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sábado, 2 de dezembro de 2017

Oriane

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Oriane é um nome feminino francês, uma variante do nome Oriana. Este nome é bastante popular na França recente: Oriane está no 283º lugar no último ranking divulgado, do ano de 2010, e está presente em todos os rankigns franceses divulgados até o momento. Entretanto, ele já foi mais popular: no ano de 2000, estava na 146ª posição.

No Brasil, segundo dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), Oriane é o nome de 315 pessoas apenas, sendo que o estado de maior frequência é o Amapá. Das Oriane’s nascidas no Brasil, a maioria veio ao mundo na década de 80.

“Oriens” é a palavra latina para o “Oriente”, e essa é a origem apontada por algumas fontes para o nome Oriane. No entanto, o consenso é que possivelmente Oriane seja derivado do latim “aurum”, que quer dizer “ouro”, ou então de seus derivados, como “oro”, no espanhol. 

Na lenda medieval, Oriana era a filha de um Rei da Inglaterra que se casou com o cavaleiro Amadis de Gaula. Alguns sites apontam que Oriane ou Oriana é simplesmente uma junção de Oria e Ana.

Oriane não tem representação nas listas recentes do Brasil, e parece não encontrar muita repercussão fora da França. Ainda assim, é um nome facilmente escrito e compreendido em várias línguas e muito adaptável à língua portuguesa.

Uma portadora famosa é a atriz francesa Oriane Bonduel, além de Orianne Garcia, uma personalidade francesa do mundo virtual; Oriane Rebours, uma canoísta profissional francesa; Oriane Amalric, uma jogadora de futebol francesa.






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sábado, 30 de setembro de 2017

Alix

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Alix é um nome feminino, usado principalmente em francês, sendo uma variante medieval francesa de Alice, este sendo uma elaboração a partir do nome germânico Adelaide. Adelaide a forma francesa do nome germânico Adalheidis, composto pelos elementos Adal (nobres) e heid (tipo, espécie).

Apesar de ter a maior pinta de nome em latim, na verdade, não tem nenhuma ligação com essa língua. Alix também é usado como sobrenome.

Existem variações em outros idiomas:

Adalheidis, Adelais (germânico antigo), Alicia (Catalão),Heidi (Dinamarquês), Adelheid, Aleid, Aleida, Alida, Elke (holandês),Aliisa, Alisa, Alli, Heidi(finlandês), Adelaide, Alice, Alix , Alison (francês), Adelheid, Ada, Aleida, Alida, Elke, Heida, Heidi (Alemão), Adelaida, Aliz, Ada, Alida (Hungarian), Ailis (irlandês), Alise(letão),Aleit (Baixo alemão), Aalis (Francês medieval), Heidi (norueguês), Adelajda, Alicja, Ada (Polish), Alisa(russo), Aileas(escocês), Alica (Eslováquia), Adelaida, Alicia (espanhol), Heidi (sueco ), Alis (Galês)

A popularidade de Alix está concentrada principalmente na Bélgica e na França. Na Bélgica, no último ranking divulgado (2014), Alix era o 77º colocado entre os nomes para meninas, enquanto na França, era o 102º colocado no mesmo ano. Uma curiosidade é que na França Alix também é usado para meninos, e aparece no ranking masculino na 345ª posição.

Já no Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), Alix é o nome de apenas 144 mulheres encontradas ao longo de todo o período que abrange a pesquisa (basicamente, a partir de 1920 até 2010).

Alice é um nome largamente utilizado entre a nobreza francesa. A própria Czarina Alexandra, esposa do último Czar da Rússia, nasceu como a Princesa Alix de Hesse. Além dessa, podemos citar Alix, duquesa da Bretanha, Alix da França, uma princesa francesa do século 12, ainda a Princesa Maria Alix da Saxônia, outra chamada Princesa Alix de Ligne, além de várias outras.

Alix é uma série de história em quadrinhos criada por Jacques Martin em 1948, cujo enredo se passa na época do Império Romano, em lugares como Roma, Gália, Mesopotâmia, África e Ásia Menor. Geograficamente falando, temos uma cidade chamada Alix no Canadá e outra na França.

Como Alix está muito popular no Brasil, tendo ficado em primeiro lugar na lista do BabyCenter do ano de 2015, desbancando Sofia que estava lá há anos no topo, Alix pode ser uma excelente alternativa. Ele se adapta perfeitamente ao português, uma vez que sua pronúncia e grafia não é difícil de ser decifrada, mesmo pelas pessoas mais simplórias em termos de linguagens. A forma de dizer Alix não difere muito da forma como falamos Alex, um nome masculino largamente utilizado no país.

Referências:

Alix Bauer, cantora mexicana;
Alix Bidstrup, atriz australiana;
Alix Bosco, escritora de ficção criminal neozelandesa.
Alix Bushnell, atriz neozelandesa;
Alix Combelle, clarinetista francesa;
Alix Dobkin, cantora e compositora americana;
Alix Mathon, novelista haitiana;
Alix Olson, poeta americana;
Alix Kates Shulman, romancista americana;
Alix Smith, fotógrafa americana;
Alix Wilton Regan, atriz inglesa.





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domingo, 27 de agosto de 2017

Margot




Margot, por vezes aportuguesado como Margô, é um apelido francês para Margaret ou Marguerite. Este por sua vez origina-se do nome latino tardio Margarita, baseado no grego antigo “margarites”, originalmente um empréstimo do sânscrito “manyari”, que significa “pérola”. Mais tarde foi também associado também à flor da “margarida”. Assim, seu significado é análogo ao nome Perla, por exemplo.

Margot é um nome bastante internacional, conhecido em vários países, sem riscos de problemas caso um dia more-se no estrangeiro, e ao mesmo tempo, é um nome bem conhecido no Brasil e nos outros países falantes da língua portuguesa. Nos Estados Unidos, ele esteve no 592º lugar em 2015, e também esteve presente nos rankings mais recentes da Inglaterra, Bélgica e França.

No Brasil, é um nome raro, mas conhecido. Margot é o nome de 697 pessoas segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), sendo mais frequente no Rio Grande do Sul. As Margot’s brasileiras são, em maioria, oriundas da década de 60. A grafia Margoth tem 21 pessoas, e o aportuguesamento “Margô” tem 592 pessoas, também mais frequente entre gaúchos.

Na lista da Arpen/SP de 2015 há apenas 4 registros de Margot.

Dentro do mundo de ficção e animação, Margot é o nome de umas das filhas do Gru, em Meu Malvado Favorito 1 e 2.

Podemos dizer que Margot é um nome de rainha, se considerarmos que Marguerite de Valois, esposa de Henrique IV, rei da França, foi conhecida como Rainha Margot, apelido que seus irmãos lhe deram quando era criança.

Referências:

    Margot Fonteyn, bailarina inglesa;
    Margot Grahame, atriz inglesa;
    Margot Hielscher, cantora, atriz e apresentadora alemã;
    Margot Honecker, politica alemã;
    Margot Käßmann, teóloga luterana alemã;
    Margot Kidder, atriz estadunidense;
    Margot Sikabonyi, atriz italiana;

    Margot Wallström, política sueca; 





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sábado, 29 de julho de 2017

Cosette




Ele foi criado por Victor Hugo para seu romance Os miseráveis, baseado no frances “chosette”, que literalmente quer dizer “coisinha”, “pequena coisa”, da palavra “chose”, ou seja, “coisa”. Além de ser um nome que não fica muito agradável em termos de sonoridade na língua portuguesa, o significado é pouco promissor. No romance, o verdadeiro nome da personagem é Euphrasie. Em italiano temos a variante Cosetta enquanto em polonês, a variante é Kozeta.

Cosette é o nome da famosa personagem de Les Miserables. Cosette é apresentada como uma pobre criança amplamente maltratada pelo casal que a acolhe a pedido de Fantine, sua mãe. De uma frágil e assustada menina, Cosette passa, sob a guarda de Jean Valjean, a uma formosa e apaixonante mulher na vida de quem o destino promete escrever uma comovente história de amor. No filme de 2012, ela foi interpretada por Amanda Seyfried.

Cosete é o nome de 40 pessoas no Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, censo 2010), sendo que não há dados sobre Cosette, o que provavelmente significa que tem menos de 20 registros. Há também 27 pessoas chamadas Cozete.


Embora não tenhamos dados especificamente sobre a França, na Itália, sua variante Cosetta é o nome de 5.602 pessoas, o 712º nome mais usado por lá, segundo o Mapa dei Nomi, do site Nomix.it;

Obviamente, existe o benefício literário e artístico do nome, que vem junto com a obra de Victor Hugo, mas mesmo assim, eu imagino que há nomes literários que se encaixam melhor em língua portuguesa.


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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Clélia

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Embora Clélia tenha semelhança com Célia e Cecília, eu considero a repetição do “L” um pouco complicada de pronunciar, por isso talvez esse nome tenha adquirido difusão moderada entre brasileiros.

Na mitologia romana, Clélia é uma figura mitológica feita refém por Porsenna. Em algumas versões do mito, Clélia, com outras nove meninas, foi dada a Porsenna pelos romanos, para fazer um pacto de paz entre eles e os etruscos. Clélia encorajou suas amigas para escapar do acampamento etrusco e atravessar o Rio Tibre a nado. Ao fazê-lo, Clélia permaneceu nas margens do rio para ver as meninas em fuga. Uma sentinela de Porsenna (ou ele próprio) encontrou a menina e entregou-a Porsenna, que a libertou fascinado pela sua coragem.

Clélia origina-se do latim Clelia, forma feminina do nome Cloelius, de origem desconhecida. Algumas fontes levam em conta a raiz grega “kleos”, que significa “fama”, “glória”, tornando-se da mesma família de Hercules, Cleópatra, Clio e Tecla, propondo-se o significado “glorioso”, “famoso”. Se assim for, o nome é semelhante em termos de significado à Berta, Clizia e Shohreh. Como variantes temos Clélie (francês), Cloelia (latim), Klelia (polonês).

Clélia é o nome de 11.389 pessoas no Brasil, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). O destaque fica por conta do Rio Grande do Sul, onde há a maior taxa por 100 mil pessoas do Brasil, e as décadas que acumularam maior número de nascimentos foi 50 e 60. Klelia, escrito com K, tem 105 representantes em todo o país. Não são números grandes: Clélia, com esse número de registros de 1930 a 2010, se constitui como o 826º nome feminino mais usado durante esse período da pesquisa do Censo.

Jardim Clélia foi o nome dado a um bairro no distrito do Jabaquara, na cidade de São Paulo. Uma portadora ilustre no Brasil é Clélia Bernardes, foi a esposa do ex-presidente brasileiro Artur Bernardes e a primeira-dama do país.

Referências:

Clelia Barbieri, religiosa e santa italiana;
Clelia Bernacchi, atriz e dubladora italiana;
Clelia Bompiani, pintora italiana;
Maria Clelia Cardona, poetiza e escritora italiana;
Clelia Durazzo, botânica italiana;
Clelia Farnese, dama da nobreza italiana;
Clelia Garibaldi, escritora italiana;
Clelia Giacobini, micro bióloga italiana;
Clelia Grillo Borromeo, dama da nobreza italiana;
Clelia Lollini, médico italiano;
Clelia Matania, atriz italiana;
Clelia Merloni, religiosa italiana;
Clelia Romano Pellicano, escritora e jornalista italiana;
Clelia Rondinella, atriz italiana;
Clelia Sarnelli Cerqua, arabista e islamista italiana;
Clelia Maria Josepha Strepponi, verdadeiro nome de Giuseppina Strepponi, soprano italiana;
Clelia Tini, nadadora de San Marino;

Clelia Vannucchi Pedani, pintora e escultora italiana.





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domingo, 16 de julho de 2017

Claudete & Claudette

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Claudette é o diminutivo francês feminine de Cláudio, que é um nome romano que significa “coxo, manco”. Há também a variante Claudine, também em francês, e em outras línguas temos:

Claudia (Roma Antiga), Claudia (Bíblica), Klavdiya (Bulgária), Klaudija (Croata), Klaudie (Checo), Claudia (holandês), Claudia, Gladys (Inglês), Claudia (Alemão), Claudia (Italiano), Klaudia (Polonês), Cláudia (Português), Claudia (Romênia), Klavdiya, Klava (Rússia), Klaudia (eslovaco), Klavdija (Esloveno), Claudia (Espanhol), Klavdiya (Ucraniano), Gladys (galês).

Nos Estados Unidos, Claudette se manteve dentro do ranking de 1930 a 1973, sendo que nesse ano fechou sua participação no 872º lugar, e não voltou a aparecer.

No Brasil, Claudette foi aportuguesado como Claudete, sem o “t” duplo, nome este que tem 61.804 pessoas, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), número este que faz esse nome ser o 248º nome feminino mais usado no Brasil. O estado de destaque é Santa Catarina, e a maioria dos registros aconteceu nos anos 70. A variante Claudette tem apenas 232 pessoas em todo o Brasil, ao longo de todo o período que a pesquisa abrangeu (1930-2010).

 É um nome que ficou demarcadamente associado à década de 70, uma vez que mais de um terço das Claudete’s brasileiras nasceram nessa década. Então, hoje em dia é praticamente impossível encontrar um bebê ou uma criança pequena assim chamada. Ainda assim, Claudete teve um registro na lista da Arpen/SP de 2015.

Referências:

Claudete Troiano é uma apresentadora de televisão, atriz e jornalista brasileira.
Claudete Joubert é uma atriz brasileira, uma das musas da pornochanchada e do "cinema pancadaria"
Claudette Soares é uma cantora brasileira.
Claudette Colbert foi uma atriz americana, mais conhecida por seu desempenho em It Happened One Night.
Claudette Carbonneau, uma líder sindical de Quebec;
Claudette Colbert é uma atriz americana naturalizada francesa;
Claudette Colvin, uma mulher negra norte-americana do Alabama, que em 1955, com a idade de 15 anos, se recusou a deixar seu assento a um homem branco em um ônibus de Montgomery em violação das leis locais;
Claudette Dion é uma cantora canadense, irmã de Celine Dion;
Claudette Werleigh, uma política haitiana que foi primeira-ministra do país, de 7 de Novembro de 1995 a 07 de fevereiro de 1996.




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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Charline

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Charline é um nome que possui 844 representantes no Brasil, segundo dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010) entre 1930-2010. Não é um número muito expressivo, mas temos destaque nos estados do Rio Grande do Sul (243 delas) e Santa Catarina (116 delas). Os dados também nos informam que a década de maior número de nascimentos foram os anos 90, quando nasceram quase 400 meninas do total. 

Além de Charline, temos a grafia Charlyne (23), Sharline (96) e Sharlyne (20). Das grafias com registros menores, nenhuma é legítima.

Charline é um diminutivo francês de Charles (Carlos) que vem do nome germânico Karl e significa “homem”.

Outras Linguagens: Charlize (Africano), Carolina (Germânico Antigo), Carla (Catalão), Karla, Karolina (Croata), Karolína (Checo), Karla,Charlotte, Karolina, Karoline, Lotte (Dinamarquês), Carla, Carola, Carolien, Charlotte, Lotte (Alemão), Carla, Carlene, Charla, Carolina, Charleen, Charlene,Charlotte, Lottie, Sharla, Sharleen, Sharlene, Tottie, Totty (Inglês), Karoliina (Finlandês), Carla, Carola, Karla, Carolin, Charlotte, Karola, Karolina, Karoline,Lotte (Alemão), Karola, Karolina (Húngaro), Séarlait (Irlandês), Carla, Carola, Carlotta, Carolina (Italiano), Karolina (Lituano), Karolina (Macedônico), Karla,Charlotte, Karolina, Karoline, Lotte (Norueguês), Karolina (Polonês), Carla, Carlota, Carolina (Português), Karolina (esloveno), Carla, Carlota, Carolina (Espanhol),Carola, Karla, Carolina, Charlotta, Charlotte, Karolina, Lotte, Lottie (Sueco).

Em termos de popularidade em redor do mundo, Charline entrou no ranking dos Estados Unidos em 1907 e saiu em 1948, mas nunca com popularidade que mereça crédito. Sua maior popularidade rondou o 500º lugar, e no último ranking em que constou, estava na 908ª colocação. Pudera, visto que o diminutivo favorito de Charles entre os ingleses é Charlotte.

Já na França a situação é diferente, visto que no último ranking divulgado, em 2010, Charline ostentava o confortável 107º lugar, o que nos diz que ele é bem usado mas não constituindo um popular exacerbado entre franceses.

Como referência, podemos citar Charline Labonté, uma medalhista olímpica de ouro na modalidade hóquei no gelo, nos anos de 2006, 2010 e 2014. 




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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Odette & Odete

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Odette é um nome feminino francês.  Na verdade, é um diminutivo francês de Oda ou de Odilia. Este foi o nome dado à princesa que se transforma em cisne no balé “O lago dos cisnes” (1877), de Tchaikovsky.

No caso da primeira opção, Oda é a forma feminina de Odo, que é um nome germânico originado de “aud”, ou seja, “riqueza, fortuna”. Já na segunda opção, Odilia deriva do elemento germânico “odal”, que significa “pátria”.

Outras linguagens: Auda, Oda, Odila, Odilia (Germânico antigo), Odelia, Odetta, Ottoline (inglês), Oda, Odilie, Ottilie, Ute (alemão), Odeta (Lituano), Otylia (Polonês), Odalis, Odalys (espanhol), Ottilia (sueco).

No mundo, Odette já esteve presente nos rankings dos Estados Unidos e da Suíça. No Brasil, são 1.594 pessoas chamadas Odette, com destaque para o Rio de Janeiro, especialmente nos anos 30.

Porém, os brasileiros apreciaram mesmo a grafia aportuguesada, Odete, que tem 68.467 pessoas em todo o Brasil, de acordo com o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). A maioria delas nasceram no Paraná, e na década de 50 foi especialmente frequente acontecerem registros de Odete. É claro que 215 engraçadinhos registraram Odethe.

Referências

Odette Bancilhon, astrônoma francesa;
Odette Bedogni, verdadeiro nome de Delia Scala, atriz e bailarina;
Odette de Champdivers, também conhecida como Oudine ou Odinette, amante de Carlos VI da França;
Odette Drand, esgrimista francesa;
Odette Laure, atriz francesa;

Odette Yustman, atriz estadunidense;



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domingo, 11 de junho de 2017

Claudine




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Claudine é um nome feminina francês, que se constitui como uma das formas femininas de Cláudia, que deriva do nome romano Claudius, este por sua vez, com um significado pouco auspicioso: “manca” ou “coxa”.

Variante em francês: Claudette

Forma masculina francesa: Claude

Outras linguagens: Claudia (Romano antigo), Claudia (Bíblica), Klavdiya (Bulgária), Klaudija (Croata), Klaudie (Checo), Claudia (holandês), Claudia, Gladys (Inglês), Claudia (alemão), Claudia (Italiano), Klaudia (Polonês), Cláudia (Português), Claudia (Romênia), Klavdiya, Klava (Russo), Klaudia (eslovaco), Klavdija (Esloveno), Claudia (espanhol), Klavdiya (Ucraniano), Gladys (galês).

Este nome já constou nos rankings dos Estados Unidos e da Suíça. Nos Estados Unidos, apareceu pela última vez no ano de 1975, na 916ª posição. Antes disso apareceu durante muitos anos, mas nunca em posições de liderança.

No Brasil, há 2.120 pessoas chamadas Claudine, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). A maior frequência está no Rio Grande do Sul, e o maior número de nascimentos se deu na década de 70. Estranhamente, 682 desses são homens. Já na Suíça, foi um nome bastante popular de 1928 até 1959, período no qual esteve dentro dos 100 nomes femininos mais usados. No último ano que apareceu no ranking, fechou sua participação na 90ª posição.

 Os brasileiros, entretanto, preferiram a variante Claudina, que tem 5.295 pessoas em todo o Brasil, com destaque absoluto para os anos 70, e também maior taxa de nascimentos entre gaúchos. Parece ser um nome tipicamente sulista, em suas duas variações. 

Referências:

Claudine Auger, atriz francesa;
Claudine Dupuis, atriz francesa;
Claudine Guérin de Tencin, dama da nobreza e escritora francesa;
Claudine Longet, atriz e cantora francesa;
Claudine Monteil, escritora e feminista francesa;
Claudine Rhédey von Kis-Rhéde, membro da nobreza húngara, esposa do duque Alexandre de Württemberg;
Claudine Rinner, astrônoma francesa;
Claudine Schaul, tenista luxemburguesa;
Claudine Schneider, política e ambientalista estadunidense;

Claudine Thévenet, religiosa francesa.





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sábado, 10 de junho de 2017

Chantelle

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Chantelle é um nome feminino, usado especialmente em inglês, como uma das variantes possíveis de Chantal. Outras variantes incluem Chantel, Shantel e Shantelle.

Ele deriva de um nome francês, por sua vez derivado do nome de uma localidade, que significa “pedregosa”, “rochosa”. Mais tarde, ele foi associado com a palavra francesa “chant”, que significa “canto, música”. Ele passou a ser usado, em boa parte, em honra à Santa Jeanne-Françoise Frémiot de Chantal, fundadora da Ordem da Visitação.

Ele este presente em vários rankings de países distintos, mas não recentemente. Nos Estados Unidos, por exemplo, apareceu pela última vez em 1995, na 966ª posição. Também acontece algo parecido com os rankings da Inglaterra, Canadá, Irlanda do Norte e Escócia.

Não é um nome muito apreciado no Brasil. Entre os brasileiros, ele não consta no IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), nem na lista recente da Arpen/SP. É possível que algumas pessoas se chamem Chantelle no Brasil, mas se isso ocorre, tem menos de 20 registros ao longo de todo o tempo que compreende 1930 a 2010 (pesquisa do IBGE).

Referências:

Chantelle Anderson, jogadora de basquete Americana naturalizada libanesa;
Chantelle Handy, jogadora de basquete britânica;
Chantelle Michell, mergulhadora australiana;
Marie-Chantale Demaille, esgrimista professional francesa.
Chantel Tremitiere, jogadora e treinadora de basquete norte-americana;
Shantel VanSanten, atriz estadunidense;




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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Blanche

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O nome Blanche é feminino, e é usado em francês e inglês. Ele deriva de um sobrenome medieval francês que significa “branco” ou “justo”. É possível que esse nome e seus cognatos em outras línguas derivem da palavra germânica “blanc”, de mesmo significado.

Uma portadora famosa viveu no século 12, e se chamou Blanche de Navarra, a esposa de Sancho III de Castela. Sua neta, com o mesmo nome, casou-se com Luis VIII da França, e assim esse nome se tornou mais comum na França.

Como variantes, podemos considerar Blanka (croata), Branca (português), Bianka (alemão), Bianca (italiano), Blanca (espanhol). Quanto à popularidade em redor do mundo, Blanche já esteve no ranking dos Estados Unidos e Canadá, embora não recentemente, mas na França, no ano de 2014, ocupou o 279º lugar.

No Brasil, por mais surpreendente que isso possa parecer, Blanche é o nome de 118 pessoas, todas nascidas na década de 60 e a maioria esmagadora delas em Rio de Janeiro e São Paulo, segundo o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010).

Apesar do nome Bianca ser extremamente popular no Brasil, aposto muito mais em Blanca do que em Blanche como alternativa à ele. Blanche tem uma pronúncia um pouquinho diferente da esperada em português, por isso pode gerar confusões. Além disso, não acho muito charmosa essa sonoridade de “x” no final do nome. Lembra “blush”.

Referências:

Blanche Amblard, tenista francesa;
Blanche Bingley, tenista britânica;
Blanche Howard, nobre britânica
Blanche Lincoln, política norte-americana;
Blanche Roosevelt, soprano e escritora norte-americana;
Blanche Somerset, nobre britânica;
Blanche Sweet, atriz norte-americana;
Blanche Whiffen, atriz de teatro britânica;

Blanche Wyndham, nobre britânica;




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quinta-feira, 23 de março de 2017

Bernardine & Bernadine

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Bernardine é um nome do gênero feminino, uma das formas francesas femininas de Bernardo, análoga à Bernadette. A grafia Bernadine também está correta. Em outras linguagens temos Bernarda (croata), Bernadett (húngaro), Bernardetta, Bernardina (italiano), Bernardita (espanhol). Bernardo, por sua vez, vem do germânico e significa “forte como um urso”.

Apesar de ser um diminutivo feminino de Bernardo, ele pode ser também aplicado à homens (como no caso de São Bernardino de Siena, um missionário franciscano), mas na maioria das vezes é um nome dado à mulheres.

Nos Estados Unidos, a última vez que Bernardine aparece no ranking de 1000 nomes femininos mais usados foi em 1944, na 936ª posição. Depois disso, ele não aparece mais no ranking anual, e também não consta nos rankings de outros países.

Já no Brasil, Bernardine não consta no banco de dados do IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010). Consta, entretanto, o nome Bernardina, com 2.988 pessoas, com maior frequência no estado de Santa Catarina, e maior número de ocorrências nos anos 1940; Da mesma forma, a variante Bernadina – sem o acréscimo do “r” – tem 2.707 pessoas ao todo no Brasil.

Algumas referências:

Bernadine Oliver-Kerby (nascido em 14 de junho de 1971) é uma emissora de Nova Zelândia
Bernardine Esugi, é uma política da República Democrática do Congo.

Bernardine Dohrn era uma líder do Weather Underground (um grupo terrorista americano de 1960).




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quarta-feira, 22 de março de 2017

Bernadete

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Bernadete é a forma portuguesa de Bernadette, um diminutivo francês de Bernardo. A difusão desse nome pelo ocidente se deve em parte, à devoção à Santa Bernadete, uma menina que disse ter visto dezoito visões de Nossa Senhora numa gruta da cidade de Lourdes. 

Em outras linguagens temos Bernarda (croata), Bernadett (húngaro), Bernardetta, Bernardina (italiano), Bernardita (espanhol). Bernardo, por sua vez, vem do germânico e significa “forte como um urso”.

No Brasil, a variante que mais pegou foi Bernadete. Ao todo, considerando a totalidade do território brasileiro desde antes de 1930 até 2010, conforme o IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010), Bernadete é o nome de 36.023 pessoas, com destaque para o estado de Santa Catarina, e maior número de registros na década de 1960. Isso torna Bernadete o 393º nome feminino mais usado no país.

Temos pessoas que se chamam Bernadete mas com várias outras grafias, por exemplo Bernadeth (498 pessoas), Bernadethe (90 pessoas), Bernadet (202 pessoas), e também as grafias com acréscimo de “R”, possivelmente influenciadas pela variante italiana (Bernardetta): 5.082 pessoas que se chamam Bernardete, e ainda, Bernardet (29 pessoas), Bernardeth (49 pessoas), e assim por diante.

A própria variante francesa Bernadette tem 212 pessoas. Somando isso tudo, com certeza o nome estaria bem melhor posicionado. Nos Estados Unidos, a última vez que Bernardette constou no top 1000 foi em 1993, na 895ª posição, mas foi um pouco mais popular na década de 1920. Outro país onde Bernadette aparece no ranking é a Suíça, onde ele aparece por último em 1968, no 91º lugar.

Quanto ao sentimento em relação ao nome no Brasil de hoje, Bernadete ou qualquer das suas variantes não é considerado um nome feio, estranho ou difícil, mas sim, um nome datado, essencialmente associado à mulheres nascidas na década de 60 e por isso bastante ultrapassado. Acredito que ele tenha chances de retornar, mas terá que hibernar por muito tempo até passar de “datado” à “vintage”.

Maria Bernadete Heemann é uma modelo gaúcha que ficou em quarto lugar no Miss Brasil 1970. Ela se tornou Miss Brasil Internacional 1971 porque o Miss Internacional 1970 foi realizado antes do concurso nacional.

Algumas referências:

Bernadette Chirac, política e primeira dama francesa;
Bernadette Devlin, política da Irlanda do Norte;
Bernadette Flynn, dançarina irlandesa;
Bernadette Lafont, atriz francesa;
Bernadette N'Goyisa, jogadora de basquete da República Democrática do Congo;
Bernadette Peters, atriz e cantora estadunidense;
Bernadette Soubirous, religiosa, mística e santa francesa;





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segunda-feira, 20 de março de 2017

Capucine

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Capucine é um nome feminino de uso exclusivamente na França, ou quase, já que não temos dados de todos os países do mundo.

Significa “cinco-chagas” em francês. A Capuchinha ou Cinco Chagas é uma planta ornamental cujo nome científico é Tropaeolum majus. L., com um pequeno porte, cinco-chagas é uma herbácea com aromas, de ramos rasteiros e retorcidos. Possui flores que vão da cor vermelha a branca e que podem ser usadas na culinária.

Essa planta também é conhecida por vários outros nomes no Brasil, como por exemplo, capuchinho, mastruço-do-peru, flor-de-sangue, flor-de-chagas, chagas, nastúrcio, agrião-do-méxico, chaguinha, agrião-da-índia e mastruço. Assim, embora pouco usual, Capucine se constitui em um dos vários nomes de flores usados para nomear mulheres, evocando qualidades de doçura, sensibilidade, delicadeza e beleza das flores.

Embora pareça, não se refere exatamente à palavra Cappuccino, do italiano, uma bebida italiana preparada com café expresso e leite (às vezes chocolate, mas essa não faz parte da receita original). O termo cappuccino é do século XVI e tem sua origem nos frades pertencentes a um ramo da ordem franciscana, já em 1905 que a bebida "cappuccio" deriva de capuz (do latim cappa), pois assim os frades franciscanos são chamados devido ao capuz que trazem preso ao hábito, e o nome da bebida deve-se a sua cor, que lembra a do hábito dos frades capuchinhos.

O nome Capucine não se refere à bebida italiana, mas ambas as palavras tem a mesma origem etimológica, uma vez que chamamos no Brasil, a planta “Cinco Chagas” também de Capuchinha. Este foi o nome artístico da atriz francesa e modelo Capucine (1928-1990), conhecida por seus papeis cômicos em A Pantera Cor de Rosa (1963). O nome verdadeiro dela era Germaine Hélène Irène Lefebvre.

Outra um pouco mais próxima é Capucine Picicaroli, uma artista plástica brasileira contemporânea. Seu trabalho tem como base os aspectos culturais de diferentes povos. Nos dados e informações sobre ela, não consta se esse é o seu nome artístico ou verdadeiro.

Acho que por causa da questão do capuz, acho que esse seria um bom nome para a Chapeuzinho Vermelho, caso ela tivesse um nome.


Na França, Capucine é um nome feminino atualmente popular e bem posicionado no ranking. Ele está dentro da lista dos 120 nomes mais usados desde 2000, e em 2010, último ranking francês divulgado, esteve na 72ª posição, em todos os anos ele subiu algumas posições, galgando para o topo. Se a tendência continuar nesse ritmo, é possível que em mais quatro ou cinco anos ele passe a integrar o Top 10. 



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quinta-feira, 9 de março de 2017

Beaumont

Homem segurando lua crescente:
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Beaumont não é exatamente um nome propriamente dito. Ele vem de um sobrenome feancês que significa “bela montanha”, e é usado na França como sobrenome ainda hoje. No mundo de fala inglesa, ele é raramente usado como nome próprio.

O uso como nome próprio, provavelmente vem inspirado em Hubert de Beaumont, o Visconde Maine que viveu na França entre 1030 a 1095. Temos uma série de cidades chamadas Beaumont no Canadá, na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Não é um nome com tradição de uso na língua portuguesa, nem mesmo no Brasil onde se usa praticamente todo nome. Não há registros no IBGE (Nomes no Brasil, Censo 2010) nem tampouco na Arpen/SP.

Um dos exemplos de uso como nome próprio é Beaumont Newhall (1908-1993), curador, historiador de arte, escritor e fotógrafo americano. 



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