora famosa dentro da nobreza foi Richenza de Berg, nascida por volta de 1095, era duquesa da Bohemia.

Em 1116 nasceu Richenza da Polônia, a princesa polonesa da Câmara dos Piast. Ela se casou três vezes, tornando-se princesa de Minsk também. Como Richenza de Lotaríngia, esta mulher também tinha ancestrais excepcionais - um dos quais era Ingeborg da França. Neta de Richenza da Dinamarca, nascida 1180, foi a rainha consorte medieval da Suécia, casada com o rei Eric X, e seu nome foi dado em homenagem a sua avó. Os  registros históricos demonstram que nos seis curtos anos que Eric estava vivo durante seu casamento, Richenza deu a luz à meninas, mas quando ele morreu ela estava grávida de seu último bebê, que acabou por ser um menino: o futuro rei da Suécia.



Ryksa de Castela e Leão nasceu em 1140, sendo condessa de Provence, e também condessa Richenza de Everstein, também conhecida como Richenza da Polônia. Em Castela ela era conhecida como Regina Riquilda.


Richenza von Northeim; c. 1085 - 10 de junho de 1141, traduzido pela Wikipedia portuguesa como Ricarda de Northeim, foi a consorte de Lotário II, duque da Saxônia, rei da Germânia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico.


Passamos então a Richenza da Suécia, esposa de Przemysl II da Polônia, conhecida como Ryksa Waldemarowna. Ela provavelmente teve um casamento feliz, sendo que o marido exigiu ser enterrado ao lado dela.

Por  último, citamos Elizabeth Richenza da Polônia, também conhecida como Eliska Rejcka  ou Ryksa Elzbieta, mas seu nome de nascimento era Richenza. Era filha de Richenza da Suécia e Przemysl II, e se tornou rainha consorte da Bohemia. Em seus últimos anos ela se concentrou em cultura, religião e construção de igrejas.



Inegavelmente, apesar de desconhecido para a língua portuguesa, ele é um nome que tem história. Porém, ele é traduzido automaticamente pela Wikipedia e pelo Google como Ricarda, logo, toda vez que procuramos por Richenza, somos bombardeados por uma quantidade enorme de Ricardas, o que não corresponde à realidade.


Simplesmente detesto a mania que se tem de traduzir nomes. Nomes não se traduzem. A Rainha Elizabeth não se chama Rainha Isabel, o nome dela é Elizabeth, e ninguém é ignorante ao ponto de não conseguir pronunciar Elizabeth. Assim com Richenza, que não tem necessidade nenhuma de traduzir como Ricarda.


Falando especificamente do nome, fico em dúvida se a pronúncia correta é Ri(que)nza como em Ricarda, ou Ri(chen)za como no italiano Francesca ou Vincenza. Confesso que prefiro a sonoridade da segunda opção, até por que nós brasileiros estamos extremamente habituados à nomes com vibe italiana. No caso da primeira opção, ele lembra a palavra riqueza, e não deixa de ser belo.