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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Otelo

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Othello, transliterado para o português como Otelo , é um nome masculino originário da Literatura. Possivelmente trata-se de um diminutivo italiano de Otho, um cognome romano de significado desconhecido. Este foi o nome de um imperador romano do século I, que permaneceu pouco tempo no trono. Shakespeare usou esse nome em sua tragédia Othello (1603), onde pertence a um mouro que é manipulado para matar sua esposa Desdêmona.

Algumas fontes dizem que Othello significa “próspero”, mas não há como comprovar isso com a consulta em nossas fontes mais frequentes. Mesmo a Wikipédia italiana não dá informações onomásticas sobre Othello ou Otelo . É uma pena que belos nomes sejam destruídos por histórias trágicas que as pessoas compõem. É preciso saber separar os nomes dos seus personagens. Uma das poucas referências internacionais que encontrei é Othello, um rapper italiano.

Pode parecer complicado nomear a partir de um personagem que matou a sua esposa, pois é difícil uma pessoa ter ouvido falar de qualquer outro Otelo  que não tenha sido o da peça de Shakespeare. Sendo o personagem antipático a um nível enorme, e praticamente sendo seu único homônimo famoso, é difícil pensar esse nome numa pessoa real. É um nome que também tem uma característica um pouco pomposa.

No Brasil, há 143 pessoas chamadas Otelo , segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), um número pequeno em comparação à outros nomes populares, mas significativo se considerarmos a sua associação. A maior taxa de uso é no Rio Grande do Sul, e a maioria dos nascimentos se deu nos anos 50.

Nas listas recentes não temos nenhum registro de Otelo  ou Othello, indicativo de que esse nome não está sendo usado no momento para bebês e crianças.

Referências:

Otelo  Rodrigues Rosa (1889-1956) — jornalista, escritor, poeta, historiador e promotor brasileiro;
Grande Otelo  (1915-1993) — pseudónimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata, cantor e compositor brasileiro;
Otelo  Caçador (m. 2006) — jornalista e cartunista brasileiro;
Otelo  Saraiva de Carvalho (n. 1936) — militar português ;

Otello Zeloni (1921-1973) — ator ítalo-brasileiro;





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sábado, 14 de abril de 2018

Dorinda

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Dorinda é um nome feminino, usado raramente em inglês, mas também em português. Basicamente é a combinação do nome Dora (que vem do grego “doron” e significa “presente”), com o sufixo –inda, comum em nomes femininos como Melinda, Belinda, Lucinda, etc.

Aparentemente, foi cunhado pelos escritores John Dryden e William D’Avenant para sua peça “The Enchanted Island” (1667). Na peça, uma livre adaptação de “A tempestade” de Shakespeare, Dorinda é a irmã de Miranda (e não é que forma um lindo par?).

Variantes: Dee, Dodie, Dólar, Dora, Dorean, Doreen, Dorine, Dory, Dot, Dottie, Dotty
Diminutivos: Doretta, Dorita

Formas Masculinas: Isadore, Isidore, Theodore

Outras Línguas / Culturas: Isidora, Teodora (antiga grego), Teodora, Todorka (búlgaro), Dorotea, Doroteja, Dora, chá (croata), Dorota (tcheco), Dorothea, Dorte, Dorthe, Teodora, Dorothée (Francês), Dorothea, Thea, Theda (alemão), Theodora, Dora (Grego), Dorottya, Teodóra, Dóra, Dorina, Dorka, Izidóra (húngaro), Theódora, Dóra (islandês), Dorotea, Teodora, Isidora (italiano), Dorothea (grego tardio), Dorotėja, Urtė (lituano) Teodora, Dorothea, Teodora (Português), Dorotéia (Teodora), Teodora (Romeno), Feodora (Português), Teodora, Todorka (Macedônica), Dorothea, Ea, Tea, Thea (Norueguês), Dorota, Teodora, Dosia Dorotea, Teodora, Dorotea, Teodora, Dorotea, Isidora, Doroteja, Isidora, Teodora, Dora (Sérvia), Doroteja, Teja (Eslovênia), Dorotea, Isidora, Ea, Tea, Thea (sueco)

No Brasil, apenas 200 pessoas se chamam Dorinda, de acordo com os dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). A década que reúne praticamente todas elas é 1940, e nenhum registro se verifica depois da década de 50. As Dorinda’s, hoje certamente vovós muito simpáticas, se concentram bastante no Rio de Janeiro.

Do mesmo modo, Dorinda entrou no ranking de nomes femininos mais usados nos Estados Unidos no ano de 1944, no 606º lugar (a melhor colocação que Dorinda atingiu no ranking ao longo de sua permanência nele), e continuou nele até 1969, quando fez sua última participação no 993º lugar.            

Referências:

Dorinda Thomas é a personagem de Sabrina Bryan nos filmes das Cheetah Girls. No livro Dorinda tem outro sobrenome: Rogers. 


Dorinda Grace Clark conhecida como Dorinda Clark-Cole (Detroit, Michigan em 19 de outubro de 1957) é uma Cantora e Compositora de Musica gospel estadunidense.




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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dulcinéia



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Dulcinéia é um nome feminino, a forma portuguesa do Dulcinea, cujo uso é predominantemente ligado à literatura. Derivado do espanhol Dulce (doce) com um sufixo feminino (néia/nea), este nome foi usado por Miguel de Cervantes em seu romance Dom Quixote (1605), onde pertence à moça que Dom Quixote ama, embora ela nunca apareça na história.

Por conta das características do romance, estudiosos discutem que Dulcinéia, no romance de Cervantes, não é uma pessoa concreta e sim, a projeção do ideal de mulher perfeita de Dom Quixote. Essa projeção estava em Aldonza, uma criada, e como esse era considerado um nome comum e rustico, Dom Quixote decidiu que seu interesse amoroso precisava de um nome mais digno e escolheu Dulcinéia.

Dulcinéia é, com certeza, um nome romântico. Em espanhol e italiano encontramos a variante Dulcinea.

No Brasil, ele é razoavelmente popular em mulheres adultas e/ ou idosas. Dulcinéia é o nome de 19.074 pessoas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), o que faz dele o 604º nome feminino mais usado no país no período da pesquisa. A maioria delas nasceu nos anos 60, e o estado de maior frequência é o Espírito Santo.

Como referência real podemos citar Dulcinéia Novaes, que é uma jornalista, repórter e apresentadora de televisão brasileira, e como referência fictícia temos Dulcinéia, uma das Irmãs Cajazeiras na novela O Bem Amado (1973), ao lado das suas irmãs Dorotéia e Judicéia. 




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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Nélida

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Nélida é um nome feminino de uso em espanhol, usado raramente em português, oriundo da literatura. Foi criado pela autora francesa Marie d’Agoult para seu romance semi-autobiográfico “Nélida”, escrito sob o pseudônimo de Daniel Stern. Nélida foi pensado, provavelmente, como um anagrama do seu pseudônimo Daniel.

Assim, Nélida é um nome literário, vindo diretamente dos livros para o mundo real. Embora nessas alturas já tenha pouca relação, é preciso dizer que Daniel é um nome hebraico cujo significado é “Deus é meu juiz”.

Na lista da Arpen/SP de 2016, uma pequena Nelyda foi registrada, porém, sua grafia alterada pelo uso do “y”.

Em termos de Brasil, Nélida é o nome de 1.229 pessoas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). A maioria delas nasceu nos anos 60, e a maior frequência fica por conta do Mato Grosso do Sul.

Referências:

Nélida Bilbao, atriz argentina;
Nelida Lobato, bailarina, atriz, modelo e vedete argentina;
Nelida Tirado, dançarina de flamenco americana.
Nélida Cuíñas Piñón, uma escritora brasileira, e imortal da Academia Brasileira de Letras, a qual já presidiu;
Nelida Milani, que em algumas publicações também usar o nome de casada Nelida Milani Kruljac é um escritora e linguista da minoria italiana na Croácia.
Nélida Sara Troncoso foi uma botânica argentina.





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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Zoraida

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Zoraida é um nome feminino usado predominantemente em espanhol. Talvez signifique “encantar” ou “amanhecer” na língua árabe. Este foi o nome de uma santa espanhola menor do século XII, convertida do Islã. O nome foi usado por Cervantes para um personagem no seu romance “Dom Quixote” (1606), no qual Zoraida é uma bela mulher moura de Argel que se converte ao cristianismo.

Possivelmente, sua fama no mundo hispânico se deve ao romance de Cervantes, e Zoraida passou a ser usado também na língua portuguesa, também na forma Zoraide.

No Brasil, Zoraida é o nome de 502 pessoas apenas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), sendo que a maior frequência fica por conta do Rio Grande do Sul. A maioria das mulheres chamadas Zoraida nasceram até os 60, depois dessa década os registros ficaram muito escassos. Soraida é uma grafia que detém 75 ocorrências no site do IBGE. É claro que por aqui a grafia Zoraide é muito mais usada, sendo o nome de mais de 8 mil pessoas de acordo com a pesquisa.

O som do nome iniciado com Z sempre soa um pouco áspero aos nossos ouvidos, mas isso é uma questão de costume, afinal, não há nada que diminua essa inicial. Só acho que a letra Z confere mais força e potência ao nome, portanto, inadequado para quem gosta de nomes femininos que façam o gênero “fofinho”. Por ter ficado restrito à uma geração, Zoraida é considerado datado e muito pouco utilizado hoje em dia.

Pela sonoridade e associação automática com o clima espanhol, Zoraida é um nome que me faz pensar em ciganos, em música e dança cigana, assim como os nomes Esperanza ou Esmeralda.

Temos duas óperas que mencionam esse nome: Zoraida di Granata é uma ópera composta por Gaetano Donizetti (1822), e Ricciardo e Zoraida é uma ópera de Gioachino Rossini. A escritora norte-americana Kate Chopin escreveu um conto intitulado “La Belle Zoraïde”, no qual a personagem é uma bela escrava mestiça.

Como referências podemos citar:

Zoraida Gómez, actriz mexicana conhecida por interpretar Jósy na telenovela Rebelde.
Zoraida Salazar, cantora lírica colombiana;
Zoraida Santiago, desportista porto-riquenha;






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domingo, 26 de novembro de 2017

Corisande

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Corisande é um nome literário, de significado incerto. Ele foi criado a partir do nome de uma personagem de lenda medieval, possivelmente registrado pela primeira vez na obra do escritor espanhol Garci Rodríguez de Montalvo.

Pode ter derivado de uma forma mais antiga do espanhol “corazón” (coração), em última instância derivada do latim “cor”, com a hipotética raiz em Coratione ou Coraceone. Ou também, pode derivar do nome grego Chrysanthe, a forma feminina de Chrysanthos, significando “flor de ouro”, pela combinação dos elementos gregos χρυσεος (chryseos) "dourado" e  ανθος (anthos) "flor".

Como um apelido, foi usado por uma amante do Rei Henrique IV da França: Diane d’Andoins (1554-1620), la Belle Corisande.

Seu uso pode ter sido difundido pela ópera de Jean Baptiste Lully, chamada “Amadis” (baseada na obra de Garci Rodríguez de Montalvo), na qual esse nome pertence à amante do príncipe Florestan.

O nome Corisande também foi usado por Benjamin Disraeli para uma personagem da sua peça Lotário (1870).


O uso é praticamente literário, afinal, pelo menos no que diz respeito à países de língua portuguesa, o nome Corisande não encontra repercussão. No IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), nem em qualquer outra lista, antiga ou recente. 




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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Aladdin

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Aladdin, ou em português, Aladin ou Aladim, é um nome masculino vindo da Literatura. É a forma inglesa de Ala Al-Din, este é o nome de um menino travesso em um dos contos de “As 1001 noites”. Ele está preso em uma caverna, deixado lá por um mago, mas escapa com a ajuda de um gênio da lâmpada.

Significa "a excelência da religião" do árabe علاء ('ala) "Excelência, elevação" combinado com دين (din) "religião, fé". Outros sites dizem significar “nobreza da fé”. Este era o nome de vários sultões de Delhi. Em outras línguas temos Ala al-Din (árabe), Aldin (Bósnia) e Alaattin (turco). Em alguns sites portugueses encontramos a versão Aladino.

Na Wikipédia, temos a Sinopse do conto original de Aladim em “As 1001 noites”:

Aladim é nascido na China, entendido na Idade Média árabe como a parte da Rota da Seda que compreendia a região do Quirguistão e Sinkiang (no noroeste da atual China). O conto possui diversas edições, mas a maioria delas preserva o teor central do enredo. Na versão do francês Antoine Galland, que inspirou as variadas traduções nos diferentes idiomas no Ocidente, o protagonista Aladim é descrito como um jovem adolescente que se recusa a aprender o ofício do pai, que é alfaiate, sendo descrito por sua mãe como imaturo, "esquecido que não é mais criança". Mesmo depois da morte do pai, quando tinha quinze anos, ele não se modifica – é travesso e prefere brincar a trabalhar. Por este motivo, é também descrito como mau e desobediente.

Aladim mantém-se despreocupado com uma definição para sua vida até ter um encontro com um feiticeiro ou mágico, que o procurava. Este encontro foi determinante para modificar sua trajetória. O mago, possuidor de muitos poderes e capaz de realizar muitos feitos, procura Aladim como um auxiliar eficaz para concretização de uma meta específica – obter uma "lâmpada maravilhosa", uma lamparina semelhante àquelas utilizadas na iluminação doméstica, mas que continha um "gênio" (em árabe djin) que a habitava e que era capaz de realizar todo e qualquer desejo a ele dirigido. A lamparina com o gênio era para o mago um recurso mágico que lhe daria mais poderes e que lhe permitiria realizar os desejos irrestritamente; mas ela estava guardada no interior de um jardim encantado, em uma espécie de gruta ou caverna, que continha muitas jóias e moedas de ouro.

O mago pede a Aladim que entre na caverna misteriosa para retirar de lá a lâmpada e, em troca, lhe oferece uma fortuna. Entrega-lhe um anel mágico para sua proteção. Aladim entra na caverna e pega a lâmpada, mas o mago tenta ludibriá-lo na saída da gruta, e ele acaba preso na caverna com a lâmpada. O gênio que habitava a lâmpada se manifesta após um gesto acidental de esfregá-la, e concede a Aladim a realização de seus pedidos, que são todos consumados. Um dos desejos de Aladim foi o de se tornar um príncipe e desposar a princesa, filha do sultão. Ao transformar radicalmente sua realidade pessoal tornando-se príncipe, transforma-se em adulto, casa-se e passa a ser o governador de seu reino. Mas antes ainda enfrenta duas provações.

A primeira é quando o feiticeiro, tempos depois, retorna e, fazendo-se passar por um mercador excêntrico que "troca lâmpadas velhas por novas", consegue obter a lâmpada mágica da mulher de Aladim e ordena ao gênio que transfira o palácio de Aladim para sua terra, o Magreb africano. Felizmente, Aladim conserva o anel mágico, invoca seu gênio, ao qual pede que o transporte ao Magreb, onde mata o feiticeiro, recupera a lâmpada e traz de volta seu palácio.

Tempos depois, o irmão do feiticeiro resolve vingar aquela morte, assassinando uma velha asceta e curandeira e, "usando os trajes dela e imitando-lhe os modos", engana a mulher de Aladim e se introduz no palácio. Aladim, alertado pelo gênio da lâmpada, mata o impostor. Doravante, "levou com a esposa [...] uma vida plena de felicidade, alegria e regozijo, até que lhe adveio o destruidor dos prazeres e separador das gentes".

Este é  mais famoso conto, em parte pelas inúmeras adaptações para o teatro, a ópera, o cinema e a televisão, incluindo o desenho animado estreado em 1992.


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Na sexta temporada da série de TV Once Upon a Time, Aladdin é procurado por Jasmine, princesa de Agrabah, para encontrar uma arma chamada "Diamante Bruto", que livraria o reino do temível Jafar. Porém, um acidente põe a vida dos heróis em risco, revelando que Aladdin tem poderes de luz e é o Salvador de Agrabah.

No Brasil, a primeira coisa que lembro depois do personagem Aladim é a dupla sertaneja Alan & Aladin. Na verdade Alan se chama Edmilson Fernandes Machado, e o Aladim se chamava José Nascimento Cardoso, que faleceu em 1992. A dupla ainda existe, mas o Aladim é interpretado por outro cantor.

Apesar de caricato, esse nome tem representantes no Brasil. Aladim é o nome de 549 pessoas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), enquanto Aladin é o nome de 367 pessoas. Os picos de registros se deram nos anos 50. A versão Aladino é o nome de 178 pessoas.




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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Missandei

 
Missandei, na série Game of Thrones

Quem leu os livros de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, sabe que a poderosa mãe dos dragões Daenerys Targaryen (ou se preferir, Daenerys Stormborn, a Não Queimada, Rainha de Meereen, Rainha dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Khaleesi do Grande Mar de Grama, Rompedora de Algemas e Mãe de Dragões), encontra Missandei como uma escrava, que tem muita habilidade em falar vários idiomas, e por isso é usada pelo seu dono como tradutora.

Porém, quando a Rainha encontra Missandei em Astapor, nos livros, ela não passa de uma garotinha de cerca de 10 anos. Na série, ela é apresentada já como uma mulher na fase adulta, interpretada pela atriz Nathalie Emmanuel. Nos livros, ela assume várias passagens principais, e na série, a personagem tem crescido a cada temporada.

“A pequena escriba com os grandes olhos dourados era possuidora de uma sabedoria bem para lá da idade. E também é corajosa. Teve de ser, para sobreviver à vida que teve” — Daenerys Targaryen

“Ela se apoiava tanto na pequena escriba que frequentemente se esquecia de que Missandei completara apenas onze anos” — Daenerys Targaryen

“Onze anos de idade, mesmo assim Missandei é mais esperta do que metade dos homens nesta mesa, e mais sábia do que todos eles” — Barristan Selmy, comparando Missandei ao Conselho governante de Meereen.

Sobre o nome, sendo uma invenção recente para um mundo fictício que se assemelha à Europa medieval, nenhuma etimologia real ou alegada é conhecida. Podemos formular várias hipóteses, entretanto, para as inspirações de George R.R Martin.


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Uma palavra parecida é misand, que quer dizer “areia” em malgaxe. Pode ser que, remotamente, George tenha se inspirado nessa palavra. Como ele já deu entrevista dizendo que usa dicionários de nomes para bebês para inventar o nome dos seus personagens, é possível que ele tenha inspirado-se em outro nome já existente.

“Miss” é uma palavra em inglês, que pode tanto significar um pronome de tratamento, no caso, “senhorita”, ou então, um verbo, passando perto do significado “perder” ou “sentir saudade”. Além disso, Missie é um apelido inglês para Melissa. Enfim, o que podemos fazer é especulação. Ou quem sabe, um fã mais ousado, pode mandar um e-mail pedindo à George R.R Martin o significado dos nomes que ele usou.

Ele poderia fazê-lo, já que Tolkien, a quem ele tanto admira, sempre deixou muito explicito o significado do nome dos seus personagens. De todo modo, no momento, só temos considerações, então ficaremos devendo o significado desse belo nome literário, que poderia, sem nenhum constrangimento, ser aplicado na vida real.

Quem tiver qualquer informação sobre o nome Missandei, por favor, deixe-a nos comentários ou entre em contato com os administradores do Blog. 






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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Elanor .

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Elanor é um nome criado por Tolkien para seu universo literário. Elanor significa “estrela do sol” em Sindarin, a língua élfica. Em “O Senhor dos Anéis”, esse é o nome dado à filha mais velha de Sam, sendo que o livro refere como sendo o nome de uma flor.

No ano de 2015, nos Estados Unidos, segundo a lista da Social Security, nasceram 61 meninas chamadas Elanor. Em termos de Brasil, nos dados do IBGE, não há nenhuma Elanor citada (Nomes no Brasil, Censo 2010). Não há nenhuma menção em listas recentes. Isso demonstra o quanto Elanor é original por aqui!

Para nós pode parecer masculino por causa da terminação comum à nomes de homens, como Agenor ou Antenor, mas em Portugal deve soar muito familiar, dada a imensa popularidade do nome feminino Leonor – uma das variantes de Eleonora. Não vejo problema no seu uso no Brasil, sendo apenas uma questão de hábito.

É claro que fica muito perceptível que a criação do nome Elanor passa muito perto do nome Eleonor/Eleonora, usado há muito tempo em vários países, em diferentes grafias, sendo um dos nomes mais tradicionais e clássicos de todos os tempos. Elanor vem a ser também uma variante mais original e sensível do mesmo nome, a meu ver.

Além de ser uma flor em Senhor dos Anéis, Elanor passa a ser o nome da filha de Sam, nomeada por sugestão de Frodo, continuando a tradição de nomes de flores da família de sua esposa, Rosie. Em território de língua inglesa, a maioria das pessoas chamadas Elanor tem seu nome proveniente da devoção dos pais à obra de Tolkien.

Uma curiosidade é que Elnora, Lenora e Lorena são anagramas do nome Elanor.

Até onde posso avaliar, Elanor é um nome especial para uma menina especial. Além de carregar a magia e o encantamento do universo literário de Tolkien, ainda possui consigo o tempero clássico e sofisticado da semelhança com Eleonor(a). É charmoso, elegante, mas ao mesmo tempo possui uma pitada de um mundo fantástico e imaginativo.

Adoraria conhecer uma pequena chamada Elanor!




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sábado, 29 de julho de 2017

Cosette




Ele foi criado por Victor Hugo para seu romance Os miseráveis, baseado no frances “chosette”, que literalmente quer dizer “coisinha”, “pequena coisa”, da palavra “chose”, ou seja, “coisa”. Além de ser um nome que não fica muito agradável em termos de sonoridade na língua portuguesa, o significado é pouco promissor. No romance, o verdadeiro nome da personagem é Euphrasie. Em italiano temos a variante Cosetta enquanto em polonês, a variante é Kozeta.

Cosette é o nome da famosa personagem de Les Miserables. Cosette é apresentada como uma pobre criança amplamente maltratada pelo casal que a acolhe a pedido de Fantine, sua mãe. De uma frágil e assustada menina, Cosette passa, sob a guarda de Jean Valjean, a uma formosa e apaixonante mulher na vida de quem o destino promete escrever uma comovente história de amor. No filme de 2012, ela foi interpretada por Amanda Seyfried.

Cosete é o nome de 40 pessoas no Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, censo 2010), sendo que não há dados sobre Cosette, o que provavelmente significa que tem menos de 20 registros. Há também 27 pessoas chamadas Cozete.


Embora não tenhamos dados especificamente sobre a França, na Itália, sua variante Cosetta é o nome de 5.602 pessoas, o 712º nome mais usado por lá, segundo o Mapa dei Nomi, do site Nomix.it;

Obviamente, existe o benefício literário e artístico do nome, que vem junto com a obra de Victor Hugo, mas mesmo assim, eu imagino que há nomes literários que se encaixam melhor em língua portuguesa.


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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Tyrion

O ator Peter Dinklage como Tyrion


Notadamente, se tem alguma coisa que George R.R Martin é, em suas obras literárias, é na escolha e criatividade dos nomes dos seus personagens. O seu mais recente sucesso, Crônicas de Gelo e Fogo, foi adaptado para uma série televisiva chamada Game of Thrones (Jogo dos Tronos), e conta com vários desses exemplos. Uma blogueira norte-americana brincou que os livros de Martin são verdadeiros guias de nomes, e não deixa de ser verdade.

Um dos personagens que tem um nome bem interessante e que caiu nas graças do público – tanto dos livros quanto da série – é Tyrion, o Duende, o terceiro filho de Twin Lannister, anão e muito esperto.

O Behind The Name diz que Tyrion é uma variante de Tyrian, este, por sua vez, derivado do latim Tyrianus, “de Tyre”, ou “Tiro”, como a chamamos em português, uma cidade antiga fenícia que está localizada no atual Líbano, na costa do Mar Mediterrâneo. Hoje a cidade se chama Sur. O nome da cidade em si é dito derivar de uma palavra semita que significa “rocha”. Nos tempos antigos, a cidade era famosa por conta de um corante vermelho arroxeado chamado “púrpura de Tyre”, também conhecido como “roxo real”, “purpura imperial” ou “corante imperial”.

Infelizmente, essa informação está no Behind The Name submetida por usuários, por isso, perde bastante da sua confiabilidade. Não há nada que comprove que Tyrion tenha sido criado a partir do nome da cidade de Tyre (Tiro), embora na obra de George Martin há uma cidade chamada Tirosh, e um povo chamado Tiroshi, que pintam os cabelos e barba de várias cores, o que pode ser uma referência.

Na verdade, Tyrion seria uma homenagem do autor à obra de Tolkien, sendo que na obra deste último, Tirion é o nome de uma cidade construída pelos elfos, que significaria “atalaia”, a cidade em Valinor no alto do monte Túna.

No Brasil, não temos registros de Tyrion pelo menos no que diz respeito aos dados do IBGE ou da Arpen/SP, pelo menos por enquanto. Nos Estados Unidos, porém, o anão mais amado da série inspirou o nome de 62 meninos nascidos no ano de 2015 (Social Security). Na Inglaterra, em 2014, foram 17 bebês nomeados a partir do antológico personagem.

De qualquer modo, para quem gosta das obras de Martin ou para quem é fã da série, não vejo maiores problemas no nome Tyrion, acho inclusive charmoso e de bom gosto. É facilmente pronunciado em português, e certamente já teria sido sucesso estrondoso caso fosse transmitido pela TV aberta – sabemos o quanto a televisão aberta influencia os nomes das pessoas através das novelas, por exemplo – portanto, se você gosta, não há motivos para hesitar.

Logicamente, além da cidade em Tolkien e do nosso querido personagem em Martin, não temos outras referências reais para enumerar. Quem sabe daqui há 20 ou 30 anos, nossos Tyrion’s se tornem tão espertos e perspicazes quanto os personagens e adquiram a fama na nossa versão democrática do “jogo dos tronos”? Tudo isso é uma possibilidade, mas sem dúvida, a referência literária é boa e o personagem, melhor ainda. 





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sábado, 22 de julho de 2017

Cyrano

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Possivelmente, Cyrano foi derivado do nome de uma antiga cidade grega, Cyrene ou Cirene, que estava localizada no norte da África. Outras teorias dizem que ele poderia derivar do nome Cyrus, ou uma abreviatura de Sigiranno, um nome germânico que significa algo como “corvo da vitória”.

Edmond Rostand utilizou esse nome em sua peça Cyrano de Bergerac, exibida em 1897, personagem baseado em uma pessoa real, Savinien Cyrano de Bergerac, um satírico francês do século 17. Hector Savinien de Cyrano de Bergerac se tornou mais conhecido pelos muitos trabalhos de ficção que têm sido feitos sobre sua vida. Nessas histórias, ele é sempre retratado com um grande nariz, em especial na peça feita por Edmond.

É, portanto, um nome recente, de tradição literária, popularizado na Itália e em outros países, especialmente os de idioma inglês. Um exemplo real do uso do nome é Cyrano Snidero, um jogador de futebol italiano.

No Brasil, há 40 pessoas do sexo masculino chamadas Cyrano, somados à 196 pessoas chamadas Cirano, sendo que este tem maior destaque no Rio Grande do Sul, e a maioria dos nascimentos na década de 70. Cyrano ou Cirano tem um som agradavelmente hispânico, e pode se encaixar no gosto dos brasileiros.

Ainda assim, é importante lembrar que possivelmente esse nome tenha sido um sobrenome muito antes de tomarmo-nos como nome próprio.

O nome tem abundância de representações nas artes: Cyrano, uma ópera de Damrosch (1913), Cyrano, um musical por David Shire e Maltby Jr (1958), Cyrano, um musical de Michael Lewis e Anthony Burgess (1973), um musical holandês intitulado “Cyrano: The Musical”, que estreou na Broadway em 1993, e por fim, Cyrano, uma ópera de David DiChiera de 2007.

Cyrano também foi o nome dado à uma cratera de impacto lunar que se encontra no lado mais distante da Lua. 




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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Clarinda

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Clarinda é um nome feminino que, obviamente, é uma combinação do nome Clara com o popular sufixo feminino –inda. Foi usado pela primeira vez por Edmund Spenser em seu poema épico “A Rainha das Fadas” (1590). Portanto, trata-se de um nome literário. Clara é um nome de significado literal.

No Brasil, Clarinda é o nome de 7.926 pessoas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), o que faz dele o 1.078º nome feminino mais usado no Brasil segundo uma escala da pesquisa compreendendo o período de 80 anos entre 1930 a 2010.

A década de maior número de nascimentos foi 1950, e o estado de destaque é o Mato Grosso do Sul. Na verdade, é um nome bem sulista, uma vez que RS, PR e SC, respectivamente, somam 2.357 Clarinda’s do total existente. Na lista da Arpen/SP de 2015, há apenas 1 registro de Clarinda.

Quanto à popularidade nos outros lugares do mundo, aparentemente Clarinda é pouco difundido. Ele já esteve no ranking dos Estados Unidos, mas ainda no século XIX ele desapareceu e não retornou mais. A primeira vez que Clarinda aparece é no primeiro ranking norte-americano divulgado, em 1880, na 679ª posição, e fecha sua participação em 1897, na 867ª colocação. Entre esses anos, Clarinda esteve presente em 1883, 1884 e 1886, somente.

Clarinda foi uma poeta peruana que viveu no início do século 17, além de Clarinda Sinnige, uma ex-goleira de hóquei da Holanda; Clarinda da Costa Siqueira é uma poetisa sul-rio-grandense que viveu ao longo do século XIX.

Recentemente, Michel Teló e Taís Fersoza anunciaram o nome da primeira filha, Melinda. Isso talvez venha a fazer com que o nome seja mais usado e a própria terminação –inda seja mais considerada. Clarinda, de modo geral, é parecido, e ainda leva o começo do nome Clara, que é extremamente popular no Brasil e principalmente, nos dias de hoje. Clarinda, portanto, pode ter potencial.

Embora eu nunca tenha lido “A Rainha das Fadas”, ainda assim, o fato de ter sido um nome criado para um personagem literário é um ponto positivo, que pode servir de referência para a criação da identidade de uma criança. 





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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lucíola

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Lucíola é um nome literário, com grande repercussão especialmente na Literatura Brasileira. Esse é o título do quinto romance do escritor brasileiro clássico José de Alencar, publicado em 1862. Esse romance inicia uma série em que José de Alencar, onde ele traça caracteres femininos, expostos a contradições e antagonismos psicológicos.

Esse é o resumo oferecido pela Wikipédia:

Seduzida ainda jovem por um homem devasso em um momento de dificuldades e infortúnio em que precisava de dinheiro para salvar os familiares doentes, Maria é expulsa de casa pelo próprio pai, trocando então seu nome de Maria da Glória para Lúcia. Lúcia começa a viver como uma prostituta caprichosa, explorando seus ricos amantes, por quem manifesta um claro desprezo. Um dia conhece Paulo da Silva, um jovem pernambucano que chega ao Rio de Janeiro e se apaixona por ela. Esse afeto sincero faz com que a verdadeira natureza de Lúcia venha à tona. E essa luta entre a força regeneradora do amor puro e uma vida de pecados e devassidão que José de Alencar focaliza com muito vigor. Dedicando-se de corpo e alma ao amor de Paulo, que foi capaz de compreender e perdoar seu passado, Lúcia encontra pela primeira vez na vida a tão almejada paz de espírito. Mas, vitimada por uma doença fatal, vem a falecer na flor da idade, cercada pelos carinhos de Paulo, a quem encarrega de cuidar - como pai - de sua irmã mais nova, Ana.

A descrição da personagem é que Lúcia é uma mulher de 19 anos, que tem a profissão de cortesã, uma das mais ricas da cidade. É extremamente bonita e elegante, sendo cobiçada pelos homens e invejada pelas mulheres. Pela sua profissão, é muito mal falada pela cidade, e então as pessoas não sabem quem ela realmente é por dentro. Tem os cabelos anelados escuros e grandes olhos negros. É muito profunda e reflexiva, tendo assim grande complexidade psicológica.

Outras referências também são artísticas:

Lucíola, o Anjo Pecador, um filme;
Lucíola - uma personagem da telenovela Essas Mulheres, interpretada pelas atrizes Lúcia Bicallo e Maria da Glória Assunção;

É provável que José de Alencar tenha juntado o nome Lúcia, que significa “luz” em latim, com o sufixo diminutivo que está presente, por exemplo, em Fabíola. Então, o significado de Lucíola seria então “luzinha” ou “pequena luz”.

No Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010) Lucíola é o nome de 1.282 pessoas no Brasil. O destaque é para o estado do Ceará, e a maioria das mulheres chamadas Lucíola nasceram nos anos 70 e estão na casa dos 40 anos.

Já na lista da Arpen/SP de 2015, não consta nenhum registro de Lucíola (com ou sem acento).


Um benefício bem claro do nome Lucíola é que é muito difícil abrir margem para estropiação. Além disso, é um nome que lembra um clássico da literatura de José de Alencar, que demonstra cultura e erudição por parte dos pais. Se obras literárias tem um significado para a família, melhor ainda. É um nome raro e interessante para ser usado em dias atuais, e tem sido subestimado em termos de uso. 



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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Valíria

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O mundo inteiro abriga uma incontável quantidade de fãs das Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R Martin, além de duas outras obras "O Cavaleiro dos Sete Reinos" e "O mundo de gelo e fogo", que conta a história de Westeros, uma terra medieval onde algo desequilibrou as estações, que duram anos e anos, e no lugar onde senhores nobres lutam pelo Trono de Ferro. A história tem sido adaptada para a televisão, na série Game of Thrones, exibida pela HBO. 

Uma das coisas que mais chama atenção nesse universo de George R.R Martin são os nomes: quem é apaixonado por onomástica não pode deixar de perceber o cuidado que ele tem ao escolher o nome de cada personagem, a maioria inclusive são inventados, mas parecem reais e até tem ares de nobreza como se realmente um dia tivessem existido. Não só o conjunto de nomes criado por Martin é fabuloso - quase um Guia de Nomes para Bebês - como também os topônimos: os nomes que ele deu aos lugares do seu mundo ficcional são fantásticos.

E um dos que mais salta aos meus olhos é Valíria (em inglês, Valyria), que foi o nome dado ao antigo continente de onde originaram-se os Targaryen, grande casa que governou Westeros depois de tê-lo conquistado com o uso de três dragões. 

Fica muito claro que George R.R. Martin inspirou-se no latim Valerius, apenas trocando algumas letrinhas. Este vem da palavra "valere", que signfiica "ser forte". Basicamente, os valirianos descobriram como domar os dragões, usar magia e dominaram todo um continente, mas um grande cataclisma, conhecido como "A perdição", destruiu todo o continente deixando apenas o "mar de fumaça" em seu lugar. George R.R Martin já declarou que inspirou-se na lenda de Atlântida para escrever sobre a Valíria. 

Esse nome é tão viável que, inclusive, há 296 pessoas chamadas Valíria no Brasil, com destaque absoluto para o sul, mais precisamente 82 em Santa Catarina e 109 no Rio Grande do Sul, segundo o IBGE (Nomes no Brasil). As nossas mulheres chamadas Valíria nasceram, em boa parte, na década de 60. Não encontrei nada sobre Valyria, a versão em inglês original dos livros. 

Muitos fãs da série já andam cogitando dar nomes dos personagens de GoT aos seus bebês, mas nem sempre os nomes são adequados à língua portuguesa. Acho Daenerys estupendo, e andam nascendo muitas no Reino Unido e Estados Unidos, porém, a pronúncia aqui é complicadinha e acabariam dizendo - aliás, como dizem os dubladores - "Danéris". Outro que vem ganhando adeptos é Arya, mas não vejo maiores problemas nesse. Então, Valíria para mim é super viável.

Assim, Valíria pode ser uma ótima opção para os fãs, especialmente aqueles leitores viciados que tem escancarada predileção pela Casa Targaryen. Além do mais, parece muito com Valéria, um nome bem tradicional e conhecido dos falantes da língua portuguesa. 


Saiba Mais:




Livros:

Crônicas de Gelo e Fogo – Submarino
O Mundo de Gelo e Fogo – Submarino

O cavaleiro dos sete reinos – Submarino



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sábado, 11 de março de 2017

Belphoebe

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Belphoebe é um nome feminino, que origina-se na literatura. Se trata da combinação de “belle” (bela, bonita) com o nome Phoebe. O nome foi usado por Edmund Spencer no seu poema “The Faerie Queene” (1950) – “A rainha das fadas” em tradução livre. A personagem é uma representação alegórica eternamente jovem da Rainha Elizabeth I. Phoebe é a forma latinizada do nome grego Φοιβη (Phoibe), que significa “brilhante, pura”, da palavra grega φοιβος (Phoibos).

Na mitologia grega, Phoebe era uma titã relacionada com a lua. Era um epiteto também de sua neta, a deusa da lua Ártemis. O nome aparece na carta de Paulo aos romanos, no Novo Testamento, onde ela pertence a uma ministra da Igreja em Cencréia. Na Inglaterra, começou a ser utilizado como um nome após a Reforma Protestante. Uma lua de Saturno tem esse nome, em honra à Titã.

Por interpretação, podemos dizer que Belphoebe significa “bela lua” (se considerarmos a titã relacionada à lua), “belamente pura” ou “bela e brilhante”.

Outras linguagens: Phoibe (grego antigo), Phebe, Phoebe (Bíblico), Phoibe (grego bíblico), Phoebe (latim bíblico), Febe (holandês), Phebe, Phoebe (inglês), Phoebe, Phoibe (Mitologia grega), Febe (Italiano), Febe (espanhol).

Como um nome anglófonos de pronúncia completamente diferente do que lemos automaticamente em português, Belphoebe é bastante inviável para uma menina com mãe e pai brasileiros que irá viver toda sua vida no Brasil ou em outro país de língua portuguesa. Entretanto, me parece um nome fabuloso e original se a pessoa tem alguma ligação com a língua inglesa ou pretende morar no exterior.

Para nós, acredito eu, soa peculiar e bastante estranho, mas não completamente antipático, pois tem um significado lindo e sonoridade parecida com alguns nomes já tradicionais (especialmente a parte do Bel, já que “fibe” não é se encontra em nome algum).

Nos Estados Unidos, no ano de 2015, foram registradas 1109 meninas chamadas Phoebe, entretanto, nenhuma Belphoebe consta na lista. 

O nome escrito é que cativa, não a sua pronúncia. Falado, os sons de “bel” e de “Phoebe” conflitam, diferenciam-se demais um do outro, não fluem juntos, e até combatem-se entre si. Há alguns nomes da literatura que não conseguem saltar tão facilmente das páginas dos livros e poemas para a realidade.





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