quinta-feira, 28 de abril de 2016

Diná, Dinah & Dina

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Dinah significa “julgada” ou “Deus julgará” em hebraico. No Brasil, pronunciamos Diná, e por isso, essa variação acabou surgindo entre grafias registradas aqui. Mas em Portugal, por exemplo, pronuncia-se “Dína”

No Antigo Testamento ela era filha de Jacó e Lia. A única mulher do total de 12 filhos que Jacó teve (com Lia e com uma escrava), que viriam a fundar as 12 tribos de Israel. A titulo de informação, o nome dos 12 filhos de Jacó são: Rúben (Gênesis 29,32), Simeão (Gênesis 29,33), Levi (Gênesis 29,34), Judá (Gênesis 29,35), Dã (Gênesis 30,5), Naphtali (Gênesis 30,7), Gad (Gênesis 30,10), Aser (Gênesis 30,12), Issacar (Gênesis 30,17), Zebulun (Gênesis 30,19), Diná (filha) (Gênesis 30,21), José (Gênesis 30,23), e Benjamin (Gênesis 35,18). No Livro do Êxodo 1,5 fala que os descendentes de Jacó eram 70 pessoas.

Em 1994, a Rede Globo exibiu a novela “A Viagem”, em que a protagonista chamava-se Diná/ Dinah, interpretada pela Christiane Torloni. Era uma novela temática em torno de vidas passadas, mas não creio que tenha alterado em alguma coisa os registros, especialmente por que se tornou caricato no Brasil após o sucesso da Mãe Dinah, mulher vidente que fazia previsões.

Evidentemente, outras etimologias apontam Dina como diminutivo de todos os nomes com a terminação –Dina como Bernardina. Ainda, fala-se  numa palavra árabe que significa “acreditar” e na Suécia, Dina significa “tua”.

No contexto histórico da escravidão norte-americana no século XIX, o nome Dina era usado de forma pejorativa para se referir às escravas de origem africana, costume que se perdeu com a abolição, felizmente. 

Hoje, americanos já tem outras referências melhores para associar: a atriz e modelo Dina Merril, atriz americana Dina Meyer e Dinah Shore, e a eterna cantora de jazz e blues Dinah Washington. Lembrando que nos EUA e em países de Língua Inglesa, a pronúncia é algo como “Daina” com ênfase no Dá.


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Veja sete curiosidades sobre os nomes no Brasil

Pais se inspiraram em série americana 'MacGyver' nos anos 1990. Personagens de novela, Dara e Radija impactaram escolha de nomes.


Do G1, em São Paulo
Atriz Tereza Seiblitz interpreta Dara em cena da novela 'Explode Coração'; década de 90 teve 1.166 'Daras' (Foto: Reprodução/TV Globo)
Atriz Tereza Seiblitz interpreta Dara em cena da novela
 'Explode Coração'; década de 90 teve
1.166 'Daras' (Foto: Reprodução/TV Globo)


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (27), um levantamento inédito dos nomes dos brasileiros com base no Censo 2010. Maria e José seguem os nomes mais comuns no país: são ao menos 11,7 milhões de “Maria” e 5,7 milhões de “José”. Mas a variedade de nomes é grande: são 130.348 nomes diferentes registrados na população brasileira. Veja algumas curiosidades reveladas pela pesquisa:

O ator Richard Dean Anderson em cena de 'MacGyver'. (Foto: Divulgação)O ator Richard Dean Anderson em cena de
'MacGyver'. (Foto: Divulgação)
1. Magaiver em queda
Nos anos 1990, 310 brasileiros receberam o nome de "Magaiver", número que caiu para 75 nos anos 2000. O nome faz referência à série de TV americana MacGyver, que fez sucesso entre os anos 1980 e 1990. A trama acompanha o agente secreto Angus MacGyver, conhecido por resolver problemas complexos com a ajuda de objetos do cotidiano.
2. Nenhum Pelé
Se algumas famílias se inspiraram no rei do futebol para nomearem seus filhos nas décadas de 1960, 1970 e 1980, o nome "Pelé" desapareceu por completo nos anos 1990 e 2000. Nas três décadas anteriores, foram registrados 82 "Pelés".
3. Ayrton teve pico nos anos 1990
O piloto Ayrton Senna, que viveu o auge de sua carreira entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 1990, inspirou um aumento do nome na década de 90, quando 1.166 crianças foram batizadas de "Ayrton". A década anterior teve apenas 316 "Ayrtons" e a década seguinte teve 418.
Personagem Khadija, vivida pela atriz Carla Diaz na novela O Clone, inspirou o aumento do nome Radija nos anos 2000 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Personagem Khadija, vivida pela
atriz Carla Diaz na novela O Clone,
inspirou o aumento do nome Radija
nos anos 2000 (Foto: Reprodução/TV Globo)
4. Inspiração de novela: Dara e Radija
A cigana Dara, personagem da novela Exlode Coração vivida pela atriz Tereza Seiblitz, parece ter inspirado um aumento do nome na década de 90, quando 7.648 "Daras" foram registradas. Na década anterior, tinham sido apenas 163 e, nos anos 2000, foram 3.157. A novela foi ao ar entre 1995 e 1996. Já Radija foi o 14º nome que mais cresceu no país nos anos 2000. O nome ganhou destaque com a personagem Khadija, interpretada pela atriz Carla Diaz na novela "O Clone", que foi ao ar entre 2001 e 2002.
5. Romario x Ronaldo
Enquanto o nome "Romario" teve pico de popularidade na década de 90 (foram 39,7 mil pessoas assim chamadas), possivelmente por causa da fase de maior sucesso do "Baixinho", o nome Ronaldo não teve seu auge de popularidade nem na década de 90, nem na de 2000, apesar do grande destaque de Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho nessa época. A década de 70 foi a que teve mais "Ronaldos" -- 75,8 mil -- contra 13,5 mil na década de 2000.
    O ex-jogador e senador Romário (PSB-RJ) fala durante CPI da CBF no senado (Foto: Evaristo Sa/AFP)
    O ex-jogador e hoje senador
    Romário (PSB-RJ) inspirou
    nomes nos anos 90 (Foto: Evaristo Sa/AFP)
     

6. José desbancado por Lucas
José foi o nome masculino mais popular desde a década de 1930 até a década de 1980. Na década de 1990, foi ultrapassado por Lucas. Na década de 2000, já estava na sexta posição, atrás de João, Gabriel, Lucas, Pedro e Mateus. Já entre as mulheres, Maria reina absoluta desde 1930.
7. C e K são letras em alta
Dos 20 nomes que mais cresceram nos anos 2000, 17 começam com a letra C ou a letra K: Kailaine, Kaylane, Kailane, Kayky, Cailane, Kailani, Cailaine, Camilly, Caua, Kaua, Kamilly, Cauan, Kauam, Camily, Cauam, Caun e Kaun.
Clique aqui e veja a frequência dos nomes por região, e aqui para ver a lista completa. Na tabela, é possível navegar pelas diferentes abas para ver os nomes mais populares por década, os maiores crescimentos na década de 2000 e ver como o destaque de celebridades impactou na escolha de nomes.

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Adoración



Adoración é um nome espanhol, de forte carga religiosa. É um nome literal na língua espanhola, significando “adoração”, referindo-se ao caso conhecido na tradição cristã por “Adoração dos Magos”, quando os três reis magos apresentaram presentes ao menino Jesus e o adoraram.

Há as seguintes variantes em outras línguas: Adoració (catalão), Gurtasun (basco), Adoration (francês), Adoration (inglês), Adorazione (italiano), Adoratio (latim), Adoração (português).

Um diminutivo possível, e devo dizer, bem mais simpático, é Adora. Se por algum motivo os pais desejam usar um nome religioso, e optam por Adoración, sempre poderão usar como forma curta Adora, que é fofinho e moderno (apesar de ser um verbo conjugado).

Contendo o elemento –adora, só temos registros de várias grafias de Isadora. Não há nenhum sinal de Adoración nas listas brasileiras disponíveis.

Geralmente gosto bastante de nomes espanhóis, pois a cadência da língua espanhola é contagiante. Entretanto, tenho uma grande reserva com nomes demasiadamente religiosos, e Adoración é um deles. Não acho que dê para usar “Adoração”, embora há muito tempo atrás fosse possível encontrar Maria da Adoração como nome composto.

A adoração, em ambiente religioso, quer dizer o culto à determinada divindade. Pode ser exemplificado como “adoração” de ídolos, por exemplo, como está especificado no Antigo Testamento, antes da religião monoteísta se consolidar entre os hebraicos. Ou pode referir-se à adoração à Maria, à Jesus, à Deus ou a qualquer ícone religioso existente.

Uma variação bem mais simpática é Adorabelle, que é a mistura do elemento Adora com o popular sufixo feminino –bella. Além de ficar mais feminino, menos ligado à religião, ainda mantém sutilmente o mesmo significado: “uma bela adoração”.






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Luma e Luigi: os nomes dos filhos de César Filho e Elaine Mickely

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Preciso dizer que eu tenho um pouco de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) com nomes de irmãos começados pela mesma inicial. Já falei aqui que nomes de irmãos combinarem ou não combinarem não deve ser o principal critério de escolha dos pais, afinal, não precisa combinar, e ao mesmo tempo, se os pais amam um nome com a mesma letra (coincidentemente), não precisam fugir dele como o diabo foge da cruz.

Então, ao me deparar com os nomes do casal de filhos do apresentador César Filho e da atriz Elaine Mickely, é impossível evitar aquele tique nervoso: Mas os dois começam com L? Adjetivos como “par de jarros” e “dupla sertaneja” automaticamente preenchem meu cérebro. Mas estou tentando superar esse meu TOC, portanto, logo expulso da cabeça e tento prestar atenção no conjunto.

E sim, com meu cérebro livre do TOC das iniciais iguais, consigo ver que são dois ótimos nomes! Luigi é um nome italiano, uma variante de Luís, em breve será abordado na íntegra pelo Blog. Já Luma, parece mais um apelido, e é bem difícil de precisar a origem e o significado.

Luigi é uma variação de Luís, a partir da mesma raiz em Chlodovech, que significa, basicamente, guerreiro glorioso, a partir da junção dos elementos "hlot, hlut" (famoso, ilustre, célebre) e wig (guerreiro). O ator Luigi Baricelli é um representante do nome bem conhecido em todo o Brasil, famoso por vários papeis na TV brasileira. É um nome italiano um pouco mais complicado pois a pronúncia não é com g e sim com "d": "Luidi". Ele ficou muito conhecido em todo o mundo através do jogo de vídeo game (da década de 80) Super Mário Bross, que virou série de desenho animado. Luigi era o irmão do Mário, e até hoje esse personagem não perdeu a influência.

Em São Paulo (Arpen/2015) foram registrados 224 meninos chamados Luigi: não chega a ser popular, mas é bem expressiva a quantidade de registros. Uma coincidência cósmica fez com que Luigi tivesse o mesmo número de registros na lista do ano anterior. Então, em 2014 e 2015 ele se manteve com 224 registros.

Luma é um nome que, apesar de curtinho e moderno, dá um trabalho danado para destrinchar a origem e o significado. O Dicionário de Nomes Próprios é um site brasileiro que fala que Luma é uma variante de Luna, mas está total e completamente errado. 

Mas vamos dar crédito ao site, que pelo menos tentou pesquisar: na alternativa 1) é possível que derive da palavra “lumo”, em esperanto, que significa “luminoso”; 2) Ou também, da palavra “idazLuma”, que quer dizer “caneta-tinteiro” em basco; Apesar de ambos serem igualmente improváveis, valeu a tentativa.

Assim sendo, temos que dizer aos pretensos pais de uma Luma, que a origem desse nome é bastante incerta. Embora Luma seja um gênero botânico da família Myrtaceae, e também uma aldeia de Samoa Americana, é bem complicado dizer com certeza categórica qual é seu significado e origem.

Luma é um bom, nome, simples, identificável, não tem duas ou mais grafias, tem boa sonoridade, e o mais importante: não é um simples apelido/diminutivo, é um nome de verdade. A Shamaim, moderadora do fórum “Ideias, Dúvidas e Palpites de Nomes”, do BabyCenter Brasil e colabora do Por Trás do Nome esclareceu em um dos tópicos o significado de Luma através das suas pesquisas:

Luma é um nome legítimo sim, embora muito raro - é usado em árabe, e num único site encontrei o significado como "pôr do sol", mas não tenho como corroborar essa alegação, pode estar totalmente errada (até porque encontrei a mesma palavra no título de uma gramática árabe, sendo bem criativa na pesquisa). Luma também é uma medida do brilho (claridade) de uma imagem, e, em romeno, o substantivo simples "Luma" quer dizer "mundo"”. (Ideias, Duvidas e Palpites de Nomes)

Luma possui apenas 63 registros na lista da Arpen/SP de 2015 (correspondente ao estado de São Paulo). Em 2014, o número tinha sido de 61 registros.

Olhando assim, os nomes que o apresentador César Filho e sua esposa Elaine escolheram são bem originais, ambos são pouco usados no Brasil, mas facilmente reconhecíveis, pela familiaridade que já tem entre os brasileiros. Exceto pela inicial idêntica, de resto, César Filho foi muito feliz nas escolhas. Luma e Luigi formaram um bom par para irmãos.




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Janice

Janice Dickinson, modelo



Janice é uma elaboração a partir de Jane, criada por Paul Leicester Ford para o romance “Janice Meredith”. Pode se dizer, portanto, que trata-se de um nome literário, criado para uma personagem, que dá inclusive, título à obra. O livro foi publicado pela primeira vez em 1899, e é possível também que ele tenha misturado os nomes Janet e Alice para inventá-lo.

A história se passa em Nova Jersey, durante o tempo da Revolução Americana, e segundo comentários em fóruns de sites americanos, não há um exemplo real de pessoa nascida com esse nome antes da publicação do livro de Ford. Pelo menos até onde meus limites de pesquisa alcançaram, o livro não tem tradução para o português e não é vendido aqui. É curioso como um nome inventado em um livro em inglês que sequer foi traduzido para o português tenha ganhado repercussão aqui no Brasil.

É quase comparável a repercussão que Poliana teve no Brasil, após o livro que foi lido, imagino eu, por uma parcela considerável da população. Ainda sobre o livro, ele está à venda na Livraria Saraiva, em e-book, mas em inglês. É possível ver isso nesse link. E por fim, teve uma adaptação cinematográfica – um filme mudo – onde a dita Janice Meredith foi interpretada pela atriz Marion Davis.

Jane, por sua vez, é a forma medieval inglesa de Jehanne, que é um feminino de John, o equivalente a Joana e João no português. Isso quer dizer que a origem primeira do nome é hebraica e significa “Javé é gracioso”, ou então, por interpretação “Deus é gracioso”. É um significado bonito e religioso.

Segundo a plataforma criada pelo IBGE, chamada “Nomes no Brasil”, Janice é o nome de 28.935 pessoas, sendo que o auge de registros foi na década de 70. Antes de 1930, nasceram apenas 66 pessoas chamadas Janice, enquanto nos anos 2000 contabilizou-se um total de 1727 pessoas. É um número notável, mas nada comparado à magnitude de Maria, por exemplo, que nomeia 6,39% da população brasileira e passa dos 11 milhões de nascimentos contabilizados desde a década de 30.

Como eu já imaginava (por que eu nunca conheci uma Janice que não fosse gaúcha, então deduzi), a maior ocorrência de Janice foi no Rio Grande do Sul, sendo que a soma foi de 5.537 pessoas, uma frequência de aproximadamente 50 Janices para cada 100 mil pessoas. Outro estado onde é muito fácil encontrar pessoas chamadas Janice é Santa Catarina.

Quanto à popularidade de Janice pelo mundo, no Behind The Name consta que a última vez que o nome apareceu no ranking de 1000 nomes femininos mais registrados foi em 2009, na tímida 842ª posição. Em 1950 ele estava no 22º lugar, ou seja, é muito fácil encontrar senhoras de meia idade chamadas Janice nos Estados Unidos. Esteve dentro do top 100 dos Estados Unidos de 1932 a 1967, e isso significa que há muitas pessoas com esse nome por lá.

Pode parecer uma informação pouco importante, mas pensando que uma Janice venha a morar lá, seu nome não vai ser nenhum pouco estranho. Vai ser aceito imediatamente: essa é a vantagem de ter um nome internacional. Janice também aparece no Ranking do Canadá, aparecendo pela última vez no ano de 1976, no 98º lugar. O auge de registros entre canadenses foi em 1953, e ele permaneceu dentro dos 100 nomes mais registrados desde a década de 30 até a década de 70.

Concluindo, tem muito mais Janice no Canadá e nos Estados Unidos do que no Brasil, obviamente, a pronúncia por lá é um pouco diferente. Você pode ouvir a pronúncia aqui.

Considero Janice um nome delicado e feminino. É claro que ele foi mais registrado nas décadas de 70 e 80, e portanto hoje em dia é menos apreciado quanto à registros de bebês, como todo nome datado, mas não há nada que desabone o nome. É digno, escrito corretamente, de pronúncia fácil e adequada, com simplicidade, ou seja, se você se chama Janice, você tem vários motivos para se orgulhar do nome e praticamente nenhum para não gostar.

Uma pessoa notável com o nome é Janice Doreen Dickinson, uma supermodelo, fotógrafa de moda, atriz, escritora e agente de modelos norte-americana.

Na ficção, além do próprio romance que “criou” o nome, por assim dizer, temos Janice Litman Goralnik, uma personagem da série Friends, que faz muito sucesso com o público adolescente.

Fontes:






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Nome Cauã cresce 3.900% nos anos 2000: veja os mais comuns

Sucesso do ator Cauã Reymond teria ajudado a popularizar o nome no país. Segundo o IBGE, nome Cauã cresceu 3.924%, provavelmente influenciado pelo ator famoso (Foto: Divulgação/TV Globo)
O sucesso do ator Cauã Reymond teria aumentado o prestígio do nome. 

A quantidade de crianças registradas com o nome Cauã cresceu 3.924% nos anos 2000, segundo levantamento feito pelo IBGE a partir do Censo Demográfico 2010. Foi o nome de celebridade que teve o maior crescimento no período, de acordo com o instituto, provavelmente influenciado pelo sucesso do ator Cauã Reymond. As variantes como Kauã, Kauam, Cauam e Kauan também estão entre os nomes que mais cresceram no período – no total, foram quase 150 mil registros do nome e variações.
Clique aqui e veja a frequência dos nomes por região, e aqui para ver a lista completa.
NOMES MAIS COMUNS NO BRASIL
MASCULINOFEMININO
JoséMaria
JoãoAna
AntonioFrancisca
FranciscoAntonia
CarlosAdriana
PauloJuliana
PedroMarcia
LucasFernanda
LuizPatricia
MarcosAline
O levantamento inédito, divulgado nesta quarta-feira (27), aponta ainda que Maria e José seguem os nomes mais comuns. O Brasil tem pelo menos 11,7 milhões de “Maria” e 5,7 milhões de “José”. Segundo o IBGE, foram registrados 130.348 nomes diferentes na população brasileira.
ídolos do futebol
Enquanto Ronaldo e Romário despencaram nos anos 2000 – quedas de 67% e 91%, respectivamente –, o sobrenome de um ídolo do futebol argentino disparou. Segundo o IBGE, Riquelme – último nome de Juan Román Riquelme – foi o 2º nome masculino com o maior crescimento nos anos 2000, com alta de 6.894% em relação a 1990. Só perde para Rikelme, que subiu 10.057%.

O projeto Nomes no Brasil tem por base as listas de moradores dos domicílios em 31 de julho de 2010, data de referência do Censo 2010. O IBGE registrou o primeiro nome e o último sobrenome de todos os moradores do domicílio. Quando havia mais de um morador com primeiro e último nomes iguais eram registrados os outros nomes que permitissem distingui-los.
O levantamento também aponta os nomes mais frequentes até 1929 e por década de nascimento a partir de 1930, possibilitando identificar nomes que entraram e saíram de moda e aqueles que aparecem de maneira mais constante.

Ana e Antonio
Para o sexo feminino, Ana segue em segundo lugar, atrás de Maria, em todas as décadas pesquisadas. Francisca aparece na terceira posição até a década de 1950.  Márcia ficou em terceiro nos anos 1960 e Adriana, na década de 1970. No anos 1980, Juliana assume a 3ª posição e, na década de 1990, é a vez de Jessica. Nos anos 2000, Vitória ganha destaque.

Para o sexo masculino, José e Antonio aparecem em 1º e 2º lugar, respectivamente, até a década de 1980. Na década de 1990, Lucas assumiu a primeira posição e José caiu para a segunda.

Já nos anos 2000, João ficou em primeiro e Gabriel apareceu na segunda posição. Até os anos 1960 e na década de 1990, João aparece na terceira posição, que foi ocupada por Francisco, na década de 1970 e 1980, e Lucas, nos anos 2000.

Rian, Enzo e Kailane
Nos anos 2000, além de Cauã, os nomes Rian, Enzo e Kailane ganharam espaço. Em relação à década anterior, foram registradas 81.184 pessoas a mais com o nome Cauã; 69.347 pessoas a mais com o nome Rian; 41.968 registros a mais para Enzo e 22.420 para Kailane.





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Delfim, Delfín & Delfino

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Delfim (forma portuguesa), Delfín (Forma espanhola) ou Delfino (forma italiana) são variantes do nome latino Delphinus, que significava “habitante de Delphi”, sendo Delphi uma cidade na Grécia Antiga, nome que é possivelmente relacionado ao grego Delphys, ou seja, útero. Temos ainda as formas femininas Delphina, Delphine e Delfina.

Porém, é associado também com a palavra espanhola que designa o “golfinho”. Se levarmos em consideração a associação, podemos dizer que ele é um nome literal. Já teve sua época de registros no Brasil, sendo que uma das referências que podemos citar aqui é o político Delfim Neto, mas atualmente, não figura entre prováveis nomes para uma criança.

Delfim e Delfín têm sonoridades parecidas com nomes mais comuns e que aparecem nos rankings dos dois países como Martim e Benjamim ou Joaquim, sendo assim não é um nome que causará alguma surpresa desagradável por conta da terminação.

Ele nunca foi usado em demasia em países lusófonos, de modo que é raro e ousado. Também podem ser bons coringas na hora de compor com outros nomes e formar compostos harmoniosos. 


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